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Governador solicita ao Iphan que Cavalhadas de Goiás se tornem Patrimônio Cultural do Brasi

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Pedido de registro foi entregue nas mãos da presidente do órgão, Kátia Bogéa, que elogiou Ronaldo Caiado pelas ações em prol da preservação do acervo histórico do Estado_

Tradição bicentenária e de peculiar beleza, as Cavalhadas de Goiás estão a um passo de se tornar Patrimônio Cultural do Brasil. O pedido de registro foi entregue na tarde desta segunda-feira (19/8) pelo governador Ronaldo Caiado à presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, durante um encontro em Brasília. “[As Cavalhadas têm] uma importância ímpar para Goiás.

É histórico, é cultural, é turístico”, definiu o governador ao se dizer confiante de que a tramitação do processo terá desfecho favorável.

Admirador e defensor da cultura goiana, Caiado praticipou ativamente do circuito de Cavalhadas em 2019. Ainda em maio, quando lançou a temporada e anunciou apoio do governo estadual para a realização de cada edição, o governador já articulava junto à superintendente do Iphan em Goiás, Salma Saddi, a pretensão de eternizar essa festividade como um bem imaterial. Tal projeto se concretizou nesta tarde, durante o registro do pedido junto ao órgão.

O governador argumentou que esse título de patrimônio imaterial vai fortalecer as credenciais de Goiás perante o turismo nacional e internacional. Valorizar as tradições praticadas no interior do Estado, argumentou, é preservar a história do nosso povo e, ao mesmo tempo, garantir com que os municípios e seus moradores se beneficiem disso. “As Cavalhadas, e os turistas que elas atraem, geram outra fonte de renda, que resultará em melhorias para as pessoas”, salientou, ao lado do secretário de Estado da Cultura, Edival Lourenço, e do presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral.

Kátia Bogéa frisou que Goiás é referência no que diz respeito à cultura, pelas características fortes e próprias. Citou, como exemplos, a riqueza da art Déco presente em Goiânia e a cidade de Goiás, patrimônio mundial. “Temos muito orgulho do patrimônio de Goiás. É preciso trabalhar cada vez mais forte para fazer com que não só os brasileiros, mas o mundo todo conheça o Estado.” A presidente do Iphan também elogiou o compromisso que Caiado tem demonstrado com a preservação do acervo histórico. “Trabalharemos juntos, governador, para que nesses quatro anos a gente consiga bater todas as metas e colocar Goiás onde realmente tem de estar, pela potência que é.”

As Cavalhadas de Goiás são realizadas em 11municípios: Pirenópolis, Santa Cruz de Goiás, Palmeiras de Goiás, Posse, Jaraguá, Crixás, Hidrolina, São Francisco de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Corumbá de Goiás e Pilar de Goiás. Em nome de todos os prefeitos, o gestor de Pilar de Goiás, Sávio Soares, agradeceu a Caiado por dar tamanha visibilidade às tradições culturais. “Tenho certeza que, com as Cavalhadas se tornando patrimônio imaterial, vamos ter mais uma porta aberta para buscar os benefícios e recursos para melhorar nossas cidades, e receber bem os turistas”, projetou. E convidou a todos para a edição em seu município, que será nos dias 7 e 8 de setembro.

Já o secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires Espero, parabenizou os representantes dos municípios, a quem reconheceu publicamente o trabalho de salvaguardar a tradição das Cavalhadas, “fundamental para preservar a memória do país”. Ao governador, disse em tom bem humorado que espera participar da festa de comemoração, quando o Iphan conceder o título de Patrimônio Cultural do Brasil às festividades goianas.

*Tradição*
Realizadas há mais de 200 anos, as Cavalhadas encenam batalhas medievais entre cristãos e mouros, ocorridas durante a ocupação moura na Península Ibérica (século IX ao século XV). Durante três dias, dois exércitos com 12 cavaleiros cada fazem as apresentações, simulando lutas com auxílio de coreografias bem orquestradas. Paralelo a isso, os personagens conhecidos como Mascarados saem às ruas fazendo algazarras.

