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Caiado critica pedido de interdição do Materno Infantil: “chega a ser criminoso”

Em entrevista à Vinha FM, o governador ressaltou que medida coloca em risco crianças em estado grave de saúde. Dispersar os pacientes do HMI em outros hospitais é qualificado por ele como ‘absurdo’, porque são pacientes dependentes das equipes altamente especializadas disponíveis na unidade que é a referência nessa área no Estado

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O pedido de interdição do Materno Infantil (HMI) foi um dos assuntos da entrevista concedida pelo governador Ronaldo Caiado, na manhã desta quinta-feira (2/5), para a Rádio Vinha FM, com apresentação de Murilo Santos. Centrado no fato de o hospital ser referência em pediatria no Estado, o governador criticou a determinação expedida por auditores fiscais do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRTE-GO), considerando-a “midiática” e “irresponsável”. “É tão inconsequente, que fico imaginando qual é o cuidado que essas pessoas têm com a vida de dezenas de crianças em estado grave. Chega a ser criminoso. É preciso que se entenda que não é possível criar uma equipe especializada para tratar de cada criança daquela, recém-nascida, num estado de tamanha gravidade. Dispersar dez pacientes em cada leito de um hospital A, B, C ou D é algo que eu qualifico como absurdo. Não há equipes, não há pessoas suficientes. Estamos tratando de vidas”, indignou-se.

O governador lembrou que o Governo de Goiás, por meio da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO), vai impetrar ação cautelar pedindo a nulidade do termo de interdição do Materno, e diz acreditar que irá prevalecer o bom senso e o respeito à vida. Caiado enumerou uma série de medidas que já estão sendo aplicadas para garantir melhorias aos funcionários e pacientes, bem como ampliar a capacidade de atendimento. “Coloquei um engenheiro do Corpo de Bombeiros lá para fazer um trabalho emergencial e tentar contornar todas as dificuldades. Já leiloei carros de luxo de ex-governadores para comprar medicamentos. E consegui junto ao Governo Federal algo inédito, em 90 dias, trouxemos aporte financeiro para inaugurar uma ala do Hugol com 55 leitos e colocá-la para funcionar no mesmo dia”, apontou.

O governador também argumentou que a medida, se aceita pela Justiça, pode acarretar na demissão de cerca de 1.200 funcionários, e que vem apontando o estado calamitoso do Materno Infantil desde o dia de sua posse. “Eu vou colocar esses funcionários do Materno Infantil onde? E como? Estive lá mais de seis vezes, me dedico integralmente. E o Estado sequer foi notificado. A notificação foi feita pela mídia. Esta pessoa, no mínimo, deveria ter procurado a Superintendência, ou o secretário, buscado uma saída conjunta e apresentado também alternativas”, queixou-se.

Caiado afirmou ainda que o governo trabalha para uma solução definitiva, a construção de um novo Materno Infantil, mas reiterou que isso requer tempo. “Estou buscando várias fundações e convênios para construção de um novo hospital, mesmo no quadro em que se encontra o Estado de Goiás, totalmente inviabilizado. Nós estamos superando as dificuldades com todos os amigos. As pessoas estão dando as mãos para nos ajudar. Mas ninguém tem o dom de, de um dia para noite, transformar tudo em um Estado que vive em calamidade financeira. Goiás hoje está bloqueado no Tesouro Nacional”, comentou.

Obras paradas
Caiado também falou de outro grave problema herdado ao assumir a gestão do Estado. “Hoje temos em Goiás cerca de 400 obras inacabadas. São construções de colégios, de um Instituto Médico Legal, postos de saúde, enfim, obras irresponsavelmente ali deixadas e contratos feitos visando muito mais a interesse pessoal ou projeto político-partidário”, afirmou.

O governador informou que há R$ 42 bilhões em dívidas a serem recebidas pelo Estado, sendo que 95% deste montante é qualificado pelos auditores como “dívidas podres”. “Ou seja, fraudes no decorrer dos anos; são pessoas que montaram empresas e desapareceram; empresas em nome de ‘laranjas’. Mesmo com toda tecnologia e esforço, eles não conseguem buscar esse dinheiro para dentro. Estamos falando de R$ 42 bilhões. O orçamento de Goiás, ao longo do ano, gira em torno de 24, 25 bilhões – ou seja, é praticamente um orçamento e meio em dívida ativa do governo do Estado de Goiás”, explicou Caiado.

