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FOTOS | “Caiado é o primeiro governador a chegar aqui por estrada de chão sem avião ou helicóptero” diz líder indígena quilombola em Cavalcante

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Governador aproveitou a oportunidade para reforçar compromisso com o desenvolvimento da região e anunciou que o Caminhão Itinerante da Saúde do Estado, a ser lançado em breve, vai começar os atendimentos pelo municípioUma tradição que atravessa séculos e supera distância, poeira, os despenhadeiros da Chapada dos Veadeiros e o forte calor de setembro. Para quem é kalunga, não há desafio que minimize o brilho da Romaria do Vão do Moleque, festejo popular-religioso que ocorre todos os anos, em Goiás, entre os dias 10 e 16 de setembro.Na edição de 2019, a missa realizada para Nossa Senhora do Livramento, a santa dos quilombolas que residem em Cavalcante, no Nordeste Goiano, contou com a presença do governador.Ronaldo Caiado fez questão de participar da festa e encarou mais de 70 quilômetros de estrada de chão e mais alguns, montado no lombo de uma mula, para honrar a tradição dos kalunga.A importância da festa para a comunidade local pode ser percebida em detalhes: na comida preparada no fogão de chão, no encontro de famílias, nos adornos simples que enfeitam a capela local ou no sorriso do seu Joaquim “Mochila”, líder da região e que desafiou o governador Ronaldo Caiado, em junho deste ano, a conhecer e a participar da romaria. “Fui lá no Palácio, em Goiânia, fazer o convite e ele aceitou”, fez questão de testemunhar.Fotos Octacilio QueirozÉ a primeira vez que um governador chega aqui pela estrada de terra e não de helicóptero ou avião”, emendou o presidente da Associação Quilombola Kalunga, Vilmar Souza.“É uma romaria que é realizada há 300 anos e é carregada de simbolismos e de história. O nosso governo tem o intuito de preservar a cultura do interior e levá-la para ser conhecida na capital e não o contrário”, enfatizou o governador logo após a missa celebrada pelo padre da região, José Gerson. “O trabalho aqui foi iniciado pela primeira-dama e nós vamos dar continuidade. Vamos buscar o apoio de amigos empresários e todos que se sensibilizam para dar melhor qualidade de vida, não só para as crianças, mas para toda a comunidade”, destacou Caiado.A festa do Vão do Moleque atrai normalmente de 3 a 4 mil pessoas durante seis dias do mês de setembro. De acordo com o secretário estadual de Cultura, Edival Lourenço, esta é uma tradição que remonta ao ciclo do ouro, quando as famílias de ex escravos se refugiaram na região. “A própria geografia os protegia dos senhores de escravos. A chegada do governador hoje, aqui, para assistir a procissão é uma afirmação de que o governo do Estado se importa e valoriza a cultura da comunidade”, ressaltou Edival.O secretário exemplificou que grande parte da estrutura do governo foi montada na festa – por meio de diversas secretarias, como as da Cidadania e do Meio Ambiente, e de empresas estatais, como a Saneago – para que as pessoas pudessem usufruir da romaria de forma mais confortável. “Estamos valorizando aquilo que eles já têm para que se reconheçam e se sintam, cada vez mais, pertencentes a essa comunidade”, complementou.Presente também na solenidade, o prefeito de Cavalcante, que já havia recepcionado Caiado no último sábado (14/09), ressaltou em discurso que nunca viu um chefe do Executivo estadual tão humilde quanto o democrata. “Acreditamos que nosso sofrimento agora vai diminuir; ressurge em nós um sentimento de esperança e mudança”, frisou Josemar Freire.Assim que o governador chegou à festa, vários romeiros foram cumprimentá-lo. Para o povo kalunga, o mês de setembro é um marco da cultura para a comunidade. Seu Estevão Pereira nasceu no povoado do Vão do Moleque e brinca que frequenta o evento “deste que estava dentro da barriga da mãe”.“É um momento de reza e de encontro com parentes e amigos”, informou.ComunidadesAo longo dos mais de 70 quilômetros de terra que separam o município de Cavalcante do povoado Vão de Moleque, o governador visitou alguns moradores. Das mãos do comerciante Cezariano Paulino, que tem um restaurante, recebeu presentes e também um documento com demandas da população. Imediatamente, o governador solicitou da Polícia Militar rondas mais ostensivas na região.“Em 63 anos de vida, nunca um governador havia pisado num rancho humilde como o meu. É uma honra pra mim receber ele e toda a comitiva de governo”, afirmou seu Cezariano, cujo estabelecimento foi levantado com paredes de adobe e o telhado foi construído com folhas de buriti.Na casa do seu Cirilo dos Santos, que tem 11 filhos e mais de 50 netos, o governador não recusou um suco de tamarindo com um pedaço de bolo. “Eu não tenho nem palavras pra dizer da minha emoção de receber o governador aqui, isso é raro. Temos esperança de que as estradas possam ser melhoradas”, afirmou. “Espero que ele volte mais vezes”.SaúdeDurante a Romaria do Vão do Moleque, o governador Ronaldo Caiado anunciou que, em breve, estará em operação no Estado um caminhão itinerante da Saúde. “O Nordeste Goiano tem uma carência muita grande. Nós não temos na região os exames que são obrigatórios, para fazermos nas mulheres, a partir dos 50 anos, em relação ao câncer de mama, o câncer de colo de útero, que são os mais frequentes e, quando diagnosticados precocemente, as pessoas têm uma melhor qualidade de vida. Há cura quando tem tratamento correto”, informou Caiado, ao reforçar que os atendimentos humanizados em Saúde são também prioridade da sua gestão.Acompanharam o governador no evento os secretários estaduais Marcos Cabral (Desenvolvimento Social), Valéria Torres (Comunicação), Andrea Vulcanis (Meio Ambiente), Edival Loureço (Cultura), além do prefeito de Cavalcante, Jozemar Freire, da primeira-dama Isabel Lustosa, da vice-prefeita, Celiara Cristina, do presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza, do líder comunitário Joaquim Mochila, além de outras lideranças políticas, religiosas e da comunidade.

