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Antes de colapso, governo Bolsonaro pediu para Amazonas desconsiderar lockdown

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O governo Bolsonaro agiu para que o Amazonas não implementasse o lockdown (fechamento compulsório do comércio e restrição máxima de circulação de pessoas) para conter o avanço do coronavírus. Quatro dias antes de o sistema de saúde entrar em colapso, membros da equipe do Ministério da Saúde pediram à administração estadual que adotasse um “meio-termo”.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o pedido ocorreu durante reunião realizada em Manaus, em 10 de janeiro, quando a possibilidade de o governo do Amazonas decretar a restrição mais rígida foi discutida. No dia 14, com hospitais lotados e falta de oxigênio hospitalar, o governador Wilson Lima (PSC) assinou um decreto impondo medidas como toque de recolher, menos severas que o lockdown.

A indicação sobre a reunião está em um documento produzido pela Secretaria Executiva do Ministério da Saúde cujo título é: “Dados do Centro de Operações: Ações realizadas pelo Ministério da Saúde na Operação Manaus”.

O documento traz um resumo das atividades da equipe enviada pelo Ministério da Saúde a Manaus e indica que o grupo chegou a fazer uma “avaliação” sobre um eventual lockdown no estado. “Avaliação da implementação de lockdown no estado do Amazonas e prazo do mesmo”, diz um trecho.

Em outro trecho, o relatório indica que, às 14h do dia 10, foi realizada uma reunião entre o Ministério da Saúde e representantes do governo do Amazonas como o secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, e o governador Wilson Lima. Na ocasião, chegaram a discutir até um prazo para a validade do decreto.

“Reunião às 14 horas com o Secretário de Estado da Saúde, governador e outros para definir o lockdown e elaboração do decreto — 15 dias com possibilidade de prorrogação”, diz o documento.

Membros da equipe técnica do Ministério da Saúde pediram, em caráter reservado, que o governo do Amazonas optasse por um “meio-termo”. Segundo essas fontes, tratou-se de uma indicação direta à adoção de medidas menos rígidas que o lockdown.

Apesar dos pedidos, o governador Wilson Lima não era obrigado a seguir orientações do governo federal. Uma decisão do STF do início do ano passado deu autonomia aos estados para escolher quais medidas adotar para conter o avanço da Covid-19.

Quatro dias depois, pressionado pelos relatos de mortes por asfixia e hospitais lotados, o governador Wilson Lima assinou um decreto impondo medidas menos restritivas que o lockdown como o toque de recolher entre 19h e 6h.

Procuradas pela reportagem, o governo estadual argumentou que decisões sobre restrições são tomadas com base em “indicadores epidemiológicos e da rede de assistência à saúde” e defendeu as medidas tomadas na fase atual. Já o ministério citou o “apoio irrestrito aos estados e municípios” na aquisição de equipamentos e ressaltou que as partes têm autonomia para definir estratégias para o enfrentamento ao coronavírus.

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Pela 1ª vez, Brasil registra mais de 200 mil casos conhecidos de Covid em 24 horas; mortes também apontam alta

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O Brasil registrou nesta quarta-feira (19) o recorde de 205.310 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 23.420.861 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 100.322 – a maior marca registrada até aqui, superando pela primeira vez o patamar de 100 mil diagnósticos diários (e o recorde do dia anterior).

Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +487%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

Brasil, 19 de janeiro

  • Total de mortes: 621.927
  • Registro de mortes em 24 horas: 349
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 215 (variação em 14 dias: +114%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 23.420.861
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas:205.310
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 100.322 por dia (variação em 14 dias: +487%)
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Bolsonaro é proibido pela Justiça Federal de usar o termo “lepra”

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  • Bolsonaro está proibido de usar o termo “lepra” em suas manifestações públicas
  • A decisão foi da 3a Vara Federal do Rio de Janeiro
  • Os demais integrantes da União também devem respeitar a determinação

A Justiça Federal determinou que o presidente Jair Bolsonaro fique proibido de usar o termo “lepra” em suas manifestações públicas.

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