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Especialista alertam para efeitos da fumaça do Pantanal no Rio e SP

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A fumaça das queimadas no Pantanal e Amazônia continua a chegar nos próximos dias às regiões sul e sudeste e podem trazer efeitos similares ao observado em agosto de 2019, quando o céu de São Paulo ficou escurecido no meio da tarde, e na Califórnia, onde ficou alaranjado após queimadas recentes.

Os efeitos devem ser mais notados nos próximos dias, quando há previsão de queda na temperatura e aumento da umidade, mas alterações como nascer e pôr do sol avermelhados e céu leitoso já são observados. Além dos efeitos meteorológicos, especialistas alertam que a fumaça é repleta de partículas tóxicas e prejudiciais à saúde.

O ar poluído que chega agora na região é efeito de uma combinação de diversos focos de queimada no Pantanal, Amazônia, Bolívia e Paraguai, explica a professora de meteorologia física da USP, Márcia Yamasoe. A fumaça chega aqui a partir de um “corredor” de transporte, que em condições normais leva a umidade da Amazônia ao sul do país, mas foi deslocado para o leste após encontro com uma massa fria no sul:

“Já vemos fumaça em São Paulo e um céu mais marrom e cinzento, característico da presença de fumaça em altos níveis”, explica Yamasoe. “A princípio, o risco à saúde é só se essa fumaça descer, o que é difícil. Mas ela vai aos poucos se depositando diluída. O risco maior é para quem está perto das fontes de queimada e para pessoas mais sensíveis.”

Atualmente, a massa de fumaça mais densa encontra-se acima dos estados do Mato Grosso, em direção ao Paraná e Santa Catarina, indica o meteorologista do Climatempo André Madeira.

“Mais para o final da semana, se as queimadas no Pantanal continuarem, teremos condições de vento mais propícias para chegarem maiores quantidades da fumaça sobre o Rio e São Paulo. Isso pode causar por do sol e nascer avermelhado, céu mais leitoso e, se chover, pode acontecer como ano passado em São Paulo, com escurecimento do céu”, diz Madeira.

A diferença de coloração entre o céu escurecido ou alaranjado provocado pelas queimadas tem relação com o tipo de partículas que o ar carrega com a fumaça, como poeira, compostos químicos, o tipo de vegetação queimada e sua umidade.

No Rio Grande do Sul, moradores relataram neste domingo chuvas escurecidas que, segundo os especialistas, podem ser consequência da fumaça “lavada” pela chuva. Em São Paulo, nesta segunda-feira, diversos moradores relataram nas redes sociais um forte cheiro de fumaça, embora segundo Madeira ainda não não exista fumaça densa sobre a cidade para gerar o odor. Em São José do Rio Preto, no interior do estado, incêndios considerados os maiores das últimas duas décadas já destruíram grandes extensões rurais da cidade desde a última quarta-feira.

A fumaça proveniente de incêndio como o que ocorre no Pantanal é repleta de partículas tóxicas e prejudiciais à saúde, alertam os especialistas. Professor sênior de pneumologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), José Roberto Jardim explica que asmáticos e portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica são os maiores prejudicados e que precisam ter maior cuidados. A inalação da fumaça pode desencadear crises asmáticas agudas.

“As pessoas que já têm as vias aéreas inflamadas por serem portadoras de doenças respiratórias ficam mais suscetíveis. Para o restante da população, riscos existem mas é menor a chance de ter maiores complicações”, disse Jardim.

Os sinais mais comuns desencadeados pela inalação de nuvens fumaça desse tipo são tosse e secreção. O fato de a fumaça atingir os grandes centros urbanos durante o inverno, quando a umidade relativa do ar atinge índices baixos, aumenta a preocupação. Crises de rinite e conjuntivite podem ocorrer pelo contato com a fumaça.

O recomendável é manter o uso das máscaras de proteção facial. Pneumologista do Hospital Beneficência Portuguesa, Philippe Colares recomenda que as pessoas aumentem a umidade do ar dentro das residências, seja com umidificadores ou soluções caseiras como bacias de água ou toalhas molhadas nos cômodos. Ele explica que as fumaças de queimadas atuam nos pulmões como o tabagismo e recomenda o uso das máscaras.

“Os mais vulneráveis são, sem dúvida, os idosos e pacientes de doenças respiratórias crônicas”, disse Colares.

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Empresa desenvolve produtos eficientes no combate a vírus e bactérias

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Depois de três anos de pesquisas envolvendo parceiros nacionais e internacionais, a Nano Protect conseguiu, finalmente, desenvolver produtos saneantes e antissépticos que já se mostraram 99,99% eficientes na eliminação de vírus e bactérias, e que, neste momento de pandemia, são ideais para a sanitização de superfícies laváveis, como vidros, madeiras, metais, MDFs, plásticos e tecidos, por exemplo, em sua versão mais concentrada.