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OPERAÇÃO SOFISMA | Caiado ataca Marconi, cita processos judiciais do tucano e o acusa de perseguir parte da imprensa oposicionista

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Em meio a troca de farpas entre o ex-governador Marconi Perilo e o governador Ronaldo Caiado, a Operação SOFISMA, trouxe à luz uma investigação da polícia que aponta suposta irregularidades e indícios de desvios de recursos públicos para blogueiros.
A ação investiga fraudes e superfaturamento em contratos assinados a partir de 2015 e 2017 entre Agência de Comunicação (Agecom, atual ABC) e Detran-GO, com agências de publicidade e com sites e blogs.

O Secretário de Segurança Pública, Rodinei Miranda, emitiu nota oficial para rebater críticas de Marconi Perilo e expor o posicionamento da gestão Caiado

*Nota Resposta – Operação Sofisma*

Causa estranheza o nível de preocupação do ex-governador Marconi Perillo, por meio de sua assessoria especial, com as operações policiais que estão ocorrendo no Estado de Goiás. Isso demonstra que o fato das polícias terem total autonomia para investigar a roubalheira disseminada incomoda Marconi, que tem 32 processos por improbidade administrativa e 4 criminais nas costas. Por que esse grau todo de preocupação do ex-governador? Esses esquemas investigados tinham alguma orientação superior?

Parece que o título de bacharel em direito conquistado por Marconi, não proporcionou a ele o mínimo de conhecimento jurídico. Ele deveria saber que uma operação da polícia não se faz pela vontade de A ou de B, mas sim com provas e documentos que são levantados e analisados pelo Poder Judiciário. E daí são dadas as autorizações para cumprimento de mandados, apreensões, ouvir suspeitos e efetuar prisões.

É verdade que Marconi se notabilizou por interferir nas ações das polícias e não deixava que elas cumprissem o seu papel. Perseguia quem pensava diferente dele. Mas esse tempo acabou. As polícias têm autonomia. A Justiça cumpre o seu papel, autorizando ou não as ações. Instituições democráticas não existem pra servir a governantes, mas sim a população de Goiás. Mas Marconi, que se achava dono das instituições, revela-se um autêntico Rábula do Cerrado.

Por fim, causa estranheza maior ainda o fato de o ex-governador ter posto em cheque a credibilidade de todos os veículos de imprensa, tentando colocar em um só balaio o jornalismo sério do Estado de Goiás, e os sites e blogs ora investigados por superfaturamento de contratos de publicidade em suas gestões. Típico de alguém que se tornou um notório perseguidor de jornalistas. Este é o conceito que tem da imprensa goiana, ex-governador? Então, o guarde para si.

*Rodney Miranda – Secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás*

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Estado

VÍDEO | Caiado leva ao Ministério da Economia equipe de lideranças com todos os poderes do estado para retirar Goiás da crise fiscal

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O governador Ronaldo Caiado liderou comitiva de integrantes de todos os poderes do estado para reunião em Brasília no Ministério da Economia para tentar retirar Goiás, com auxílio da gestão Bolsonaro, da atual crise fiscal.

Segundo dados apresentados pela Secretaria da Fazenda de Goiás, o estado enfrenta dívida consolidada de R$ 20 bilhões e rombo em caixa de R$ 4 bilhões deixados pelas gestões anteriores de Marconi Perillo e José Eliton.

Participaram da reunião: Secretária de Economia, Cristiane Schmidt; Procuradora Geral do Estado; Pres. da Alego, Dep. Lissauer Vieira; Procurador Geral de Justiça, Dr. Aylton Vechi; Pres. do Tribunal de Justiça, Desemb. Walter Carlos; Desemb. Carlos Alberto França; Pres. do TCM, Joaquim de Castro; Defensor Público Geral, Domilson Rabelo;

Pelo Ministério: Miguel Ragone, Secretário Executivo Adjunto do Ministério da Economia; Gustavo Lobo, Diretor de Programa SE/ Ministério da Economia; Waldery Rodrigues, Secretário Especial de Fazenda/ME; Ana Paula Bittencourt – Subprocuradora-geral da Fazenda Nacional; Maíra Gomes – Procuradora-geral Adj. De Consultoria Fiscal, Financeira e Societária; Mansueto Almeida – Secretário do Tesouro Nacional; Otávio Ladeira – Secretário do Tesouro Nacional Adjunto; Pricilla Santana – Subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais – STN; Bruno Funchal – Diretor de Programa da Secretaria Especial de Fazenda; Filipe Aguiar – Assessor Jurídico da Secretaria Especial de Fazenda;
Pauta: 1. Situação fiscal do Estado de Goiás; 2. Renegociação da dívida com o Governo Federal;

Confira um trecho da entrevista do governador após reunião no Ministério da Economia

https://twitter.com/JornalGoyaz/status/1220133322984251392?s=19

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