As Cavalhadas ocorrem entre junho e setembro, logo após os festejos do Divino Espírito Santo. A festa envolve toda a comunidade local e se destaca por conseguir reunir, em um único evento, cultura, turismo e a manifestação pública da fé das pessoas. Mais que manter a tradição, repassando de geração em geração, a festividade movimenta a economia local.

*Entenda o processo*
Uma vez protocolado, o pedido de registro apresentado pelo governador Ronaldo Caiado agora passará por inspeção da equipe técnica do Iphan, responsável por avaliar se a documentação cumpre os requisitos necessários. Na sequência, o processo é encaminhado para análise na Câmara do Patrimônio Imaterial, que delibera pela pertinência ou não da solicitação, conforme os critérios do Decreto nº 3551/2000.

Ainda segundo as normas do órgão, caso a solicitação seja considerada pertinente, será elaborado um dossiê sobre o bem cultural, a partir de extensa pesquisa. Por fim, tal documentação é apreciada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que delibera se o bem pode ser reconhecido nos termos da política federal. Nessa instância, ganha o título de Patrimônio Cultural do Brasil.

O registro se efetiva por meio da inscrição do bem em um ou mais de um livro. No caso das Cavalhadas, a tendência é que, aprovado, o registro possa ser inserido no Livro de Registro das Celebrações (para rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social) e/ou no Livro de Registro de Formas de Expressão (destinado à inscrição de manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas).

Participaram do evento na sede do Iphan a coordenadora de Cultura da Unesco, Isabel de Paula; o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Guanais e Queiroz; os prefeitos Célio Fleury (Corumbá de Goiás), Plínio Luís Nunes de Paiva (Crixás), Osvaldo Moreira Vaz (Hidrolina), Zilomar Antônio de Oliveira (Jaraguá), Sávio de Sousa Soares Batista (Pilar de Goiás), João Batista Cabral (Pirenópolis), Wilton Barbosa de Andrade (Posse), Mateus Félix Lopes (Santa Cruz de Goiás), Antônio da Penha Machado de Camargo (Santa Terezinha de Goiás), Wilmar Ferreira da Silva (São Francisco de Goiás) e João Henrique Duarte (representando prefeito de Palmeiras de Goiás, Vando Vitor Alves); e o deputado federal Adriano do Baldy.

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Já esgotou todo e qualquer tipo de negociação com a Enel”, diz Caiado

Governador destaca que empresa tem provocado diversos prejuízos no Estado e não cumpre acordo assinado. Deputados estaduais também criticam inércia, destacando que produtores ficam sem energia por até 11 di

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O governador Ronaldo Caiado voltou a criticar a qualidade do serviço prestado pela Enel, que não cumpre o plano de medidas que foi acordado para atender os consumidores goianos e tem causado prejuízos em todo o Estado por conta da falta de energia.

O governador destacou que irá “enfrentar o problema de frente”. “Vocês podem ter certeza, nós estamos aqui é para defender o Estado de Goiás”, afirmou. As queixas também partiram de deputados estaduais na Assembleia Legislativa, que compararam a empresa a um câncer.

O sentimento de má prestação de serviço da Enel é geral. Até outubro de 2019, o Procon Goiás registrou aumento de quase 50% no número de reclamações contra a empresa. De acordo com Caiado, todos estão sofrendo com o problema. “É o produtor rural, o cidadão urbano, empresas pequenas, de médio e grande porte. Todo mundo está sofrendo duramente”, lembrou o governador. “A falta de energia é generalizada. Todo mundo está jogando mercadoria fora”, completou

Por conta dessa situação, o chefe do Executivo disse que pediu ajuda ao presidente Jair Bolsonaro, já que o setor elétrico é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Já esgotou todo e qualquer tipo de negociação do Estado com a Enel. Não tem mais como mantermos essa situação. Eles assinaram um documento conosco, com a presença do ministro [de Minas e Energia, Bento Albuquerque], e do presidente da Câmara, [Rodrigo Maia]. Todos os diretores de alto escalão da América Latina falando pela empresa e depois nada acontece. O processo agravou ainda mais do que era”, protestou.

