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Caiado participa de Curso de Gestão em Oxford e estuda aplicar propostas no governo de Goiás

A renomada universidade de Oxford, na Inglaterra, está ministrando Curso de Gestão Pública, com futuros governadores de estado que venceram as eleições de outubro.

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Entre os alunos está o governador eleito de Goiás Ronaldo Caiado, do Democratas. Goiás ocupa hoje um dos estados em pior situação financeira. Caiado quer ouvir especialistas para ouvir experiências que deram certo no Brasil e Mundo para colocar em prática no início de gestão. Uma delas é a do atual governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, único Estado brasileiro que tem nota A no ranking do Tesouro Nacional e o que apresenta os melhores indicadores fiscais.

“Os Estados de Goiás, Rio, Rio Grande do Sul e Minas estão em situação temerária. É preciso ouvir o que deu certo”, diz Caiado, que vai encontrar um governo estadual com atraso de salários e fornecedores, além de uma receita com elevado comprometimento com o pagamento da folha de pessoal. Além de Caiado, participam do curso os governadores eleitos, Eduardo Leite (RS), Paulo Câmara (PE) e Camilo Santana (CE). A fundação não divulga a lista dos participantes.

A turma de alunos vai se juntar a outras 56 autoridades, entre elas, políticos de vários partidos, empresários e especialistas para discutirem propostas que possam ser aplicadas nos próximos mandatos para melhorar a qualidade da área de recursos humanos dos seus governos.

O foco do curso é buscar soluções para aprimorar o mecanismo de seleção das pessoas que vão ocupar os cargos de liderança do segundo e terceiro escalões dos governos. Muitos deles, cargos comissionados que são preenchidos por pessoas de fora do governo.

“Ter bons times liderando as áreas críticas de governo faz todo o sentido”, diz Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, ONG que promove o encontro. Segundo ele, muitos países como o Chile, Cingapura, Reino Unido e França, têm processos de seleção profissional e avaliação de metas de desempenho dos seus cargos estratégicos. “Qualquer organização bem-sucedida leva muito a sério a construção do seu time. Mas no governo acaba sendo uma negociação de cargos muito mais pensando na governabilidade”, diz. Mizne conta que na Inglaterra há um programa de seleção de atração de jovens das melhores universidades para trabalhar no governo. O governo inglês tem um chefe do RH, com posição de alta relevância, que acompanha os 4 mil principais cargos de liderança de todos os ministérios.

Conhecida como linha dura do ajuste fiscal, a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, deve participar do evento, além de integrantes do futuro governo Jair Bolsonaro.

O evento começa neste domingo e vai até a próxima sexta-feira. Conta com o apoio da Fundação Brava e da Blavatnik School of Government da Universidade de Oxford, conhecida com um dos principais centros de estudo em gestão pública do mundo. O evento conta com relatos de experiências internacionais trazidos por especialistas como Dustin Brown, diretor de Administração da Secretaria da Fazenda do Gabinete da Presidência dos Estados Unidos, e Thomas Shannon, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos que coordenou a transição governamental Obama-Trump.

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Mãe de filha de Floyd desaba e chora: ‘Ele era bom, e não poderá levá-la ao altar’

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George Floyd, morto após ter o pescoço pressionado por um policial nos Estados Unidos, deixou uma filha: Gianna. A mãe da menina se emocionou muito hoje, chorou e lamentou pelo fato de que ele não poderá ver a garota crescer e levá-la ao altar. “Eu não consigo organizar as minhas palavras agora, mas eu quero que todo mundo saiba que foi isso que aqueles policiais tiraram. No fim do dia, eles podem ir para casa e ver suas famílias. Gianna não tem mais pai. Ele nunca a verá crescer, se formar”, disse Roxie Washington

Ele nunca poderá levá-la para o altar [se Gianna se casar um dia]. Se ela tiver um problema e precisar do pai, ela não terá mais isso. Eu estou aqui pela minha bebê e estou aqui pelo George. Quero que seja feita justiça por ele”, acrescentou a mãe. Ela defendeu a honra de George como um homem inocente, que não merecia ter sido tratada daquela forma pelos policiais. “Eu quero justiça porque ele era bom. Não importa o que todos pensam, ele era bom”, afirmou a mulher, visivelmente emocionada. “Ele ficou tão feliz quando ela [Gianna] nasceu. Ele dormiu durante boa parte do meu trabalho de parto, mas se levantou rapidamente quando a ouviu chorar. Eu ainda tenho a imagem na memória

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Escalada de tensão aumenta nos EUA no 5º dia de protestos após a morte de George Floyd por policial

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Após início pacífico, manifestantes incendiaram carros e entraram em choque com policiais em várias partes dos EUA. Governadores pedem reforço da Guarda Nacional, e prefeituras de diversas cidades, inclusive Los Angeles, impuseram toque de recolher.

Pelo 5º dia seguido, manifestantes voltaram a ocupar ruas de cidades em várias partes dos Estados Unidos em protestos contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd durante uma abordagem policial em Minneapolis.

A escalada de tensão iniciada já na tarde de sábado (30) tomou proporções ainda maiores na madrugada deste domingo (31), quando os manifestantes desafiaram o toque de recolher imposto em pelo menos 7 cidades americanas, como Los Angeles e Minneapolis.

Na cidade onde Floyd foi sufocado por um policial e morreu, manifestantes atearam fogo em um prédio dos correios, e continuaram nas ruas, mesmo com a ordem do prefeito Jacob Frey para que voltassem para casa. A polícia fortemente armada reforçou a presença na cidade.

Por causa da violência, o presidente Donald Trump afirmou no Twitter que enviou militares para conter o vandalismo em Minneapolis, e criticou o prefeito democrata. “Se ela [Guarda Nacional] tivesse sido acionada há dois dias, não teria havido tantos estragos”.

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