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Estão esticando a corda, faço qualquer coisa pelo meu povo, diz Bolsonaro em aglomeração no Alvorada

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – No pior momento da pandemia da Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou seu aniversário neste domingo (21) com centenas de apoiadores aglomerados, que cantaram parabéns e cortaram um bolo para ele em frente ao Palácio da Alvorada.

Em discurso aos apoiadores, Bolsonaro afirmou que tiranos estão cerceando a liberdade das pessoas e voltou a dizer que elas podem contar com as Forças Armadas pela defesa da democracia e da liberdade.

“Alguns tiranetes ou tiranos tolhem a liberdade de muitos de vocês. Pode ter certeza, o nosso Exército é o verde oliva e é vocês também. Contem com as Forças Armadas pela democracia e pela liberdade”, disse.

“Estão esticando a corda, faço qualquer coisa pelo meu povo. Esse qualquer coisa é o que está na nossa Constituição, nossa democracia e nosso direito de ir e vir”.

Desde o início da pandemia, há mais de um ano, Bolsonaro é um declarado opositor das medidas de isolamento social e das restrições aplicadas por estados e municípios sob recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para o presidente, é importante que as pessoas possam trabalhar. Caso contrário, segundo ele, o país poderia entrar em uma situação de caos.

“Não queremos que o Brasil mergulhe em um socialismo, e o caminho para mergulhar no socialismo é o que o povo vai para a miséria, a fome, o tudo ou nada”, afirmou.

No discurso, Bolsonaro afirmou que o governo atua na compra de vacinas desde o ano passado. Além disso, embora a equipe econômica afirme que o auxílio emergencial é uma ajuda temporária e pontual para o momento de crise, Bolsonaro disse que o Brasil implementou o maior programa social do mundo com a assistência.

As falas de Bolsonaro e a aglomeração promovida acontecem justamente na semana em que o presidente vai se reunir com os comandantes do Congresso, governadores e prefeitos. Na próxima quarta-feira (24), Bolsonaro vai liderar uma reunião cujo objetivo inicial era evoluir para um comitê estratégico contra a Covid-19.

Parlamentares consideram o encontro a “última chance” de Bolsonaro. Caso a iniciativa fracasse, prometem instalar no Senado uma CPI da Covid ou mesmo pressionar para seu impeachment.

O evento de aniversário reuniu centenas de militantes, muitos deles sem máscara, apesar da orientação de agentes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). O próprio presidente retirou a máscara ao discursar.

Ele estava acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e do ministro do GSI, general Augusto Heleno.

“Enquanto eu for vivo, enquanto eu for presidente, porque só Deus me tira daqui, eu estarei com vocês”, disse Bolsonaro.

A Presidência da República separou uma área em frente ao Palácio do Alvorada, que ficou tomada. Militantes se aglomeraram por algumas horas na fila para terem acesso ao local.

Os militantes levaram um bolo, enfeitado com o distintivo do Palmeiras. Também levaram uma grande bandeira do Brasil e cantaram o hino nacional.

Bolsonaro lavou suas mãos no espelho d’água do palácio e depois cortou o bolo e distribuiu os pedaços para os apoiadores. Em diversos momentos, os militantes ofenderam os profissionais de imprensa.

O grupo também gritou “Fora Ibaneis”, em referência ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que decretou um toque de recolher para evitar a propagação do coronavírus.

A maior parte dos presentes vestia camisas com a cores do Brasil. Eles vieram direto de uma carreata em apoio ao presidente, realizada pela manhã em Brasília, que reuniu centenas de veículos.

Havia um clima de jogo de futebol, com ambulantes vendendo camisetas e bandeiras na entrada do Palácio do Alvorada.

A carreata terminou em frente ao Alvorada, onde manifestantes foram dar os parabéns ao presidente. Bolsonaro completa 66 anos de idade neste domingo.

A manifestação começou no fim da manhã em frente à Biblioteca Nacional. Seguiu pela Esplanada dos Ministérios e outras vias de Brasília. Chegaram cerca de duas horas depois ao Alvorada.

