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Empréstimo flexibilizado pelo Governo de Goiás permite que empresas mantenham suas portas abertas

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Facilitar liberação de crédito a micro e pequenos empresários tem sido uma das ações prioritárias do Estado para ajudar a economia ante a crise provocada pela pandemia do coronavírus

Logo nos primeiros dias em que foi determinado o fechamento das mais variadas atividades comerciais e estabelecido o isolamento social da população, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), editou várias medidas para facilitar o acesso ao crédito. De março até maio, 48% das solicitações de empréstimos à GoiásFomento já foram atendidas pela instituição.

A SIC também priorizou empréstimos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para empresas de pequeno porte, com 57,2% das liberações. Empresas consideradas de pequeno/médio porte ficaram com 26,1%, e de médio porte com 15% e de grande porte com apenas 1,6%. Foram 2.645 empréstimos efetivados, com a liberação de R$ 811 milhões até a semana passada.

Além de aumentar o montante de recurso disponível para empréstimos a micro e pequenos empresários, a gestão estadual determinou que pendências financeiras ocorridas durante a pandemia não fossem consideradas no processo de análise de crédito. Tal medida aumentou substancialmente a quantidade de novos empréstimos liberados no âmbito da GoiásFomento.

Assim, atendendo a determinação do governador Ronaldo Caiado, a GoiásFomento facilitou o crédito e atendeu mais de 3.800 empresas, garantindo a micro e pequenos empresários R$ 23 milhões em contratos firmados, do final de março até maio. A tendência é que esse percentual aumente à medida em que os processos vão sendo analisados e os créditos liberados.

Exemplo de Pirenópolis

Lucas Amaral é proprietário de um bar em Pirenópolis e comercializa cervejas especiais. Ele continua atendendo por delivery, mas diante da queda nas vendas, afirma que precisou de socorro financeiro para manter as portas abertas. Após analisar as propostas e condições de vários agentes de crédito, Lucas optou pela GoiásFomento, que apresentou os juros mais baixos e condições mais flexíveis.

“Tive uma queda no rendimento de cerca de 95% nas vendas. E esse dinheiro, R$ 30 mil, chegou na hora primordial para segurar os custos fixos que temos com energia, aluguel e outros. Sem esse dinheiro, eu já teria fechado as portas”, informou.

O pequeno empresário, que está no ramo há três anos e meio, ressaltou ainda que o recurso obtido via GoiásFomento garantirá o futuro do estabelecimento e a manutenção dos empregos que o bar oferece. “Vamos seguir nessa batalha, pois sei que uma hora tudo voltará à normalidade”, projetou.

*Entidades se manifestam*

Presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Rubens José Fileti destaca que as ações promovidas pelo Governo de Goiás, por meio da SIC e da GoiásFomento, foram essenciais para que muitos empresários não fechassem suas portas. Ele também defende uma segunda onda de estímulos para garantir que os empresários sigam com suas atividades.

Fileti lembra que Goiás tem cerca de 800 mil empresas. Muitas enfrentam dificuldades nesse momento da pandemia. E a maioria precisa, sim, ter acesso a crédito facilitado, com menos burocracia. O presidente da Acieg alerta que muitas vezes o Governo do Estado libera, mas o crédito não sai porque é barrado nos agentes financeiros (bancos). O representante classista diz que a flexibilização na análise de crédito é importante e alerta que há todo tipo de situação entre os solicitantes, e que é preciso avançar.

Presidente da Fecomércio Goiás, Marcelo Baiocchi defendeu que as medidas adotadas pelo Governo de Goiás devem ocorrer também no Governo Federal. Ele conta que, enquanto o Estado liberou, via GoiásFomento, 48% dos empréstimos solicitados, a União tem um índice bem abaixo disso, citando dados de um estudo feito pelo Sebrae no âmbito das micro e pequenas empresas.

A elevação no número de liberações é resultado da facilitação de acesso às linhas de crédito pela GoiásFomento já que a situação cadastral avaliada dos tomadores de empréstimo é a anterior ao mês de março. Desta forma, além dos 48% de pedidos já liberados, cerca de 30% ainda estão em análise. Marcelo Baiocchi ainda elogia o governo por sua disposição em sentar com os segmentos organizados empresariais na busca de soluções.

