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Hackers mostram como sistema público é vulnerável a ataques virtuais

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Uma conta no Twitter registrada em nome do grupo de hackers Anonymous Brasil divulgou na internet senhas de e-mail, dados de um cartão corporativo, números de telefones e endereços vinculados a Jair Bolsonaro e aos seus filhos. Essa é a segunda vez em menos de um mês que o presidente se torna vítima de ataques vir­tuais. Em maio, Bolsonaro e a primeira-­dama tiveram os seus exames médicos capturados no sistema do Hospital das Forças Armadas (HFA). Os dois casos estão sendo inves­tigados pela Polícia Federal. Os responsáveis, se identificados, podem pegar até quinze anos de cadeia. A ação de hackers preocupa o governo. Além do presidente, órgãos públicos que armazenam informações sigilosas de milhões de brasileiros têm sido alvo de criminosos cibernéticos. Segundo levantamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), apenas no ano passado foram registrados 2 404 casos de invasão e tentativas de invasão aos computadores oficiais — uma média de seis incidentes por dia.

Os ataques virtuais vêm se tornando cada vez mais frequentes — e bem-­sucedidos. No mês passado, um grupo de hackers identificado como Digital Space, que já havia divulgado o resultado de exames médicos do presidente, colocou na rede os dados pessoais de milhares de integrantes das Forças Armadas. Poucos dias depois, o GSI recebeu a informação de que a senha do e-mail de um servidor do Palácio do Planalto também havia sido capturada. Muitos desses criminosos digitais invadem sistemas públicos por mera diversão, para criar constrangimento ou simplesmente para mostrar que são capazes. Mas há aqueles que miram negócios. “Uma base genérica de informações roubadas pode ser negociada por até 600 dólares”, afirma Filipe Soares, ex-oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e sócio da Harpia Tech, consultoria de segurança digital, especialista em monitorar criminosos e vazamentos nas redes.

PRIVACIDADE - Dados do presidente e da família dele foram expostos na rede

Não por acaso, os órgãos que mais sofrem ataques virtuais são o Dataprev e o Serpro. O primeiro é responsável por processar o pagamento mensal de 34,5 milhões de aposentadorias, enquanto o segundo gerencia dados e transações do governo, fornecendo tecnologia para a cobrança de multas de trânsito e do imposto de renda. Quando informações como essas caem em mãos erradas, os danos são gigantescos tanto para a imagem do governo, que deveria garantir a segurança pública, como para o cidadão, que tem a sua privacidade exposta. No ano passado, uma lista com dados pessoais de mais de 2 milhões de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) foi publicada num site. Em outra invasão, dados do sistema do Cadastro Nacional de Usuários do SUS foram adulterados — pessoas vivas foram colocadas como mortas, o que resultou em enormes transtornos para as vítimas. “Alguns órgãos públicos têm uma estrutura frágil e muito limitada para se defender dessas ofensivas”, diz Filipe Soares.

Leia nesta edição: como a crise fragiliza as instituições, os exemplos dos países que começam a sair do isolamento e a batalha judicial da família Weintraub

Um levantamento da Controladoria-Geral da União feito em 226 órgãos federais revelou que, em algumas dessas repartições, não havia sequer instrumentos básicos, como programas antivírus. As pastas mais vulneráveis são Cidadania, Educação e Ciência, Tecnologia. As limitações atingem até mesmo os órgãos responsáveis pela investigação de crimes cibernéticos. As ferramentas utilizadas pelo GSI estão há oito anos sem receber atualizações. É preo­cupan­te. Dois anos atrás, houve um vazamento de documentos reservados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, responsável por gerenciar informações estratégicas da região. Uma investigação para apurar o caso foi aberta, mas até hoje os criminosos não foram encontrados. “É muito difícil conseguir identificar e responsabilizar esses hackers”, reconhece um perito da Polícia Federal. Um desastre de grandes proporções é questão de tempo.

