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Compulsão alimentar em tempos de pandemia acelera fraqueza imunológica

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Você sabe o que é compulsão alimentar ?

Estamos vivendo um período muito difícil no mundo todo em razão da pandemia. É lógico que o nível de ansiedade sobre qualquer pessoa está alto. Mas não é só isso, a quarentena – a principal arma no combate da disseminação da doença – também é um dos fatores que estão favorecendo negativamente os níveis de ansiedade sobre todos nós. Nesse sentido, estar isolado nos lança um grande alerta sobre os transtornos alimentares. E um dos principais deles é a compulsão alimentar.

Mas o que é compulsão alimentar??

Não podemos confundir a compulsão com comer muito de forma esporádica. Principalmente em períodos de festas como final de ano ou festas juninas. A compulsão se dá em razão da pessoa comer com maior frenquencia e de forma excessiva mesmo estando sem fome. Além disso tem outras características tais como comer de forma bem mais rápida e não ter controle sobre aquilo que come. Apresenta hábitos de comer escondido e sozinha, são os “assaltantes” de geladeira. O alimento funciona como alívio de algo que já não é mais a fome, mas um transtorno psiquiátrico com comprimento psíquico e nutricional.

Normalmente as pessoas com compulsão alimentar ingerem alimentos calóricos e em grande quantidade. O que chama a atenção é a rapidez da ingestão e como esses hábitos se repetem ao longo do dia. Daí a importância, nesse período de quarentena, observar as mudanças de comportamento, sobretudo durante as refeições. Mas o que a caracteriza como compulsiva, além de todos esses sinais, é o fato dela se tornar dependente da comida. Entenda-se essa dependência como algo sem controle e acima da racionalidade de quem a tem. Assim, para essas pessoas, comer se torna um vício.

Alguns dados são relevantes em relação a compulsão alimentar, cerca de 75% das pessoas acometidas desse transtorno se tornam obesas. Isso impacta diretamente na forma como essas pessoas se vêm. Além disso têm um maior número de depressão e, lógico, ansiedade. Um estudo recente revelou que 40% das pessoas que fizeram cirurgia bariátrica tinham transtorno compulsivo. Talvez isso explique a compulsividade de parte dos pós-bariátricos a outros tipos de compulsão, como álcool e droga.

O tratamento da compulsão alimentar exige uma abordagem multiprofissional que passa pelo nutricionista, médico psiquiátra, psicólogo e também educador físico. Essa forma mais ampla de tratamento terá mais eficácia na resolução do problema. Todas as estratégias são válidas pra dar mais qualidade de vida a quem está sofrendo desse transtorno. Sabemos que alguns medicamento são parte do tratamento, mas uma dieta balanceada e com acompanhamento psicológico são ferramentas importantes e necessárias para um bom resultado.

O mundo parece em pânico, mas comecemos a cuidar de nós mesmos e a observar nossas atitudes, pois a tranquilidade e bem estar do mundo começa dentro da nossa casa.

(*) Andréia Vieira Berthi Kruger é Coaching de Saúde e Bem-estar, Nutricionista, Educadora em Diabetes, Consultoria em Diabetes, Culinarista Saudável, Personal Diet Adulto e kids, Reeducadora Alimentar e Consultora empresarial – BUSINESS PLAN. Instagram: @andreia_nutrid1

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Consultoria de Sérgio Moro já faturou R$ 17 milhões com crise da Odebrecht cujo processo atuou como juiz

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A Alvarez & Marsal, empresa de consultoria da qual Sergio Moro acaba de se tornar sócio-diretor, já faturou R$ 17,6 milhões com o processo de recuperação judicial do grupo Odebrecht. O conglomerado de empresas recorreu à Justiça para tentar renegociar suas dívidas e escapar da falência depois de ter sido investigado pela Operação Lava Jato, em cujos processos Moro foi juiz.

A empresa, com sede nos Estados Unidos, foi nomeada em junho do ano passado pela Justiça de São Paulo como administradora-judicial no processo de recuperação da Odebrecht. Pelo serviço, tem direito a receber honorários, que hoje chegam a R$ 1,1 milhão por mês.

A parcela mensal foi fixada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências de São Paulo. O valor dos pagamentos, porém, é provisório.