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, Caiado assina acordo de R$ 7 milhões para programa Juntos Pelo Araguaia

Na foto: Governador Ronaldo Caiado, secretária Andréa Vulcanis (Semad), presidente da Saneago, Ricardo Soavinski e CEO da Anglo American, Wilfred Bruijn, durante live no Dia Mundial do Meio Ambiente que formalizou assinatura de protocolo de intenções entre o Governo de Goiás e a empresa no valor de R$ 7 milhões, valores que serão destinados ao programa Juntos Pelo Araguaia

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Protocolo de intenções entre Governo de Goiás e empresa Anglo American foca em investimentos nos próximos 18 meses na Bacia do Rio Araguaia e apoio durante cinco anos ao projeto. Governo deve incentivar novos acordos com a iniciativa privada

“É um projeto emblemático, eu diria que o maior do mundo, pois não há notícias de nada da dimensão do que estamos planejando para a cabeceira do Araguaia”, destaca governador

O governador Ronaldo Caiado assinou, nesta sexta-feira (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente, um protocolo de intenções entre o Governo de Goiás e a empresa Anglo American no valor de R$ 7 milhões, que serão destinados ao programa Juntos Pelo Araguaia. “É um projeto emblemático, eu diria que o maior do mundo, pois não há notícias de nada da dimensão do que estamos planejando para a cabeceira do Araguaia”, destaca.

A assinatura aconteceu de forma virtual por conta da pandemia de Covid-19, durante painel da Semana do Meio Ambiente, evento organizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O programa está em fase final de elaboração do projeto executivo, em que já foram levantadas as áreas prioritárias da bacia por meio de uma extensa pesquisa socioambiental realizada pela Universidade Federal de Viçosa, com tratativas avançadas junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional em relação à liberação de verbas.

O governador lembra a importância do Araguaia para a sociedade goiana e a necessidade de preservar este patrimônio. “É um rio que está pedindo socorro. O Araguaia é muito emblemático para o Estado de Goiás. Tem a beleza natural, o romance, boa parte das nossas histórias passam pelo rio, tudo convergindo naquele lindo cartão postal”, afirma.

Há exato um ano, o programa Juntos Pelo Araguaia era lançado em Aragarças, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos governadores Ronaldo Caiado e Mauro Mendes, do Mato Grosso. “Um ano de muito trabalho para que hoje pudéssemos dar início a esta nova etapa de implementação”, disse Caiado. Mais de 10 mil hectares de vegetação nativa serão recompostos na bacia, uma área que engloba 15 municípios goianos e 10 matogrossenses.

“A importância do programa extrapola a questão ambiental”, disse a secretária Andréa Vulcanis. “É também um grande laboratório de conscientização, de mudança cultural e de impacto nas realidades socioeconômicas das populações que dependem do Araguaia”, pontua.

A secretária recebeu um elogio especial pelo trabalho à frente da gestão ambiental. “É uma pessoa determinada, competente, corajosa, reconhecida nacionalmente pelo trabalho, responsável por escrever grande parte dos textos sobre legislação ambiental, uma estudiosa da matéria. Foi extremamente honroso recebê-la no meu governo, porque sempre quis pessoas qualificadas e preparadas para mudar 100% o perfil da nossa secretaria do Meio Ambiente”, disse o governador.

Apoio

O CEO da Anglo American, Wilfred Bruijn, explicou a participação do projeto. “É um apoio programado para cinco anos, com ênfase para os primeiros 18 meses, para que o programa tenha uma forte tração no início”, explica. “É com grande satisfação que anunciamos este respaldo”, garante.

Segundo o governador Ronaldo Caiado, o governo já recebeu sinalização de outros empreendedores, interessados no impacto positivo do programa para o meio ambiente e para o setor econômico. “Este gesto da Anglo American serve como motivador para outros setores econômicos possam nos ajudar”, informa.

Durante sua fala, o governador anunciou que Goiás alcançou o posto de terceiro Estado mais produtivo do país, momento oportuno para discutir o novo modelo econômico planejado pelo governo. “Vamos mostrar para o Brasil e para o mundo que é possível aliar um alto desenvolvimento com preservação ambiental e conservação da água”, garante.

Debate

Durante a manhã, o Junto Pelo Araguaia foi debatido pelo painel “Avanços no caminho de implantação do maior projeto de revitalização de bacias hidrográficas do Brasil”, que reuniu a secretária Andréa Vulcanis, o presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Oliveira, o professor do Departamento de Economia Rural da UFV e coordenador do grupo de trabalho do programa, José Ambrósio Ferreira Neto, o coordenador-geral de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Henrique Veiga, e o deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner

Luiz Oliveira fez um panorama do Juntos Pelo Araguaia, da concepção à implantação. Segundo ele, o projeto tem importância histórica e só é possível por conta dos esforços do governador Ronaldo Caiado. “O programa é um impulso de que é possível trazer resultado, trazer pessoas para um objetivo comum, em torno de um projeto de Estado, de sociedade e não só de um governo”, afirma. “Ronaldo Caiado é, hoje, o maior ambientalista de Goiás”, disse.

