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Haddad chama Bolsonaro ao debate

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Fernando Haddad (PT) procura formular estratégia para virar o jogo eleitoral (Reprodução)

Adversários no segundo turno da corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) trocaram farpas em uma rede social nesta terça-feira, com o petista respondendo a uma publicação do adversário chamando-o para um debate e recebeu como resposta que “quem conversa com poste é bêbado”.

Haddad respondeu no Twitter a uma publicação de Bolsonaro em que o ex-capitão do Exército classificou de história “para boi dormir” o fato de o petista ter reconhecido erros cometidos pelo seu partido.

“Essa história de o fantoche de corrupto admitir erros do seu partido é pra boi dormir. A corrupção nos governos Lula/Dilma não era caso isolado, era regra para governar. Por isso estão presos presidente, tesoureiros, ministros marqueteiros, etc, além de tantos outros investigados”, disparou Bolsonaro.

Em resposta, Haddad voltou a chamar o rival para debates. O ex-capitão do Exército tem sido orientado por médicos a não participar de debates entre os dois candidatos ao Planalto, após passar por duas cirurgias devido à facada que sofreu no início de setembro durante ato de campanha.

“Tuitar e fazer live é fácil, deputado. Vamos debater frente a frente, com educação, em uma enfermaria se precisar. O povo quer ver você aparecer na entrevista de emprego”, rebateu Haddad.

Bolsonaro, então, subiu ainda mais o tom, referindo-se ironicamente ao adversário como “Andrade” e insinuando que o petista poderá ser preso em breve.

“Senhor Andrade, quem conversa com poste é bêbado. Existe um que está preso por corrupção e você vai toda semana na cadeia visitá-lo intimamente além de receber ordens! Cuidado que pelo desenrolar das notícias reveladas você pode ser o próximo!”

O petista voltou a responder, publicando uma foto do estúdio em que é realizado o debate da TV Globo vazio e a mensagem: “Te espero aqui, deputado.”

Bolsonaro tem atacado Haddad pela relação que o rival tem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

Originalmente, Lula era o candidato petista à Presidência, mas ele teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por órgãos colegiados do Judiciário.

Haddad, que está registrado como um dos advogados de Lula, tornou-se o presidenciável do PT em 11 de setembro e visitava o ex-presidente toda segunda-feira. A última visita que fez a Lula foi no dia seguinte ao primeiro turno da eleição.

Após isso, o próprio Lula aconselhou o afilhado político a não mais visitá-lo, e Haddad tem buscado sinalizar ao centro para tirar a vantagem que Bolsonaro tem nas pesquisas e vencer o segundo turno, marcado para 28 de outubro

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“Estou de volta” diz Lula, que qualifica Bolsonaro de miliciano e tece duras críticas contra Sérgio Moro

Lula se refere a Bolsonaro como miliciano, pede perícia no caso Marielle e diz estar de volta para lutar

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Ao se reunir neste sábado 8 no Sindicato dos Metalúrgicos em São Paulo, o ex presidente Luis Inácio Lula da Silva (74), teceu duras críticas a atual política econômica, contra o Ministro Sérgio Moro e qualificou o presidente Jair Bolsonaro de miliciano.

Lula pediu ainda perícia no Caso Mariele e questionou a família Bolsonaro por possuir mais se 19 imóveis.

“Como essa gente consegue juntar tanto dinheiro? Durante a época em que eu fui presidente, o Bolsnaro, realizou apenas 8 discursos, e nenhum deles contra mim, mas sim contra a classe LGBT, as mulheres e pessoas menos favorecidas da sociedade” bravou

“Eu estou de volta” disse Lula sob aplausos de militantes.

No final do discurso Lula pediu união da esquerda e engajamento popular

“A esquerda vai vencer a ultra direita que nos tanto queremos derrotar” finalizou

Lula ainda é condenado pela justiça e está impedido de ser candidato pela lei da ficha limpa.

Foto: arquivo internet

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OAB quer investigação sobre espionagem da Lava Jato em conversas de Lula com advogados

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O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz entrará com um pedido para que o CNMP investigue procuradores da Operação Lava Jato por terem grampeado conversas de advogados com Lula, usando o conteúdo delas para traçar a sua própria estratégia de atuação processual contra o ex-presidente, informa a jornalista Mônica Bergamo.

A Folha de S.Paulo e o The Intercept Brasil revelaram que conversas de Lula com o advogado Roberto Teixeira foram grampeadas em 2016.

Deltan Dallagnol e outros procuradores debateram o assunto intensamente e enviaram o conteúdo das conversas ao então juiz Sergio Moro.

“O grampo ilegal, que violava o sigilo entre advogado e cliente, foi utilizado para planejar as estratégias jurídicas da Lava Jato”, diz o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

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