Conecte-se conosco

Brasil

Em live, Bolsonaro afirma, erroneamente, que quem contraiu o coronavírus já está imunizado

Publicado

em

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, de forma equivocada, que quem contraiu o coronavírus já está “imunizado”. A frase foi dita em sua live semanal, nesta quinta-feira (17).

Bolsonaro fez a afirmação enquanto defendia o estudo que ele disse ter proposto ao Ministério da Saúde para a desobrigação do uso de máscaras “por quem já tenha sido infectado ou vacinado”.

Países como Estados Unidos e Israel desobrigaram vacinados de utilizarem máscaras em determinados espaços, mas contam com uma taxa muito maior de imunizados em relação ao Brasil – o País tem pouco mais de 10% de sua população devidamente imunizada com as doses necessárias das vacinas e ainda registra uma média móvel de mais de 2.000 mortes e 70 mil casos por dia.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as máscaras são necessárias para controlar a pandemia. Quem já foi contaminado corre o risco de sofrer uma segunda infecção e pode transmitir o vírus para outras pessoas; é o mesmo caso dos vacinados.

Apesar disso, Bolsonaro defendeu sua ideia e provocou aqueles que se opuseram, se referindo a essas pessoas como “negacionistas”, além de divulgar informações equivocadas sobre a doença.

“Recomendei um estudo pra desobrigar o uso de máscara a quem, porventura, já tenha sido infectado ou vacinado. Quem tá contra é negacionista, porque não acredita na vacina”, provocou. “Você me considera vacinado porque peguei o vírus? Com certeza”, disse o presidente a um de seus auxiliares na live.

Na sequência, Bolsonaro disse que a vacina se constitui de um vírus morto, ou inativado, que é inserido no organismo para a criação de anticorpos contra a doença, fazendo uma comparação com aqueles que foram infectados pelo próprio coronavírus.

Ele ainda afirmou, sem citar evidências ou estudos científicos, que quem foi infectado está mais protegido do que aqueles que se imunizaram via vacina.

“Eu estou vacinado, entre aspas. Todos que encontraram o vírus estão vacinados, até de forma mais eficaz do que a própria vacina. Quem contraiu o vírus não se discute: esse tá imunizado. Quem tomou a vacina… como a eficácia, por exemplo, da Coronavac é de 50%… esse tem que tomar uma segunda dose e talvez uma dose de reforço ainda.”

“Enquanto eu for presidente, vamos lutar pra que o cidadão de bem tenha armas e seja desobrigado a usar máscara, com parecer favorável do Ministério da Saúde nesse sentido”, completou Bolsonaro, que passou a primeira parte da live defendendo maior acesso da população à posse e ao porte de armas – uma das principais bandeiras do seu governo.

O presidente também voltou a afirmar que vetará o projeto, atualmente em tramitação no Congresso, que criaria o CSS (Certificado de Imunização e Segurança Sanitária), com a permissão de que pessoas vacinadas ou que tenham testado negativo para a covid-19 acessem espaços públicos e privados independentemente das medidas de restrição adotadas. Para Bolsonaro, o projeto obriga as pessoas a tomarem a vacina.

“Nosso propósito é caso passe vetar isso, porque nós primamos pela liberdade. Não se pode obrigar uma pessoa a tomar a vacina. Se alguém quiser demitir alguém alegando que ela não tomou vacina, até por justa causa, isso pode ocorrer”, criticou.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Confederação Israelita lamenta encontro de bolsnaristas com política alemã, neta de ministro nazista

Publicado

em

Por

Confederação Israelita do Brasil lamentou encontro entre parlamentares brasileiros e política alemã de partido conservador

Em nota, a Conib não citou quem foram os deputados que receberam Beatrix von Storch; nas redes sociais, Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro compartilharam fotos com a alemã

Beatrix von Storch é neta de um ex-ministro da Alemanha Nazista e conhecida por declarações públicas xenofóbicas

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) lamentou que uma política alemã, representante do partido Alternativa para a Alemanha, tenha sido recebida em Brasília. Beatrix von Storch se encontrou com parlamentares bolsonaristas, como Bia Kicis (PSL-DF) e Eduardo Bolsonaro (PSL-DF)

Em nota, a Conib não citou os deputados que encontraram von Storch, mas caracterizou o partido alemão como “extremista, xenófobo, cujos líderes minimizam as atrocidades nazistas e o Holocausto”.

“O Brasil é um país diverso, pluralista, que tem tradição de acolhimento a imigrantes. A Conib defende e busca representar a tolerância, a diversidade e a pluralidade que definem a nossa comunidade, valores estranhos a esse partido xenófobo e extremista”, declarou a entidade.

O encontro foi divulgado nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro. “Excelente encontro com a Deputada Federal alemã Beatrix von Storch, que também é vice-presidente do partido Alternativa Para Alemanha. Somos unidos por ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Bia Kicis também compartilhou uma foto com a parlamentar alemã e caracterizou o partido como “o maior partido conservador” do país. “Hoje recebi a deputada Beatrix von Storch, do Partido Alternativa para Alemanha, o maior partido conservador daquele país. Conservadores do mundo se unindo para defender valores cristãos e a família.”

Beatrix von Storch é vice-líder do partido, além de ser neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, ministro nazista das Finanças. A política também é conhecida por manifestações pública xenefóbicas.

Além da Conib, o Museu do Holocausto de Curitiba também expressou preocupação com o encontro. “É evidente a preocupação e a inquietude que esta aproximação entre tal figura parlamentar brasileira e Beatrix von Storch representam para os esforços de construção de uma memória coletiva do Holocausto no Brasil e para nossa própria democracia.”

Continue Lendo

Brasil

Reforma do IR proposta por Guedes visa beneficiar dentistas e médicos

Publicado

em

Por

Projeto isentaria dividendos de até R$ 20 mil

Profissionais costumam receber seus vencimentos por meio de dividendos desde 1995

Objetivo é tributar os mais afluentes, desonerar empresas e assalariados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nessa quinta-feira (22/07) que pode aumentar a faixa de isenção da taxação prevista na reforma do Imposto de Renda para não afetar “dentista, médico, profissional liberal”. Essas categorias, que seriam cobradas pelo imposto sobre dividendos, começaram a pressionar por mudanças na proposta apresentada pelo governo ao Congresso.

Num evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o responsável pela pasta reconheceu as propostas recebidas para a reforma tributária. “Quero agradecer o apoio de todo mundo que está nos ajudando, levando sugestões, dizendo ‘ó, cuidado que isso aqui é errado’. Eu começo as conversas sempre muito francamente, e falo: pessoal pago 20% do dividendo. ‘Ah não, mas vai pegar os profissionais liberais’. Isenção até R$ 20 mil, pronto. Se precisar até subir um pouquinho, sobe mais um pouco”, disse Guedes

O projeto em discussão na Câmara dos Deputados prevê uma taxa de 20% sobre dividendos, mas estabelece uma faixa de isenção de R$ 20 mil mensais. A parcela é voltada exclusivamente para empresas pequenas e médias, como as do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).

Já os profissionais como médicos e advogados costumam receber seus vencimentos por meio de dividendos, dos quais são isentos desde 1995. Logo, a taxação abarcaria esse grupo. “Não quero mexer com dentista, médico, profissional liberal, não é isso. Não queremos atingir a classe média, nada disso. Queremos tributar os mais afluentes e desonerar as empresas e os assalariados”, explicou o ministro.

Continue Lendo