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EXTRA | Acusados da morte do radialista Valério Luiz vão à júri popular

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Juiz desmembrou julgamento de réus pela morte de Valério Luiz e marca primeiro júri, em Goiânia

Radialista foi morto a tiros em 2012, logo após sair do trabalho.

Cinco pessoas respondem pelo crime e devem ser julgadas em três sessões diferentes, conforme decisão.

O juiz Jesseir Coelho de Alcantara determinou, nesta terça-feira (15), que o julgamento da morte do radialista Valério Luiz de Oliveira seja dividido em três sessões, em Goiânia.

O magistrado separou os réus para não julgá-los em uma única sessão.

Diretor do Foro da Comarca de Goiânia, Paulo César Alves das Neves disse, por telefone, que há uma obra andamento no Fórum Cível desde outubro deste ano justamente para comportar esse tipo de julgamento.

“O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) trabalha para deixar o local em condições de realizar júris complexos até janeiro de 2020. Estamos esperando uma licitação para compra de materiais, mas, se quiser, poderá marcar todos para a partir de fevereiro”, explicou.

Acusados

De acordo com a decisão, o primeiro a passar pelo júri será o réu Ademá Figuerêdo Aguiar Filho: às 8h30 no dia 19 de fevereiro de 2020. Ele é apontado nos processos como o executor do homicídio.

O magistrado determinou que a segunda sessão julgue os réus apontados como partícipes – Djalma, Urbano e Marcus Vinícius – e, por último, de Maurício Borges Sampaio, considerado o mandante do crime nas investigações. As datas desses julgamentos ainda não foram definidas.

