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Engenheiro brasileiro denuncia Bolsonaro na ONU: “Sua participação pelo fechamento do Congresso e STF pedindo intervenção do Exército, foi um ato criminoso”

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Nova York – O engenheiro brasileiro José Manoel Ferreira Gonçalves, coordenador do movimento Engenheiros pela Democracia (EPD), denunciou o presidente Jair Bolsonaro pela prática de genocídio e crimes contra a humanidade ao Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU, no dia 22 de abril. Nesta segunda-feira, ele encaminhou ao alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança da União Europeia, uma petição relativa à conduta de Bolsonaro de ofensa aos direitos humanos e ao direito à saúde dos brasileiros.

— Alguns eurodeputados já manifestaram anteriormente ao alto comissário, como o Josep Borrell Fontelles, o repúdio ao presidente brasileiro. Espero que venha da União Europeia a assistência política e humanitária para enfrentarmos o governo desastroso que condena os brasileiros à tragédia sanitária — afirmou o engenheiro, em entrevista para o EXTRA.

José Manoel já tinha representado, no dia 6 de abril, outro inquérito contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional de Haia, pela prática de genocídio e crimes contra a humanidade. Ele acrescenta que também vai encaminhar, nos próximos dias, uma representação semelhante à Organização dos Estados Americanos (OEA) e ao Human Rights Watch (HRW).

O engenheiro foi o primeiro a denunciar internacionalmente Jair Bolsonaro ao Alto Comissariado da ONU, e seu exemplo foi seguido dias depois pelos ex-ministros da Saúde Alexandre Padilha, Arthur Chioro e Humberto Costa, que abriram um inquérito acusando Bolsonaro de potencial genocídio durante a pandemia do novo coronavírus.

José Manoel também criticou o discurso de Bolsonaro que incentiva a população à sair às ruas do país.

— Essa consequência equivale ao genocídio, e ao desprezo do presidente ao seu próprio povo — afirmou o engenheiro, que diz ter procurado órgãos internacionais devido a obstáculos nas investigações sobre o governo no Brasil.

Para o militante de Direitos Humanos, presidente da Comissão Justiça e Paz, Representante da OAB/SP no Conselho de Defesa da Pessoa Humana do Estado de São Paulo (Condepe), Antonio Funari, constituem crime as repetidas declarações e ações de Bolsonaro contra as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, colocando em risco a saúde e a vida de milhares de pessoas

.— Sua participação em ato criminoso pelo fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, pedindo intervenção do Exército, também foi público e foi um ato criminoso — declara.

O engenheiro brasileiro José Manoel acrescenta que a democracia no Brasil está sob ameaça e o presidente Jair Bolsonaro tem agido irresponsavelmente, desafiando as instituições republicanas, testando os limites da sociedade civil brasileira. Ele conclui afirmando que a engenharia do nosso país precisava se manifestar contra os atos do presidente.

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Mãe de filha de Floyd desaba e chora: ‘Ele era bom, e não poderá levá-la ao altar’

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George Floyd, morto após ter o pescoço pressionado por um policial nos Estados Unidos, deixou uma filha: Gianna. A mãe da menina se emocionou muito hoje, chorou e lamentou pelo fato de que ele não poderá ver a garota crescer e levá-la ao altar. “Eu não consigo organizar as minhas palavras agora, mas eu quero que todo mundo saiba que foi isso que aqueles policiais tiraram. No fim do dia, eles podem ir para casa e ver suas famílias. Gianna não tem mais pai. Ele nunca a verá crescer, se formar”, disse Roxie Washington

Ele nunca poderá levá-la para o altar [se Gianna se casar um dia]. Se ela tiver um problema e precisar do pai, ela não terá mais isso. Eu estou aqui pela minha bebê e estou aqui pelo George. Quero que seja feita justiça por ele”, acrescentou a mãe. Ela defendeu a honra de George como um homem inocente, que não merecia ter sido tratada daquela forma pelos policiais. “Eu quero justiça porque ele era bom. Não importa o que todos pensam, ele era bom”, afirmou a mulher, visivelmente emocionada. “Ele ficou tão feliz quando ela [Gianna] nasceu. Ele dormiu durante boa parte do meu trabalho de parto, mas se levantou rapidamente quando a ouviu chorar. Eu ainda tenho a imagem na memória

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Escalada de tensão aumenta nos EUA no 5º dia de protestos após a morte de George Floyd por policial

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Após início pacífico, manifestantes incendiaram carros e entraram em choque com policiais em várias partes dos EUA. Governadores pedem reforço da Guarda Nacional, e prefeituras de diversas cidades, inclusive Los Angeles, impuseram toque de recolher.

Pelo 5º dia seguido, manifestantes voltaram a ocupar ruas de cidades em várias partes dos Estados Unidos em protestos contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd durante uma abordagem policial em Minneapolis.

A escalada de tensão iniciada já na tarde de sábado (30) tomou proporções ainda maiores na madrugada deste domingo (31), quando os manifestantes desafiaram o toque de recolher imposto em pelo menos 7 cidades americanas, como Los Angeles e Minneapolis.

Na cidade onde Floyd foi sufocado por um policial e morreu, manifestantes atearam fogo em um prédio dos correios, e continuaram nas ruas, mesmo com a ordem do prefeito Jacob Frey para que voltassem para casa. A polícia fortemente armada reforçou a presença na cidade.

Por causa da violência, o presidente Donald Trump afirmou no Twitter que enviou militares para conter o vandalismo em Minneapolis, e criticou o prefeito democrata. “Se ela [Guarda Nacional] tivesse sido acionada há dois dias, não teria havido tantos estragos”.

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