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Governo quita R$ 471 milhões em faturas do Ipasgo

Com pouco mais de 100 dias de gestão, Caiado ressalta avanços no instituto, quita dívidas, e prevê economia de R$ 35,9 milhões em 2019

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O governador Ronaldo Caiado tem trabalhado no sentido de garantir que os 600 mil usuários do Ipasgo tenham assistência em saúde garantida pelo instituto em todo o Estado. Em março, o Ipasgo quitou quase R$ 360 milhões em dívidas deixadas pela gestão anterior. O pagamento referente a janeiro de 2019, que soma R$ 113 milhões, também já foi iniciado. Ou seja, nos 100 dias do novo governo, o Estado conseguiu quitar R$ 471 milhões em faturas do Ipasgo. Além disso, medidas implantadas pela atual gestão têm expectativa de gerar economia anual de R$ 35,9 milhões em 2019.

Em balanço das atividades realizadas no Estado, nos 100 dias de gestão, o governador Ronaldo Caiado destacou que avanços estão acontecendo e que quer apresentar resultados positivos em curto espaço de tempo. “Desde que assumi estou pagando tudo certinho. Estamos em um esforço conjunto, reduzindo gastos e reavaliando contratos, para conseguir um pouco de fôlego. E, no Ipasgo, o Silvio não tem feito diferente”, assegurou.

Segundo o presidente do Instituto, Silvio Fernandes, o pagamento aos prestadores de serviços pela nova gestão começou em fevereiro, após levantamentos técnicos, negociação e a implantação de medidas de contenção de gastos para organizar as contas do Ipasgo. A ação foi necessária porque no cofre do Instituto havia apenas R$ 78,9 milhões e o órgão registrava déficit mensal de R$ 10,5 milhões.

O repasse de janeiro de 2019 começou a ser pago em 15 de abril. Foram repassados R$ 18,4 milhões para prestadores pessoa física. O valor restante, de R$ 95,7 milhões, direcionado aos cadastrados como pessoa jurídica será quitado nos próximos dias. Com relação às faturas de 2018, os valores devidos, referentes aos meses de setembro e outubro, que somavam R$ 122,7 milhões, foram pagos no dia 6 de fevereiro. Já o débito referente a novembro de 2018, avaliado em R$ 115,5 milhões, foi pago em fevereiro de forma escalonada: R$ 16 milhões no dia 20, e R$ 99,5 milhões em 28 de fevereiro.

A fatura referente a dezembro, que somava R$ 119,7 milhões, também foi escalonada e os pagamentos tiveram início em março. A primeira parcela, para pessoa física, correspondente a R$ 19,4 milhões, foi repassada em 21 de março. Já a quitação dos cadastrados como pessoa jurídica, no valor de R$ 100 milhões, começou no dia 27 de março e terminou no dia 29.

Segundo o presidente do Ipasgo, os pagamentos tinham que ser agilizados para não prejudicar os usuários do plano. “Nosso objetivo principal foi organizar, na medida do possível as contas do instituto, para quitar de forma ágil os débitos deixados pela gestão passada e manter a normalização dos atendimentos de saúde”, ressaltou Silvio.

Caiado diz que a luta para colocar em dia os pagamentos dos prestadores de serviço é um reconhecimento aos servidores estaduais e seus dependentes. “Quem penalizou o servidor público foi exatamente aqueles que diziam que os defendiam. Vamos fazer o possível para que os trabalhadores do Estado estejam protegidos e a assistência em saúde garantida, caso precisem”, afirma o governador.

Contenção de gastos
Outra ação paralela aos pagamentos dos prestadores de serviços também envolveu a implantação de medidas administrativas de contenção de gastos com pagamento de serviços e também revisão parcial de contratos e acordos. Essas medidas irão gerar ao órgão, ao final de 2019, uma economia de R$ 35,9 milhões.

Segundo Silvio Fernandes, uma comissão especial de transparência e eficiência foi montada no Ipasgo como parte da adesão do compliance público, em implantação em todas as pastas do Estado por determinação do governador Ronaldo Caiado. O trabalho desse grupo do Ipasgo está em andamento, mas os resultados já são mensuráveis. “Estamos agindo de forma responsável e transparente para levar confiança aos nossos usuários e aos prestadores”, sublinha Silvio.

Dentre as medidas já tomadas desde janeiro estão a redução da folha de pagamento dos colaboradores terceirizados, desativação de três postos de atendimentos obsoletos (usuários acessam os mesmos serviços pelo Vapt-Vupt) e regras para o uso inteligente de insumos, como papéis e tintas. Só esta última medida provocará uma economia anual de R$ 500 mil. Mensalmente, envolvendo todas as ações de racionalização, o valor chega a R$1,2 milhões, com projeção anual de R$ 14,6 milhões.

Com relação à revisão de contratos, o Ipasgo já analisou cerca de 60 acordos e realizou cortes em renovações e aditivos contratuais. Até o momento a previsão de economia com essa ação é avaliada em cerca de R$ 21,3 milhões. Cifra que pode aumentar com o avançar de novas análises da comissão especial.

Conforme prevê a lei 8.666, foram feitos cortes de 25% nos contratos e houve também suspensão de compras, que estavam em andamento desde 2018, mas foram avaliadas como desnecessárias no momento. Além disso, os contratos tiveram os períodos de validade reduzidos para 12 meses. Antes, eram previstos para 30. A medida reduz o volume de recurso empenhado e permite ao Ipasgo avaliar o serviço e aditivar o contrato conforme a realidade do momento futuro.

