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Humanidade já esgotou recursos do planeta para este ano, diz ONG

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16.jul.1969 – Vista da Terra a partir do espaço, fotografada pela nave Apollo 11 quando viajava em direção à lua
A humanidade viverá no crédito a partir desta segunda-feira (29), pois já consumiu todos os recursos naturais (água, terra, ar limpo…) que o planeta oferece, segundo um cálculo realizado pela organização Global Footprint Network.

O chamado Dia da Sobrecarga, calculado desde 1986, chegou dois meses antes de 20 anos atrás e a cada ano se antecipa no calendário. Em 1993, ocorreu em 21 de outubro; em 2003, em 22 de setembro; e em 2017, 2 de agosto.

“O fato de que o dia da sobrecarga da Terra seja 29 de julho significa que a humanidade utiliza atualmente os recursos ecológicos 1,75 vez mais rápido” que a capacidade de regeneração dos ecossistemas, destaca a ONG em um comunicado.

“Gastamos o capital natural do nosso planeta, reduzindo ao mesmo tempo sua capacidade futura de regeneração”, adverte também a organização.

“O custo desta sobrecarga econômica mundial está se tornando cada vez mais evidente com o desmatamento, a erosão dos solos, a perda da biodiversidade e o aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Isto leva à mudança climática e a fenômenos climáticos extremos mais frequentes”, explica a organização, com sede na Califórnia.

Os modos de consumo apresentam enormes diferenças entre os países. “O Catar alcançou seu dia de sobrecarga depois de 42 dias, enquanto a Indonésia consumiu todos os recursos para o ano inteiro depois de 342”, destaca WWF, associada à Global Footprint Network.

“Se todo mundo vivesse como os franceses, precisariam de 2,7 planetas”, e se todo mundo adotasse o modo de consumo dos americanos, seriam necessárias cinco Terras.

Segundo a WWF, “diminuindo as emissões de CO2 em 50%, poderíamos ganhar 93 dias ao ano, isto é, atrasar no dia da sobrecarga da Terra até outubro”.

A pegada ecológica de cada indivíduo pode ser calculada em http://www.footprintcalculator.org

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Duelo histórico entre as Coréias do Norte contra o Sul no futebol sela novo momento diplomático. Veja como foi o jogo

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Terminou empatado em 0 a 0 o primeiro jogo oficial entre as vizinhas Coreia do Norte e Coreia do Sul, válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.

O duelo histórico aconteceu em Pyongyang, capital norte-coreana. Além do fator histórico – os países estão oficialmente em guerra há quase 70 anos, a partida também ficou marcada por um aspecto “diferente”.

O regime da Coreia do Norte impediu a presença de público, transmissão de TV e até mesmo fotógrafos no estádio Kim II-sung.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi o único a receber autorização para acompanhar o confronto.
A promessa norte-coreana é de enviar um DVD para o país vizinho com imagens do jogo. Os dois países já se enfrentaram em Pyongyang no início dos anos 90 em um amistoso

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Aos 97 anos, John B. Goodenough passa a ser a pessoa mais velha a ganhar o Nobel

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Americano ganhou o Nobel de Química pelo desenvolveu baterias de íons de lítio. Professor da Universidade do Texas, cientista vai quase todos os dias ao laboratório.

O americano John B. Goodenough, de 97 anos, passou a ser a pessoa mais velha a ganhar um prêmio Nobel. Ele ganhou nesta quarta-feira (9) o Nobel de Química ao lado do britânico M. Stanley Whittingham e do japonês Akira Yoshino.

Goodenough nasceu em 1922 em Jena, na Alemanha, e ocupa a Cadeira Cockrell em Engenharia na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.

Nobel de Química vai para trio que desenvolveu baterias de íons de lítio

Olof Ramström, membro do comitê do Nobel e professor de Química na Universidade de Massachusetts em Lowell, nos Estados Unidos, afirmou que Goodenough é um “cientista fantástico”.

“Ele trabalha nessa área há muitos, muitos anos, e nunca se aposentou. Então ainda está trabalhando até essa idade. Ainda vai ao laboratório quase todos os dias, até onde eu sei. E ainda está dando contribuições à comunidade no que diz respeito à ciência e ao desenvolvimento de baterias”, declarou.

Nobel de Química 2019

John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2019 pelo desenvolvimento de baterias de íon de lítio

Descoberta no início da década de 70, as baterias são usadas em celulares, notebooks e carros elétricos. Veja o perfil dos outros vencedores:

  • M. Stanley Whittingham, de 77 anos, é professor na Universidade Binghamton, parte da Universidade Estadual de Nova York, também nos Estados Unidos.
  • Akira Yoshino, de 71 anos, é professor na Universidade Meijo, em Nagoya, no Japão, e Membro Honorário da corporação Asahi Kasei, em Tóquio.
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