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Ministério da Saúde libera uso de vacinas da Janssen congeladas

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O Ministério da Saúde liberou o uso de vacinas da Janssen armazenadas de forma imprópria

Mais de 40 mil doses do imunizante contra a Covid-19 chegaram ao Distrito Federal no sábado (3)

As vacinas estavam “congeladas, abaixo da temperatura adequada”

O Ministério da Saúde liberou o uso das doses da vacina da Janssen que chegaram congeladas ao Distrito Federal. Segundo a pasta, os imunizantes contra o coronavírus podem ser aplicados na população de forma segura.

A quantidade representa 2,6% do total das 109,8 mil doses de vacinas da Janssen, Pfizer e AstraZeneca entregues entre sexta-feira (2) e sábado (3) ao Distrito Federal. O carregamento passou por vistoria e foi aprovado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), após a constatação de que a temperatura não influenciou a qualidade da vacina”, informou o Ministério da Saúde no Twitter.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal publicadas pelo portal G1, as 40,1 mil doses do imunizante que haviam chegado a Brasília estavam congeladas e, no momento, “indisponíveis para uso”.

Durante a conferência das doses na Rede de Frio Central, que armazena e distribui imunizantes em Brasília, foi observado que as vacinas “estavam congeladas, abaixo da temperatura adequada”, que é de 2°C.

Segundo a empresa de aviação Latam, as doses chegaram a Brasília às 8h41 deste sábado. Elas vieram do Aeroporto Internacional de Cumbica, localizado em Guarulhos (SP).

O Distrito Federal atingiu a marca de 1.005.782 pessoas vacinadas contra a Covid-19, o equivalente a 32,46% da população.

Na sexta-feira, foram aplicadas 17.019 doses, sendo 13.942 de primeira dose, 2.960 de segunda dose e 117 dose única, com a vacina da Janssen.

Ao todo, 344.171 pessoas tomaram as duas doses da vacina contra Covid-19 na capital e 15.881 se imunizaram com a dose única.

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HOJE | Vênus e Júpiter podem ser vistos próximos em fenômeno raro

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Vênus e Júpiter estarão mais próximos para quem observa da terra nesta quinta-feira, 11 num fenômeno raro conhecido como conjunção.

A conjunção é um fenômeno visual, segundo o professor e astrônomo amador, Maico Zorzan, membro do Clube de Astronomia Edmond Halley (Caeh).

“Quer dizer que, do ponto de vista do observador, que está na Terra, os astros parecerão estar mais próximos, mas na verdade não estão.

O que existe é um alinhamento, ou seja, estão na mesma direção, mas cada um está na sua órbita”, destacou em entrevista ao GMC Online.

O fenômeno raro se estende até a manhã de sexta-feira, 12 e graças à lua nova será visto com maior nitidez.

As conjunções poderão ser vistas no período da noite, mas o melhor horário para observar é de madrugada, próximo ao amanhecer.

Como identificar essa conjunção rara?

De acordo com o Farmer’s Almanac , o período de observação ideal é cerca de 30 minutos antes do nascer do sol em direção ao sudeste.

Nesse ponto, os planetas deveriam ter subido o suficiente acima do horizonte para serem vistos.

O sol ainda não começou a iluminar o céu, e você pode avistar Júpiter e Saturno brilhando muito próximos – apenas 0,4 graus de diferença.

Conjunções em fevereiro

No total, são 10 conjunções de planetas em fevereiro.

Vênus e saturno foram vistos próximo no último dia 06 de fevereiro, Mercúrio e a Lua, no dia 08 e a Lua com Vênus, Júpiter e Saturno nesta semana.

Veja o calendário as próximas conjunções:

13/02/2021 – Conjunção entre a Lua e Netuno/Vênus e Mercúrio;

15/02/2021 – Conjunção entre Júpiter e Mercúrio;

17/02/2021 – Conjunção entre a Lua e Urano;

18/02/2021 – Conjunção entre a Lua e Marte;

22/02/2021 – Conjunção entre a Lua e Mebsuta, estrela da constelação de Gêmeos;

23/02/2021 – Conjunção entre Saturno e Mercúrio.

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