O governador se refere ao plano de investimento e acordo que foi assinado em agosto deste ano, em que Enel se comprometeu a ampliar a capacidade da rede e distribuição de energia. Uma das principais ações da Enel, de curto prazo, previa a liberação de carga e possibilidade de novas ligações sem a troca de transformadores. Além disso, o documento estabeleceu a construção e ampliação de várias subestações de energia por todo o Estado. Mas, até agora o que se vê são reclamações de todos os lados. A falta de energia em alguns casos ultrapassa o prazo de uma semana, provocado prejuízo para produtores, consumidores em geral e empresários.

Um dos danos que podem ocorrer por conta da inércia da Enel, ressaltou Caiado, é com relação a vacinação contra a febre aftosa. Isso porque se as doses não forem mantidas em temperatura ideal, a imunização do rebanho não surte efeito, por conta da qualidade da vacina. “Veja bem o risco que corremos, a maneira irresponsável com que a energia elétrica está sendo tratada. Nós vamos enfrentar esse problema de frente. Vocês podem ter certeza: nós estamos aqui é para defender o Estado de Goiás”, sublinhou Ronaldo Caiado.

As queixas da Enel também vêm de representantes na Assembleia Legislativa. O deputado Amauri Ribeiro disse que produtores rurais de Piracanjuba, Caçu e Palminópolis, sem energia, estão tendo prejuízos. “Tem gente que chega a ficar 11 dias sem energia. São perdas diversas na produção de carnes, verduras, leites e outros produtos apodrecendo. Empresários e produtores rurais querem investir, gerar emprego e renda, mas não recebem a energia elétrica”, afirmou.

O deputado Alysson Lima disse que a “Enel é um câncer que tem que ser extirpado de Goiás. Chegamos ao ponto que não dá mais para conversar”. O parlamentar afirmou que representantes da Enel tentaram se reunir a portas fechadas na Alego, mas ele não recebeu ninguém. “A Enel vai perder espaço em Goiás”, prevê.

Humberto Aidar comparou a atuação da Enel em Goiás como um matrimônio malsucedido. “É um casamento que já se tentou de tudo, mas não dá certo. Não vejo outro caminho a não ser a intervenção. Romper esse contrato e buscar outra companhia”, afirmou o deputado, ressaltando que a empresa não cumpre o contratado e não tem seriedade.

O parlamentar Henrique Arantes disse que a Enel cobra taxas abusivas e prejudica os produtores rurais. Ele também criticou o programa Luz Solidária, da empresa, que permite aos interessados trocar equipamentos antigos por modelos novos, com o objetivo de economizar energia elétrica. “Eles inflacionam o preço do novo, então, no fim, não tem economia nenhuma. O que a Enel faz é uma fraude com o consumidor goiano, ela vende tudo pela metade do dobro”, destacou.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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Santos bate Goiás no Serra Dourada por 3×0 e estaciona Verdão da Serrinha no BR-19

Goiás volta a campo dia 18 contra o Vasco em São Januário

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O Santos não teve dificuldades para vencer o Goiás, por 3 a 0, na tarde deste sábado, no Serra Dourada, e chegar ao quarto triunfo consecutivo no Campeonato Brasileiro. O venezuelano Soteldo, duas vezes, e Marinho fizeram os gols da partida. O Peixe não perde há cinco jogos na competição. A última vez foi em 20 de outubro, quando levou 2 a 0 do Atlético-MG. Depois, empatou com o Corinthians (0 a 0) e venceu Bahia (1 a 0), Botafogo (4 a 1) e Avaí (2 a 1).

Esse resultado fez com que o Santos chegasse a 64 pontos no Brasileiro — está em terceiro lugar —, enquanto o Goiás fica com 42. A próxima partida do Peixe será o clássico com o São Paulo, no próximo sábado, dia 16, às 17 horas, na Vila Belmiro. Já o time esmeraldino voltará a campo no dia 18, segunda-feira, às 19h30, quando visitará o Vasco em São Januário.

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