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Fragilizado, Bolsonaro prepara reforma ministerial com líder do centrão na Casa Civil e recriação do Trabalho

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Já Onyx, pelos planos atuais, ocupará o Ministério do Trabalho , que será recriado com a divisão do Ministério da Economia, de Paulo Guedes. A expectativa é a de que as mudanças se concretizem até sexta (23), com a publicação da medida provisória que recriará a pasta do Trabalho.

Há ainda uma indefinição no governo a respeito do nome que terá o novo ministério e se ele acumulará ou não as funções da Secretaria da Previdência, que hoje faz parte da Economia.

A aliança de Bolsonaro com o centrão, buscada pelo presidente no ano passado diante de uma série de pedidos de impeachment que já se acumulavam na Câmara, enterrou de vez o discurso bolsonarista, explorado à exaustão durante a campanha de 2018, de que o presidente não se renderia ao que chamava de a velha política do “toma lá, dá cá”.

Para atender o centrão, o governo faz promessas de liberação de bilhões em emendas parlamentares e agora prepara até a recriação de ministérios, contrariando outro discurso da campanha, o do enxugamento da máquina pública.

Hoje o governo Bolsonaro tem 22 ministérios, 7 a mais do que os 15 prometidos na campanha eleitoral —sob a gestão de Michel Temer (MDB), seu antecessor, eram 29 ministérios. A administração atual chegou a ter 23 ministérios, mas o Banco Central perdeu este status com a aprovação de sua autonomia.

Um dos objetivos da troca é organizar a base do governo e dar mais visibilidade a ações de Bolsonaro que serão tomadas daqui em diante, como a reformulação do Bolsa Família, consideradas peça-chave para a campanha à reeleição do mandatário em 2022.

Além disso, o presidente pretende se aproximar ainda mais do centrão. O senador Ciro Nogueira é presidente nacional do PP e um dos principais líderes do bloco de partidos que sustenta a base de apoio a Bolsonaro no Congresso.

“Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve ocorrer na segunda-feira, para ser mais preciso, para a gente continuar aqui administrando o Brasil”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan de Itapetininga, também transmitida por suas redes sociais.

A possível troca na Casa Civil também contempla a insatisfação no Congresso com o atual ministro, o general da reserva Luiz Eduardo Ramos. Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou no mês passado, Bolsonaro estava sendo pressionado a trocar o general da Casa Civil e estudava fazer essa alteração. ​

Amigo de Bolsonaro que ganhou força ao coordenar a última dança das cadeiras no governo, em março, Ramos vinha sendo alvo de queixas de parlamentares, inclusive do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), correligionário e muito próximo a Ciro Nogueira. Auxiliares de Bolsonaro relataram que Ramos demonstrou insatisfação com a mudança.

Bolsonaro sabe que precisa melhorar sua articulação politica, especialmente no Senado, onde a CPI da Covid avança sobre o governo e onde duas significativas indicações do Palácio do Planalto —a do atual advogado-geral da União, André Mendonça, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) e a da recondução de Augusto Aras ao comando da PGR (Procuradoria-Geral da República).

No Planalto, Ramos não era próximo da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, que, por sua vez, precisava de alguém com maior trânsito entre os senadores para ajudá-la na articulação política do Executivo.

Além disso, havia no Planalto o temor de que Ciro Nogueira se distanciasse do governo.

Ele já vinha aparecendo cada vez menos em defesa de Bolsonaro na CPI da Covid e, na semana passada, não escondia sua insatisfação com a liberação de recursos para o governo do Piauí. O governador Wellington Dias (PT) é seu adversário político.

O senador aceitou o convite para assumir a Casa Civil ainda nesta terça. Nogueira seria candidato ao governo do Piauí, mas com a decisão de virar ministro, já admite a pessoas próximas que deve abrir mão de entrar na disputa.

