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AÇÃO DE GRAÇAS | Trump perdoa o peru pela última vez em tradição americana desde Abraham Lincoln

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Corn (milho, em inglês) venceu enquete no site da Casa Branca, mas seu irmão Cob (espiga) também será poupado e ambos viverão o resto das vidas em universidade. Tradição de perdoar ave foi reativada por George H.W. Bush, mas remonta à época da presidência de Abraham Lincoln.

O presidente dos EUA, Donald Trump, perdoou nesta terça-feira (24) pela última vez um peru às vésperas do Dia de Ação de Graças, uma tradição de décadas no país. Este ano, o sortudo foi Corn (milho), que recebeu “perdão total” de Trump.

Isso não significa, porém, que a ave preterida, Cob (espiga), será sacrificada. Os dois perus irão juntos para a Iowa State University, onde viverão o resto de suas vidas em paz, sem correr o risco de virar refeição.

Corn e Cob foram criados por Ron Kardel, presidente da Federação Nacional de Perus e agricultor de sexta geração de Walcott, Iowa.

Antes da cerimônia de perdão, a Casa Branca apresentou os dois candidatos e criou uma enquete no Twitter, perguntando aos seguidores qual peru merecia receber a honra. Corn ficou à frente de Cob por quase oito pontos: 53,7% a 46,3%.

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EXTRA | Putin abandona acordo nuclear e pressiona Biden

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Trump é primeiro presidente dos EUA a sofrer dois impeachments; veja o que acontece agora

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Com a aprovação pela Câmara dos Representantes, Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. Mesmo assim ele continua no comando da Casa Branca.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment já quando o processo é aprovado na Câmara. Por isso que Trump pôde ter dois impeachments e ainda seguir presidente.

Mesmo derrotado na Câmara, ele segue como presidente até que ocorra o julgamento no Senado, que é o próximo passo do processo.

Na Casa ocorrerá um julgamento, com a Câmara selecionando parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente para os senadores.

Para que ele deixe o cargo é preciso que dois terços do Senado seja a favor do impeachment, ou seja, 67 votos a favor do processo.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Faltando apenas uma semana para a posse de Joe Biden como novo presidente do país, é bem difícil que o processo seja concluído antes disso. Isso porque o Senado só volta aos trabalhos após o dia 20, quando também passará a ser dividido com 50 democratas e 50 republicanos.

Apesar disso, a estratégia de parlamentares democratas – e dissidentes republicanos – não é necessariamente tirá-lo antes do fim do mandato, mas evitar que ele possa se candidatar novamente daqui quatro anos.

A questão agora é se haverá votos suficientes no Senado para confirmar o processo contra Trump. Diversos integrantes do partido Republicano defendem a saída do atual presidente, mas estão divididos se isso deve ocorrer via impeachment ou se ele apenas deve ser “esquecido” após deixar o cargo.

Nas últimas horas, a imprensa americana apontou que se o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, votar a favor do impeachment, provavelmente Trump será condenado por pelo menos 67 senadores. “Se Mitch for um voto sim, acabou”, disse um senador republicano para a CNN.

Ainda de acordo com a rede de notícias americana, McConnell estaria mais disposto a votar a favor do impeachment por não acreditar que Trump “desapareceria” do partido nos próximos anos e que seria necessária uma ação mais forte para garantir que ele não retorne em quatro anos.

O arrasto do processo de impeachment para depois da posse pode atrapalhar também os planos do novo governo de Joe Biden. Isso porque, nos EUA, os secretários (que têm cargos como de ministros no Brasil) precisam ter suas nomeações aprovadas pelo Senado.

Com o processo demorando para ser concluído, provavelmente haverá um atraso para a confirmação das nomeações feitas pelo democrata, que por sua vez pode ter dificuldades no início de governo para levar adiante projetos mais urgentes, como os de combate à pandemia do coronavírus.

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