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Governo de Goiás encaminha à Assembleia Legislativa projeto de lei que cria Programa Universitário do Bem (Probem)

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Primeira-dama Gracinha Caiado define reformulação do programa Bolsa Universitária da OVG como “conjunto de medidas de proteção aos mais vulneráveis”. Meta é ampliar oportunidade de acesso ao ensino superior e, consequentemente, ao mercado de trabalho. Presidente da Alego, deputado Lissauer Vieira diz que texto deve ser votado ainda em dezembro_

A presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, primeira-dama Gracinha Caiado, entregou nesta terça-feira (1º/12) ao presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Lissauer Vieira, um projeto de lei que dispõe sobre o Programa Universitário do Bem (Probem), que reformula o atual programa Bolsa Universitária, da OVG. O objetivo é aperfeiçoar os critérios de ingresso e de permanência, além de corrigir valores ao longo do percurso universitário. “É um conjunto de medidas de proteção àqueles que realmente vivem na vulnerabilidade”, resumiu Gracinha Caiado.

A presidente de honra da instituição demonstrou preocupação com a estatística que aponta 33% dos jovens brasileiros fora do mercado de trabalho, e garantiu que as alterações no programa visam reduzir esses números em Goiás, a partir da democratização do acesso às bolsas universitárias, com critérios definidos de forma técnica. “Nada insere melhor um jovem no mercado de trabalho do que a oportunidade de estudar. Nossa grande preocupação é essa”, completou.

Lissauer Vieira destacou que o novo formato elaborado pela atual gestão tem como principal característica a justiça social. “Entendemos que é um programa com mais celeridade e igualdade na escolha dos universitários”, disse. O presidente da Alego ainda assegurou prioridade à tramitação da matéria. “Creio que vamos entregar [o projeto aprovado] ainda na primeira quinzena do mês de dezembro para o governador sancionar.”

A apresentação do novo programa ocorreu no Palácio das Esmeraldas e contou com a participação de deputados da base e da diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado. Ela esclareceu que serão mantidos os direitos de todos os bolsistas cadastrados atualmente. “Nenhum aluno, desses 9 mil, será prejudicado”, pontuou. Adryanna ainda afirmou que a direção do programa está preparada para realizar a transição das novas regras. “Estamos com tudo pronto para ser colocado em prática a partir do próximo semestre.”

*Principais mudanças*

O projeto de lei, que já está em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás, revoga a Lei nº 17.405, de 2011, que dispõe sobre o Programa Bolsa Universitária, e estabelece as novas regras para a concessão do auxílio para as bolsas de estudo de ensino superior. “Não estamos propondo uma simples mudança de nome. Trazemos aqui uma mudança de conceito, uma proposta de mais oportunidades para aqueles em vulnerabilidade”, explica Gracinha Caiado.

A partir do novo formato apresentado pelo Governo de Goiás, a seleção dos bolsistas será feita com base na vulnerabilidade social da família, o que considera a condição de vida, não apenas a renda. O processo seletivo avaliará os dados do Cadastro Único (CadÚnico), tais como: qualidade da residência, mercado de trabalho, inscrição em programas sociais e dificuldade de acesso à educação. Esse critério será então combinado à nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), permitindo maior eficiência na seleção dos estudantes.

Outra novidade é sobre os valores das bolsas, que atualmente variam de R$ 300 a R$ 500, sem correção. A proposta é melhorar essa metodologia, garantindo que cursos em geral tenham limite máximo de R$ 650 (parcial) e R$ 1,5 mil (integral), utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como base para reajuste. Para medicina e odontologia, os valores são R$ 2,9 mil (parcial) e R$ 5,8 mil (integral).

O aumento da cobertura do benefício confere mais estabilidade financeira para os estudantes beneficiários e potencializa os resultados do Probem, ao permitir que o bolsista se programe do início ao fim do curso, reduzindo as chances de evasão.

O projeto de lei foi elaborado com o apoio de estudos técnicos de pesquisadores contratados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e Instituto Mauro Borges (IMB). A meta era criar condições para tornar o benefício mais efetivo e com maior possibilidade de gerar impactos positivos na vida dos bolsistas e para a sociedade como um todo.

*Fotos: Cristina Cabral*

*Legenda*

Presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado entrega ao presidente da Alego, deputado Lissauer Vieira, projeto de lei que cria o Programa Universitário do Bem (Probem)

*Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás*

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