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Brasil

Covid-19: quase 10 milhões de testes estão parados no Ministério da Saúde por falta de insumos

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9,85 milhões de testes estão parados no estoque do Ministério da Saúde mesmo com a pandemia do novo coronavírus avançando no Brasil. O número é quase o dobro dos cerca de 5 milhões repassados pelo governo federal aos Estados e municípios. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, que obteve acesso a documentos internos da pasta.

O motivo que trava a distribuição dos testes é a falta de insumos usados em laboratório para processar amostras de pacientes. Não basta apenas o exame, já que para executá-lo são necessários reagentes específicos. O exame parado é do tipo PT-PCR, considerado “padrão-ouro” para diagnóstico da doença.

De acordo com o jornal, a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) comprou os lotes do exame mesmo sem ter a garantia de que haveria todos os insumos necessários. Ao Estadão, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) afirmou que é constante que o governo deixe de enviar os insumos para os testes.

O Ministério da Saúde admitiu a dificuldade em encontrar os insumos no mercado internacional, mas garante que está normalizando a distribuição. Segundo o jornal, a pasta não informou se foi alertada sobre a questão antes de adquirir os testes e nem quantos reagentes foram repassados aos Estados e municípios.

A alta capacidade de testagem é tida no mundo todo como um dos pilares de uma boa condução da pandemia.

“No primeiro momento não tínhamos testes porque estavam escassos. A Fiocruz começou a produzir, além de laboratórios privados. Aí começou a faltar tubo, material de extração, depois de magnificação. Agora está faltando só competência. Falta só disposição do Estado para distribuir, coletar e processar”, afirma Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), ao Estadão.

Dados do próprio Ministério da Saúde divulgados na última semana mostram que o Brasil realizou 2,3 milhões de teste do tipo RT-PCR, sendo 1,4 milhão na rede pública e outros 943 mil na rede privada.

O Brasil também realizou 2,9 milhões de testes rápidos, que indicam anticorpos para a doença mas, segundo especialistas, não são o ideal para diagnosticar a Covid-19.

De acordo com o Estadão, dados provam que o Brasil está longe de atingir sua própria meta, já que técnicos do ministério chegaram a projetar que o País realizaria 110,5 mil testes por dia (conforme exposto em documentos da própria pasta). A média diária em julho, contudo, foi de 15,5 mil exames, segundo último boletim epidemiológico da Saúde.

Mundialmente criticado pela baixa testagem, o Brasil apresenta números preocupantes que indicam alta subnotificação.

De acordo com o Estadão, até o dia 18 de julho, o Brasil registrou 441.194 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 213.280 para Covid-19. Mais de 80 mil internações ainda estão em investigação e 141 mil constam como “síndrome não especificada”.

De acordo com o boletim mais recente do Conass, divulgado nesta quarta-feira (29), o Brasil registra 90.134 mortos pela Covid-19, além de 2.553.265 casos confirmados da doença.

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Vanderlan vai coordenar grupo de senadores que trabalha para finalizar processo de independência de Universidades Públicas

Senadores representam Universidades de Tocantins, Piauí, Pernambuco e Mato Grosso. Em Goiás, Vanderlan representa as Universidades de Catalão e Jataí

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O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) foi escolhido para coordenar os trabalhos que buscam finalizar o processo de independência das Universidades Federais de Catalão, UFCAT, e Jataí, UFJ, dando autonomia em relação à Universidade Federal de Goiás (UFG), e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), em Mato Grosso, Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), no Tocantins, Universidade Federal do Agreste Pernambucano (UFAPE), em Pernambuco e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), no Piauí. Esse é um fator determinante para o crescimento e valorização dessas importantes unidades de ensino.

Essa decisão foi tomada durante uma reunião virtual, nesta quinta-feira (6), com o secretário de Ensino Superior e Coordenadores de orçamento e do jurídico do MEC, Wagner Vilas Boas, e os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Bezerra (MDB-PE) e Wellington Fagundes (PL-MT), representando as Universidades dos seus Estados. De acordo com o senador Vanderlan Cardoso, o objetivo principal do grupo é reunir esforços e traçar estratégias para efetivar, de forma definitiva, a autonomia dessas instituições. Atualmente a implantação dessas novas Universidades esbarra na burocracia para a liberação dos cargos necessários para o seu funcionamento.

“Desde que foram criadas, por meio de Decreto de Lei, essas universidades vêm funcionando apenas com o cargo efetivo de reitor e é necessário propiciar a autonomia administrava-financeira das instituições, com a implantação dos novos cargos, para que elas funcionem plenamente”, explicou Vanderlan.

Os senadores presentes na reunião reconheceram o empenho do senador Vanderlan e decidiram que ele irá coordenar as atividades do grupo. Essa, inclusive, é uma forma de dar agilidade nos trabalhos, pois Vanderlan já está comprometido com essa causa desde o ano passado, quando foi procurado pela professora Roselma Lucchese, diretora da Regional UFG Catalão e pelo reitor da Universidade Federal de Jataí, Américo Silveira Neto. “Estou muito satisfeito com a união dos senadores em torno dessa questão que é fundamental para o pleno funcionamento das Universidades. Não tenho dúvida de que em breve teremos boas notícias para os representantes dessas instituições de ensino superior”, comentou Vanderlan.

Para o reitor da Universidade Federal de Jataí, Américo Silveira Neto, a reunião de hoje representa mais um grande passo para alcançar o objetivo de desmembramento total da instituição. “Já demos um grande salto com a criação da Lei em 2018. Tivemos outro salto com a nomeação do reitor em 2019 e, agora, a nossa expectativa é dar mais um passo para finalizar o desmembramento da Universidade. Estou animado e muito grato ao senador Vanderlan Cardoso por seu desempenho e comprometimento com todos nós e com o ensino superior de Goiás e do Brasil”, disse o reitor.

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Alexandre Baldy é preso acusado de fraude na saúde

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O secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (Progressistas), foi preso na manhã de hoje. Ele foi um dos alvos dos seis mandados de prisão temporária expedidos pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas. A operação de hoje, batizada de Dardanários, é um desdobramento de investigações da Operação Lava Jato do Rio que apuram desvios na área da saúde.

Baldy é um industrial e político filiado ao Progressistas (PP). Foi ministro de estado das Cidades no governo de Michel Temer. Foi eleito deputado federal por Goiás em 2014, e atuou como secretário de Indústria e Comércio do Governo de Goiás de 2011 a 2013.

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