Em apenas um contrato com uma empresa de vigilância e segurança, a nova gestão conseguiu uma redução de mais de 60%, o que equivale a R$ 5,1 milhões. Para o serviço, foi realizado um novo pregão eletrônico. Com adaptações na licitação, a mesma empresa foi contratada para realizar as atividades ao valor de R$ 2,5 milhões em um período de 12 meses. Cifra bem abaixo do que recebia anteriormente, no valor de R$ 7,6 milhões.

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EXTRA | Comunicado da AHPACEG afirma que 17 hospitais de alta complexidade em Goiânia não possuem mais leitos disponíveis. Confira lista

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COMUNICADO – AHPACEG

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), legítima representante em Goiânia dos hospitais abaixo relacionados, cumprindo a recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás, informa à Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e operadoras de planos de saúde na capital que:

*Hoje, 3 de julho de 2020, às 18 horas, os hospitais associados da Ahpaceg não dispõem de vagas em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para a internação de pacientes adultos com suspeita ou confirmação de Covid-19*.

Amanhã, voltaremos a informar a taxa de ocupação de nossos hospitais, mantendo a transparência que sempre pautou nosso trabalho e tem referenciado nossa atuação nesta pandemia.

AHPACEG

*Goiânia*

Hospital Amparo

Hospital Clínica do Esporte

Hospital do Coração de Goiás

Hospital do Coração Anis Rassi

Hospital da Criança

Hospital de Acidentados

Hospital Infantil de Campinas

Hospital Ortopédico de Goiânia

Hospital Premium

Hospital do Rim

Hospital Samaritano de Goiânia

Hospital Santa Bárbara

Hospital Santa Helena

Hospital São Francisco de Assis

Instituto de Neurologia de Goiânia

Instituto Ortopédico de Goiânia

Hemolabor

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Professor da Fiocruz apoia isolamento intercalado em Goiás: “Medida é extremamente correta

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Três professores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram nesta semana uma visita a Goiás, ocasião em que avaliaram todos os dados sobre a pandemia da Covid-19, bem como as estratégias adotadas pelo governo estadual para evitar colapso no sistema de saúde. Com a conclusão dos trabalhos, o professor, pesquisador e médico sanitarista Daniel Soranz disse aprovar 100% a estratégia de isolamento social intermitente adotada por força de decreto pelo governador Ronaldo Caiado. “É uma medida extremamente correta”, frisou.

Ao longo de dois dias, Daniel e as professoras Paula Travassos e Andara Moreira fizeram uma série de visitas, inclusive ao Hospital de Campanha (Hcamp) de Goiânia, estruturado pelo Governo de Goiás, e à Vigilância Epidemiológica. “Verificamos o andamento da coleta de dados, as estatísticas e chegamos à conclusão de que esses 14 dias de isolamento social serão muito importantes”, salientou.

O professor pesquisador informou que os estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e que têm norteado as ações no Estado, “são excelentes” e devem, sim, ser considerados por projetarem a realidade da pandemia. A partir do último estudo, o governador decretou uma quarentena intermitente, começando com 14 dias de regras mais rígidas quanto ao funcionamento do comércio, e depois 14 dias de flexibilização. A estratégia visa evitar o colapso no sistema de saúde. A projeção da UFG é que o método, associado a um rastreamento de contatos, possa salvar mais de 10 mil vidas até setembro.

Daniel acredita que a baixa taxa de mortalidade em Goiás, quando comparada a outros Estados, está diretamente relacionada às ações preventivas que Caiado já tomou até aqui. Uma delas, exemplificou, foi o isolamento social adotado tão logo foram registrados os primeiros casos locais de Covid-19, contribuindo com o achatamento da curva de contaminação. “Também destaco todo o investimento na saúde e assistência ao paciente”, reforçou.

O pesquisador da Fiocruz elogiou o empenho da equipe clínica que trabalha nos hospitais de campanha, e também a estruturação das unidades de saúde promovida pelo Governo de Goiás. “Vale ressaltar a importância disso: a maioria dos hospitais vai ficar de legado, ou seja, poderão ser utilizados pela população depois que a pandemia passar”, enfatizou. Considerando só as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Caiado já inaugurou mais de 100 leitos em cidades como Catalão, Luziânia, Trindade, Porangatu, Águas Lindas e Itumbiara.

Tal legado mencionado por Daniel é uma das marcas que Caiado tem trabalhado para deixar em Goiás. Antes mesmo da pandemia, o governador já estava promovendo a regionalização da saúde, levando estrutura permanente para atendimentos especializados a todas as regiões do Estado. A ideia é acabar com a chamada “ambulancioterapia”, quando o paciente era submetido a longas viagens em busca de tratamento nos hospitais de Goiânia.

A Fiocruz realiza esse apoio técnico e institucional em Goiás a pedido de Caiado, que tem buscado diálogo com comunidades científicas e médicas em busca das decisões mais assertivas para combater a pandemia. “Viemos para desenhar uma análise conjunta e propor alguma correção de rumo ou reestruturação, mas não foi nada disso que a gente viu. O Estado tomou todas as medidas no tempo correto”, observou Daniel. “A parceria vai continuar para análise dos dados”, completou.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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