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Diretor responsável pelo Enem morre de Covid-19 em meio a pressões pelo adiamento do exame, marcado para domingo

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BRASÍLIA — Diretor de Avaliação da Educação Básica, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, Carlos Roberto Pinto de Souza morreu nesta segunda-feira, aos 59 anos, em Curitiba. General de reserva, Souza havia assumido a direção do órgão em agosto de 2019, o quarto responsável pela área no governo de Jair Bolsonaro.

Fontes ligadas ao diretor afirmam que Souza morreu vítima de Covid-19. Questionado pela reportagem se essa seria a causa da morte do diretor, oficialmente o órgão disse apenas que, “em respeito à família do diretor”, o motivo do falecimento não será tratado pelo Inep.

O GLOBO apurou que, além da questão familiar, o órgão teria optado por omitir a causa da morte por uma questão política para evitar desgastes a poucos dias do Enem, cuja primeira prova está marcada para o próximo domingo (17).

Desde a semana passada, cresce a pressão pelo adiamento da prova, em meio ao crescimento de casos e óbitos pela Covid-19. Além de pedidos de entidades estudantis e científicas, a Defensoria Pública da União (DPU) requisitou, na última sexta-feira, o adiamento do exame à Justiça Federal da 3ª Região.

Informação omitida em outras ocasiões

Não é a primeira ocasião em que órgãos federais omitem a causa de morte de um servidor em meio à pandemia. Em novembro do ano passado, após sofrer reprimenda do presidente Jair Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) omitiu informação sobre a causa da morte do agente Flávio José Souza Gomes.

Em maio, Bolsonaro também havia reclamando da menção de coronavírus em um comunicado sobre a morte de um policial. Na época, o presidente afirmou que era preciso informar as outras doenças da vítima, “para não levar medo à população”.

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EXAUSTOS | Médicos e enfermeiros iniciam ventilação manual para salvar pacientes em estado grave de Covid-19 em Manaus

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Junto com as notícias da falta de equipamentos e de cilindros de oxigênio para tratar pacientes com Covid-19, vieram também do Amazonas relatos dramáticos da alternativa à qual algumas equipes de saúde estão recorrendo para lidar com a falta de aparelhos de ventilação mecânica: a ventilação manual.

Em ambos os casos, o objetivo da ventilação é fazer artificialmente o trabalho do qual os pulmões e o corpo do paciente já não estão mais dando conta para garantir a respiração e a circulação de oxigênio.

Aparelhos de ventilação mecânica eletrônicos são mais eficazes — mas, na falta deles, equipes costumam recorrer ao chamado reanimador manual autoinflável, conhecido também como “ambu”.

Estes são impulsionados por uma bombinha de borracha apertada com as mãos, conectada por canais até chegar ao paciente em uma máscara facial ou em tubos inseridos na traqueia do paciente.

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Reunião da Anvisa para aprovação emergencial das vacinas: saiba como assistir ao vivo

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decide no domingo (17) sobre dois pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 no Brasil.

À espera do aval da Anvisa estão a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceira com o laboratório chinês Sinovac Biotech, a vacina fabricada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), desenvolvida pela Universidade da Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

Se aprovadas, as vacinas poderão ser destinadas somente à imunização das populações que fazem parte dos grupos de risco da Covid-19: profissionais de saúde, idosos, quilombolas e indígenas. Aos demais, a aplicação da vacina só poderá ocorrer após o registro definitivo do imunizante.

A corrida para análise começou na sexta-feira (8), quando os primeiros pedidos para autorização de uso emergencial foram protocolados. A data do domingo é o penúltimo dos 10 dias estipulados como limite para este tipo de exame pela agência reguladora.

COMO ASSISTIR A REUNIÃO DA ANVISA SOBRE O USO DAS VACINAS?

A reunião será transmitida ao vivo nos canais da Anvisa. A agência mantém contas ativas no YouTube, no Twitter, Facebook, e Instagram, além de divulgar informativos em seu site oficial.

A previsão de início é às 10h, e pode durar, ao menos, 5 horas. Conduzirá a reunião a Diretoria Colegiada da Anvisa, formada por cinco membros.

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