O presidente e seu governo vêm assistindo a uma escalada de impopularidade. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje seu principal adversário, ampliou vantagem nas intenções de voto para 2022 e cravou 58% a 31% no 2º turno, segundo pesquisa mais recente do Datafolha.

Diante deste cenário, a pressão sobre Bolsonaro cresceu no Congresso. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse que as ameaças de Bolsonaro sobre a não realização das eleições de 2022 são um “claro crime de responsabilidade”.

Ele afirmou que estuda a possibilidade de acatar um pedido de impeachment no exercício provisório da presidência. Recentemente, ele pediu para ter acesso aos pedidos protocolados na Câmara.

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Vacinação de adolescentes sem comorbidades deve ser suspensa até para quem já tomou a 1ª dose, diz Queiroga

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Queiroga concedeu entrevista coletiva para justificar o recuo na vacinação para adolescentes

Segundo ele, estados vinham aplicando imunizantes não recomendados

O ministro afirmou, ainda, que não há dados suficientes para comprovar os benefícios da vacinação em jovens

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quinta-feira que os adolescentes sem comorbidades não deverão completar a imunização contra a Covid-19. Mesmo aqueles que já receberam a primeira dose terão a vacinação suspensa.

“Aqueles sem comorbidades, independentemente da vacina que tomaram, não tomem outra, por uma questão de cautela. Os com comorbidades podem completar o esquema vacinal”, declarou.

Queiroga justificou o recuo afirmando que a imunização de adolescentes no país foi realizada de forma “intempestiva” e sem a segurança necessária.

Isso porque alguns lugares teriam distribuído vacinas não autorizadas para esta faixa etária, uma vez que, de acordo com a Anvisa, apenas a Pfizer é própria para aplicação em adolescentes.

Outra justificativa dada por Queiroga é uma suposta falta de evidências científicas suficientes que embasem a vacinação para estes jovens.

Segundo Queiroga, até o momento, 3,5 milhões de adolescentes já foram vacinados no Brasil. O ministro destacou que 1,5 mil deles, ou 0,042%, apresentaram eventos adversos após a aplicação da dose.

Não é um número grande, mas temos que ficar atentos”, avaliou.

Ministério recomendou vacinação apenas para adolescentes com comorbidades

Na noite da última quarta-feira (15), o Ministério de Saúde divulgou uma nota recomendado a suspensão da vacinação de jovens entre 12 e 17 anos sem comorbidades contra a covid-19. Segundo a pasta, houve uma “recomendação para a imunização” deste grupo, feita pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 – mesmo com a aprovação pela Anvisa do uso da Pfizer para esta faixa etária.

Segundo a pasta, devem continuar a ser imunizados jovens entre 12 e 17 anos com comorbidades, com deficiência permanente ou jovens provados de liberdade.

A nota lista seis motivos para a revisão dessa vacinação. Veja abaixo os motivos litados pelo Ministério da Saúde:

A Organização Mundial de Saúde não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades;

A maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela COVID-19 apresentam evolução benigna, apresentando-se assintomáticos ou oligossintomáticos;

Somente um imunizante foi avaliado em ECR;

Os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos;

Apesar dos eventos adversos graves decorrentes da vacinação serem raros, sobretudo a ocorrência de miocardite (16 casos a cada 1.000.000 de pessoas que recebem duas doses da vacina);

Redução na média móvel de casos e óbitos (queda de 60% no número de casos e queda de mais de 58% no número de óbitos por covid-19 nos últimos 60 dias) com melhora do cenário epidemiológico.

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Datafolha: Bolsonaro bate recorde de reprovação em nova pesquisa

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O presidente Jair Bolsonaro segue com sua reprovação em tendência de alta, chegando a 53%, pior índice de seu mandato, segundo Datafolha desta semana.

Levantamento realizado nos dias 13 a 15 de setembro ouviu presencialmente 3.667 pessoas com mais de 16 anos, em 190 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

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