O Instituto Espinhaço levantou junto ao cadastro 15 mil hectares passíveis de serem recuperados e, destes, 10 mil já estão no plano inicial do programa. “Onde muitos veem destruição, nós vemos oportunidade de ação”, aponta.

As parcerias com as prefeituras, produtores rurais e com a sociedade civil foram exaltadas pelos participantes. Luiz Oliveira lembra que “o berço das grandes cidades é sempre um rio, a humanidade nasce nos rios”. José Ambrósio também comentou o foco social. “O elemento humano é essencial na elaboração do mapa de prioridade. É por ele e para ele”, garante. “As áreas socialmente mais vulneráveis são, invariavelmente, as mais vulneráveis ambientalmente”, revela.

“É o produtor rural que vai nos ajudar neste esforço. Ele deve entender que sua propriedade está vulnerável e que impacta na produção”, acredita. O deputado federal José Mário Schreiner representou os produtores no debate e fez um panorama do engajamento da categoria desde o primeiro momento.

Representando o governo federal, Henrique Veiga fez uma apresentação das propostas da União para as bacias e afirmou que os projetos de recuperação ganharam mais visibilidade com a transferência da competência do Ministério do Meio Ambiente para o Desenvolvimento Regional.

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Governo de Goiás autua fazenda que desmatou território kalunga e vai realizar novas diligências

Cerca de 530 hectares de mata virgem foram destruídos por tratores e correntões e outros desmatamentos estão em apuração. Equipes de fiscalização autuaram proprietários em mais de R$ 300 mil. Propriedade foi embargada, com cerca de 300 toneladas de calcários apreendidas. Outras áreas que possam ter sido desmatadas serão visitadas pelas equipes nesta sexta-feira (05/06). “Em pouco tempo, um local absolutamente preservado, virgem, que a natureza construiu durante milhões de anos, foi destruído de forma covarde”, diz secretária Andréa Vulcanis

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O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e com apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente, deflagrou uma operação no território kalunga, no município de Cavalcante, onde foi verificado o desmatamento de uma área de cerca de 530 hectares. Os proprietários da Fazenda Alagoas foram autuados em mais de R$ 300 mil e a propriedade foi embargada, com cerca de 300 toneladas de calcários apreendidas. O material seria utilizado para preparar o solo para o plantio de soja, segundo técnicos que acompanharam o trabalho.

A secretária Andréa Vulcanis foi pessoalmente à região para acompanhar os trabalhos a pedido do governador Ronaldo Caiado, que determinou ações enérgicas no caso. Segundo ela, o cenário encontrado foi “assustador” e as imagens “chocantes”.

“É inacreditável que, em pleno Século 21, nas vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, tenhamos que agir para deter uma destruição desta magnitude”, afirma Andréa Vulcanis. “Foi uma ação que utilizou tratores e correntões, que arrasou uma área enorme e biodiversa. Em pouco tempo, um local absolutamente preservado, virgem, que a natureza construiu durante milhões de anos, foi destruído de forma covarde”, disse a secretária.

As equipes também visitaram uma propriedade vizinha, onde tratores foram desembarcados recentemente e, acredita-se, poderia realizar desmatamento semelhante no território kalunga. A região, embora esteja ligada à gestão do governo federal, tem atuação também estadual no que diz respeito à proteção do meio ambiente.

A destruição chegou ao conhecimento da Semad na terça-feira (02/06) e, imediatamente, foi apurada por meio de levantamentos de imagens de satélite e deflagrada operação de fiscalização para conter os danos ambientais. O desmatamento de quase mil hectares foi identificado em propriedades que ainda não foram desapropriadas, mas que estão dentro do território quilombola, e parte na Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto, sob gestão estadual.

“Nosso questionamento e o de todos é: como alguém desmata mais de 500 hectares e ninguém vê?”, pergunta a secretária. “A resposta é que, em primeiro lugar os criminosos se valeram do período de pandemia para tentar agir nas sombras. Em segundo lugar, as imagens de alerta de desmatamento são geradas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que demora um tempo no processamento antes de dar o aviso de desmatamento. Então, o alerta não chegou e só soubemos por meio das denúncias”, explica.

Segundo Andréa Vulcanis, o governador Ronaldo Caiado está empenhando em buscar soluções no monitoramento ambiental em Goiás. “É um problema que estamos buscando alternativas, ter um sistema próprio, estamos buscando estabelecer uma parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para o estabelecimento de um algoritmo de detecção de áreas que estão sendo desmatadas”, conclui.

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