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Brasil

Bolsonaro pensa em acabar com pagamento anual do abono salarial do PIS/Pasep; entenda

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O presidente Jair Bolsonaro estuda acabar com o abono anual do PIS/PASEP para aumentar o valor do Bolsa Família, que iria de R$ 190 para R$ 250.

Atualmente o abono salarial é de até um salário-mínimo e é pago anualmente a trabalhadores formais com renda mensal de até dois salários – cerca de 25 milhões de brasileiros. As informações são do UOL

De acordo com técnicos da equipe econômica do Ministério da Cidadania, essa medida liberaria R$ 20 bilhões para o Bolsa Família, que atualmente tem em seu orçamento R$ 35 bilhões.

A equipe do ministério mostrou a Bolsonaro que, com os R$ 55 bilhões, o novo programa social poderia pagar até R$ 300 por família sem ter preocupação com o teto de gastos.

De acordo com um técnico do governo entrevistado pelo UOL, Bolsonaro está “mais aberto” para essa conversa, chegou a autorizar estudos sobre o tema e demonstrou que essa seria a “medida correta”.

Segundo essa fonte, o fim do abono não prejudicaria aposentados ou deficientes, mas apenas trabalhadores que já têm renda e que também poderiam se beneficiar do aumento do Bolsa Família .

Com essas mudanças, o novo Bolsa Família poderia ter valor maior, além de um auxílio-creche de R$ 250 e o pagamento de bonificação para bons estudantes.

O que é o PIS/PASEP

PIS é o Programa de Integração Social. O Pasep é o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. São programas em que as empresas e órgãos públicos depositam contribuições em um fundo ligado aos seus empregados, o fundo do PIS/Pasep.

Para que serve o dinheiro do PIS/Pasep?

O dinheiro desse fundo atualmente vai para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que paga benefícios como o abono salarial e o seguro-desemprego

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Brasil

Confederação Israelita lamenta encontro de bolsnaristas com política alemã, neta de ministro nazista

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Confederação Israelita do Brasil lamentou encontro entre parlamentares brasileiros e política alemã de partido conservador

Em nota, a Conib não citou quem foram os deputados que receberam Beatrix von Storch; nas redes sociais, Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro compartilharam fotos com a alemã

Beatrix von Storch é neta de um ex-ministro da Alemanha Nazista e conhecida por declarações públicas xenofóbicas

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) lamentou que uma política alemã, representante do partido Alternativa para a Alemanha, tenha sido recebida em Brasília. Beatrix von Storch se encontrou com parlamentares bolsonaristas, como Bia Kicis (PSL-DF) e Eduardo Bolsonaro (PSL-DF)

Em nota, a Conib não citou os deputados que encontraram von Storch, mas caracterizou o partido alemão como “extremista, xenófobo, cujos líderes minimizam as atrocidades nazistas e o Holocausto”.

“O Brasil é um país diverso, pluralista, que tem tradição de acolhimento a imigrantes. A Conib defende e busca representar a tolerância, a diversidade e a pluralidade que definem a nossa comunidade, valores estranhos a esse partido xenófobo e extremista”, declarou a entidade.

O encontro foi divulgado nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro. “Excelente encontro com a Deputada Federal alemã Beatrix von Storch, que também é vice-presidente do partido Alternativa Para Alemanha. Somos unidos por ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Bia Kicis também compartilhou uma foto com a parlamentar alemã e caracterizou o partido como “o maior partido conservador” do país. “Hoje recebi a deputada Beatrix von Storch, do Partido Alternativa para Alemanha, o maior partido conservador daquele país. Conservadores do mundo se unindo para defender valores cristãos e a família.”

Beatrix von Storch é vice-líder do partido, além de ser neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, ministro nazista das Finanças. A política também é conhecida por manifestações pública xenefóbicas.

Além da Conib, o Museu do Holocausto de Curitiba também expressou preocupação com o encontro. “É evidente a preocupação e a inquietude que esta aproximação entre tal figura parlamentar brasileira e Beatrix von Storch representam para os esforços de construção de uma memória coletiva do Holocausto no Brasil e para nossa própria democracia.”

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Brasil

Reforma do IR proposta por Guedes visa beneficiar dentistas e médicos

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Projeto isentaria dividendos de até R$ 20 mil

Profissionais costumam receber seus vencimentos por meio de dividendos desde 1995

Objetivo é tributar os mais afluentes, desonerar empresas e assalariados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nessa quinta-feira (22/07) que pode aumentar a faixa de isenção da taxação prevista na reforma do Imposto de Renda para não afetar “dentista, médico, profissional liberal”. Essas categorias, que seriam cobradas pelo imposto sobre dividendos, começaram a pressionar por mudanças na proposta apresentada pelo governo ao Congresso.

Num evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o responsável pela pasta reconheceu as propostas recebidas para a reforma tributária. “Quero agradecer o apoio de todo mundo que está nos ajudando, levando sugestões, dizendo ‘ó, cuidado que isso aqui é errado’. Eu começo as conversas sempre muito francamente, e falo: pessoal pago 20% do dividendo. ‘Ah não, mas vai pegar os profissionais liberais’. Isenção até R$ 20 mil, pronto. Se precisar até subir um pouquinho, sobe mais um pouco”, disse Guedes

O projeto em discussão na Câmara dos Deputados prevê uma taxa de 20% sobre dividendos, mas estabelece uma faixa de isenção de R$ 20 mil mensais. A parcela é voltada exclusivamente para empresas pequenas e médias, como as do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).

Já os profissionais como médicos e advogados costumam receber seus vencimentos por meio de dividendos, dos quais são isentos desde 1995. Logo, a taxação abarcaria esse grupo. “Não quero mexer com dentista, médico, profissional liberal, não é isso. Não queremos atingir a classe média, nada disso. Queremos tributar os mais afluentes e desonerar as empresas e os assalariados”, explicou o ministro.

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