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Em 2020 a Terra girou mais rápido: maior marca desde 1960

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Esta notícia é mais curiosa do que boa. Se você acha que o tempo está voando, não é impressão sua. Realmente a Terra girou mais rápido em 2020.

Desde 1960 o planeta não girava tão rapidamente em torno do seu eixo: até 1,5 milissegundos além do normal.

“A Terra está girando mais rápido agora do que em qualquer momento nos últimos 50 anos”, disse o físico Peter Whibberley, do Laboratório de Física Nacional do Reino Unido, ao The Telegraph.

28 dias quebraram o recorde anterior do dia mais curto já documentado: 5 de julho de 2005.

Aquele dia durou 1,0516 milissegundos a menos do que o padrão de 86.400 segundos. Agora, o dia mais curto já registrado durou 0,45 milissegundos a menos do que o recorde anterior.

A última vez em um ano com duração média do dia inferior a 86.400 segundos foi em 1937.

Os motivos, de acordo com os cientistas, são atividade do núcleo derretido do planeta, dos oceanos e da atmosfera.

Mas o grande número de dias velozes em 2020 pode ser um sinal de que a rotação da Terra está acelerando de forma geral, de acordo com TimeAndDate.com.

2021

Cientistas que monitoram a velocidade de rotação da Terra preveem que 2021 será ainda mais curto.

Espera-se que o dia médio dure 0,05 milissegundos a menos de 86.400 segundos, a duração padrão de um dia, conforme determinado por nossos relógios.

E os dias individuais podem durar 1,5 milissegundos a menos. Ao longo de um ano, espera-se que os dias mais curtos totalizem um déficit de cerca de 19 milissegundos.

Se 2021 acabar sendo um ano curto como 2020, os cientistas podem subtrair um segundo.

“É bem possível que um segundo bissexto negativo seja necessário se a taxa de rotação da Terra aumentar ainda mais, mas é muito cedo para dizer se isso é provável que aconteça”, disse Whibberley ao The Telegraph.

“Também há discussões internacionais ocorrendo sobre o futuro dos segundos bissextos, e também é possível que a necessidade de um segundo bissexto negativo impulsione a decisão de encerrar os segundos bissextos para sempre.”

A pesquisa

Para determinar a duração de cada dia na Terra, os cientistas do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS) medem o momento preciso em que uma estrela fixa passa por um local no céu.

Eles expressam essa medida como Tempo Universal, depois a comparam com o Tempo Atômico, uma escala de tempo calculada por relógios atômicos ultraprecisos. Essa comparação pode mostrar o quanto a velocidade de rotação da Terra está se desviando da norma.

Com informações do The Telegraph

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EXTRA | Putin abandona acordo nuclear e pressiona Biden

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Trump é primeiro presidente dos EUA a sofrer dois impeachments; veja o que acontece agora

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Com a aprovação pela Câmara dos Representantes, Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. Mesmo assim ele continua no comando da Casa Branca.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment já quando o processo é aprovado na Câmara. Por isso que Trump pôde ter dois impeachments e ainda seguir presidente.

Mesmo derrotado na Câmara, ele segue como presidente até que ocorra o julgamento no Senado, que é o próximo passo do processo.

Na Casa ocorrerá um julgamento, com a Câmara selecionando parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente para os senadores.

Para que ele deixe o cargo é preciso que dois terços do Senado seja a favor do impeachment, ou seja, 67 votos a favor do processo.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Faltando apenas uma semana para a posse de Joe Biden como novo presidente do país, é bem difícil que o processo seja concluído antes disso. Isso porque o Senado só volta aos trabalhos após o dia 20, quando também passará a ser dividido com 50 democratas e 50 republicanos.

Apesar disso, a estratégia de parlamentares democratas – e dissidentes republicanos – não é necessariamente tirá-lo antes do fim do mandato, mas evitar que ele possa se candidatar novamente daqui quatro anos.

A questão agora é se haverá votos suficientes no Senado para confirmar o processo contra Trump. Diversos integrantes do partido Republicano defendem a saída do atual presidente, mas estão divididos se isso deve ocorrer via impeachment ou se ele apenas deve ser “esquecido” após deixar o cargo.

Nas últimas horas, a imprensa americana apontou que se o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, votar a favor do impeachment, provavelmente Trump será condenado por pelo menos 67 senadores. “Se Mitch for um voto sim, acabou”, disse um senador republicano para a CNN.

Ainda de acordo com a rede de notícias americana, McConnell estaria mais disposto a votar a favor do impeachment por não acreditar que Trump “desapareceria” do partido nos próximos anos e que seria necessária uma ação mais forte para garantir que ele não retorne em quatro anos.

O arrasto do processo de impeachment para depois da posse pode atrapalhar também os planos do novo governo de Joe Biden. Isso porque, nos EUA, os secretários (que têm cargos como de ministros no Brasil) precisam ter suas nomeações aprovadas pelo Senado.

Com o processo demorando para ser concluído, provavelmente haverá um atraso para a confirmação das nomeações feitas pelo democrata, que por sua vez pode ter dificuldades no início de governo para levar adiante projetos mais urgentes, como os de combate à pandemia do coronavírus.

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