Valério Luiz foi morto em 2012, logo depois de sair da rádio onde trabalhava, na Rua C-38, Setor Serrinha, em Goiânia. Valério chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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FOTOS Referência na América Latina, Bombeiros de Goiás promovem curso de salvamento em alturas

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Fotos: Lucas Diener

Salvar vidas sob quaisquer circunstâncias, independente do cenário. Esse é um lema que fez do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) referência na América Latina quando o assunto é salvamento em altura. Criado em 1998, o curso forma especialistas em todo o País e até fora dele, fazendo os alunos vivenciarem os mais variados desafios no ar. Nesta terça-feira (15/10), por exemplo, a turma que está em formação treinou no mais alto prédio do Centro-Oeste, cuja torre mede 175,09 metros.

Com 52 pavimentos, o Kingdom Park Residence ainda está em construção no Setor Nova Suíça, em Goiânia, e foi cedido para a aula prática. Os 41 alunos aplicaram técnicas de amarrações com corda, ancoragens e ainda desceram o prédio de rapel, despertando a curiosidade de quem passava pela região. A turma é composta por bombeiros, integrantes da Força Aérea e policiais rodoviários federais oriundos de nove estados – Goiás, São Paulo, Rondônia, Acre, Ceará, Maranhão, Pará, Amapá e Rio Grande do Sul –, e também da Argentina.

A primeira dupla a descer de rapel foi o goiano aspirante a oficial Jeferson Ferreira Souza e o sub-ajudante da Polícia de Buenos Aires, Kevin Vega. O oficial argentino classificou o curso como excelente e, ao mesmo tempo, exigente nos mínimos detalhes. “Não tem um dia que não seja difícil”, declarou, ainda ofegante após encarar a descida de 175 metros utilizando cordas. “Vim da Argentina com outro companheiro para aprender todas as técnicas e poder transmiti-las aos demais [argentinos]”, completou, elogiando a eficiência dos bombeiros de Goiás.

Multiplicadores de conhecimento
Coordenador do curso, o capitão Luciano Freitas explicou que os bombeiros de Goiás ostentam uma tradição quando o assunto é salvamento em altura, por isso despertam a atenção de tantos oficiais vindos de fora. São dois meses e uma semana de treinamento, com aulas teóricas e práticas. “A gente prepara o efetivo para atender em todo cenário, sejam torres metálicas, edificações, cachoeiras ou paredes de escaladas e até caso de tentativa de suicídio”, explicou.

Quem conclui o curso oferecido pelo CBMGO, além de ganhar o certificado de 400 horas, vira um agente multiplicador.

Torna-se apto a realizar treinamentos em suas próprias bases operacionais, repassando as técnicas aprendidas dentro da corporação goiana. Mas não é fácil.

Fotos: Lucas Diener

a turma que iniciou o curso, em 9 de setembro, três candidatos já foram desligados. “Tem provas que exigem vigor físico e psicológico. Isso para que, quando o agente ou militar se depare com a situação real, consiga executar as técnicas”, observou o capitão Freitas.

Mais desafios

Antes da escalada no prédio mais alto do Centro-Oeste, a turma já encarou outros desafios nas últimas semanas, como instruções com uso de helicóptero, salvamento em torres metálicas e estruturas treliçadas, comuns em shoppings, ginásios e estádios. Num cenário mais amplo, os formandos também aplicaram técnicas de salvamento em cachoeiras, em treinamento no município de Aloândia, e no cenário com montanha, em Rochedo, no Mato Grosso do Sul.

Sobre as aulas teóricas, o capitão Freitas informou que já foram ensinados “cálculos voltados para multiplicação de força, vantagem mecânica, sistemas de ancoragem e segurança, além de estudos sobre os materiais adequados para salvamento em altura”.

Até a conclusão dos estudos, prevista para novembro, o grupo ainda aplicará técnicas de salvamento em altura no Rio de Janeiro (Bondinho) e na Escola Superior dos Bombeiros, em São Paulo.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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