Os manifestantes entoaram críticas aos governadores, em particular aos que promovem lockdown para evitar a propagação do coronavírus.

O Brasil vem registrando recordes seguidos na média móvel de mortes por causa da Covid. O país ultrapassou a marca de 290 mil vítimas desde o início da pandemia.

Esse é o segundo domingo seguido com atos em favor do presidente. Bolsonaro enfrenta um momento difícil de seu governo, com reprovação recorde na avaliação de sua atuação no enfrentamento à pandemia.

Pesquisa Datafolha apontou que 54% da população considera ruim ou péssima sua atuação contra a Covid-19.

Na última semana, Bolsonaro promoveu a terceira troca de ministro da Saúde durante a pandemia. O médico Marcelo Queiroga vai substituir o criticado general Eduardo Pazuello.

Em outra frente, aumentou a pressão no Senado pela instalação de uma CPI da Covid. O movimento ganhou força, em particular, a partir de quinta-feira (18), com a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP), vítima da doença.

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Seinfra realiza manutenção asfáltica e limpeza de bueiros em 12 bairros neste sábado, 4

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A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), realiza, neste sábado (4/12), serviços de manutenção asfáltica no Setor Central, Parque Atheneu, Residencial Itapuã, Bairro Goiá, Jardim Novo Mundo, Jardim Leblon, Bairro São Francisco, Jardim Fonte Nova, Jardim Guanabara, Setor Goiânia II, Vila Paraíso e Setor Faiçalville.

Também estão sendo realizadas as limpezas de bocas de lobo, bueiros, córregos e pontes nos setores Leste Vila Nova, Santos Dumont, Jardim América, Centro, Goiânia Viva e Finsocial, além da produção de massa asfáltica que acontece, hoje, na Usina de Asfalto da Prefeitura de Goiânia.

Os serviços de infraestrutura podem ser solicitados por meio do aplicativo Prefeitura 24h ou pelos telefones 3524-8363/3524-8373 e WhatsApp 9-8493-7229.

Juan Meloni, da editoria de Infraestrutura

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Blogueira que falou em “esfaquear” Eduardo Bolsonaro diz ter sido intimada

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Uma blogueira afirmou ter sido intimada pela polícia do RJ por ter criticado Eduardo Bolsonaro

Em vídeo, ela disse que esfaquearia o presidente Jair Bolsonaro (PL) e “provavelmente” em seu filho

O caso ocorreu em Tupã (interior de São Paulo)

A blogueira Maria Cristina Fontes de Mattos, conhecida como Tininha Mattos, afirmou ter sido intimada a prestar depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro em razão de um vídeo, publicado em março no Instagram, em que lamentou não ter encontrado o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus filhos no Rio.

E eu ia fazer escândalo, e eu ia filmar, e eu ia dar outra facada no Bolsonaro, com faca de pão que eu ia roubar da copa daqui, provavelmente no Eduardo Bolsonaro, que é quem eu mais odeio, mas eu perdi essa oportunidade”, disse Tininha na rede social.

Posteriormente, após receber ataques e ameaças de apoiadores do presidente, ela disse que se tratou de uma postagem “ácida” e se retratou.

A intimação é um desdobramento da ação apresentada em 1º de setembro por Eduardo contra Tininha ao TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) por suposto crime de ameaça. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

“Meu advogado está entrando com pedidos de habeas corpus para trancar esse inquérito, já que é inconstitucional e ilegal. Não houve crime. Aliás, ele mesmo [Eduardo Bolsonaro] falou isso em audiência de conciliação do processo cível que ele mesmo abriu”, disse Tininha em entrevista ao portal UOL, em referência a outra ação, esta apresentada ao TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), na qual Eduardo já foi derrotado.

Após a publicação do vídeo, o deputado informou que entraria com um processo contra Tininha (sem citar seu nome) e um doutor em Filosofia pela USP (Universidade de São Paulo) que também o criticou.

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