A garantia é do representante da Nano Protect, Dr Emerson Finholdt, que conta que a pesquisa nasceu após a constatação de que o setor de biossegurança estava carente de produtos que pudessem minimizar os efeitos de uma nova pandemia de influenza (vírus H1N1), há três anos, conforme alertaram autoridades mundiais de saúde. “Desde então, ingressamos no desenvolvimento de soluções para combate a vírus e bactérias, e após quase três anos de pesquisa podemos afirmar que obtivemos produtos que fazem a diferença”, afirma.

A pandemia de influenza não veio em 2017, mas em 2020 o mundo tem assistido, quase impotente, à pandemia de covid-19 tomar conta do planeta. É neste contexto que os produtos da Nano Protect aparecem como possíveis coadjuvantes em termos de sanitização. Recomendados especialmente neste momento para aplicação em ambientes profissionais, pessoais e de lazer, os produtos também podem ser utilizados no corpo, em forma de bochechos e para uso tópico – na pele. Estabelecimentos com grande fluxo de pessoas diariamente como clínicas, academias, hospitais, shoppings, cinemas, escritórios, lojas etc são ideais parta a aplicação dos produtos, que já foram devidamente testados por instituições de renome como o Laboratório de Virologia Aplicada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo Finholdt, o grande trunfo dos produtos não é apenas sua eficácia contra os microrganismos – que chega a até 99,99% –, mas a durabilidade ou efeito biocida prolongado que eles desempenham em determinadas superfícies, que chega a até quatro horas. Isto significa maior proteção por muito mais tempo do que agentes saneantes e antissépticos convencionais. Sua garantia, inclusive, é comprovada ao ponto de a Nano Protect emitir um certificado de eficácia dos produtos para os clientes. “Assim, todos os que circulam nos ambientes que empregam o Nano Protect como medida de sanitização saberão que estão seguros e confortáveis”, atesta.

Doença laboral

Com a persistência do covid-19 na sociedade, o afrouxamento de certas regras de segurança sanitária e a gradual retomada das atividades socioeconômicas, muitas empresas retomaram sua rotina e nem todas têm seguido os protocolos de prevenção e combate ao vírus recomendado pelas autoridades de saúde. Por isso, o covid-19 está prestes a ser enquadrado como doença laboral pela Justiça do Trabalho. Isto significa que aquele empregado que se contaminar em seu ambiente de trabalho pode ser indenizado pelo empregador, e a empresa, multada. Essa possibilidade implica na necessidade de as empresas adotarem medidas rígidas de segurança para proteger seus funcionários e também a sua saúde financeira. É justamente aí onde entram as aplicações dos produtos desenvolvidos pela Nano Protect.

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ANSIEDADE E SOLIDÃO | Buscas sobre transtornos mentais atingem recorde no Google

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Nunca o brasileiro buscou tanto por termos relacionados a transtornos mentais quanto durante a pandemia do novo coronavírus. Dados inéditos fornecidos pelo Google ao Estadão apontam alta de 98% nas buscas sobre o tema em 2020, ante a média verificada nos dez anos anteriores. A pergunta “como lidar com a ansiedade”, por exemplo, bateu recorde de interesse da última década. Em relação a 2019, o crescimento foi de 33%.

Entre as três perguntas mais buscadas em 2020 com a expressão “como lidar”, duas estão relacionadas a ansiedade e depressão. Bateu recorde também o interesse dos brasileiros pelo questionamento do que é a felicidade. Em junho, a pergunta teve o maior volume de buscas dos últimos oito anos.

Para especialistas, o comportamento na internet reafirma o que estudos no Brasil e no exterior já observaram: medo, solidão e incertezas trazidas pela pandemia e o isolamento levam a um aumento da inicidência de transtornos mentais.

“O medo de contrair a doença ou de transmiti-la para familiares do grupo de risco gera ansiedade. A diminuição do contato presencial e dos vínculos, impactos econômicos, sobretudo para os que já tinham menos recursos, e a exposição excessiva a notícias sobre coronavírus aumentam o sofrimento mental”, diz Ives Cavalcante Passos, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Desde abril, ele coordena pesquisa sobre os impactos da pandemia na saúde mental da população brasileira. Mais de 8 mil pessoas estão sendo acompanhadas por questionários on-line. “Queremos testar algumas hipóteses, entre elas observar se esse período está associado ao aumento de ideação suicida e de uso de álcool e drogas, se o maior consumo de notícias sobre coronavírus aumentam o nível de ansiedade, entre outras questões”, diz Passos, também psiquiatra do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

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