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“Implantamos plano emergencial para Materno Infantil muito antes do pedido de interdição”, ressalta secretário de Saúde

Secretário Ismael Alexandrino destacou que o Estado, desde 1º de janeiro, tem trabalhado para garantir segurança aos trabalhadores e a continuação do atendimento aos pacientes

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“Já estávamos executando um plano de trabalho para diminuir as deficiências. Pegamos um relatório do Corpo de Bombeiros com praticamente 30 apontamentos e já tínhamos executado boa parte deles. Faltavam 17 [na semana passada] e, desses, a gente está operacionalizando para executar”, declarou o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, em entrevistas concedidas nesta segunda-feira (06/05). Ele ressaltou que, “o Governo implantou plano emergencial muito antes do pedido de interdição” do Hospital Materno Infantil (HMI) feito pela Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRTE-GO), e a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) já trabalha para melhorar a estrutura do HMI, ao mesmo tempo em que busca uma solução definitiva para a unidade.

Ismael Alexandrino tratou do assunto em duas entrevistas, a primeira ao jornalista Jackson Abrão, de O Popular, e, na hora do almoço, ao Jornal Anhanguera 1ª edição. Nas duas oportunidades, o secretário destacou que equipes da Secretaria de Saúde passaram o final de semana trabalhando no Materno Infantil para agilizar as adequações e não prejudicar o atendimento. “Estamos trabalhando rapidamente para que, no prazo entre 15 a 30 dias, possamos resolver tudo que foi apontado e que motivou o Ministério Público do Trabalho a entrar com aquele termo de interdição”, relatou.

Na sexta-feira (03/05), a Justiça do Trabalho já havia suspendido o pedido de interdição do Materno Infantil, acatando pedido do Governo de Goiás que, por meio da Procuradoria-Geral (PGE-GO), impetrou ação cautelar pedindo nulidade do termo. Agora, o Estado cumpre prazo para demonstrar o cumprimento das exigências do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás. “Nós devemos resolver para que não coloque em risco a vida do trabalhador e para que tenhamos uma dinâmica, do ponto de vista de segurança, mais adequada”, explicou. Dentre as alterações, pontuou, estão troca do telhado, substituição de extintores de incêndio e retirada da central de gás, que já não era utilizada.

Novo Materno Infantil
Soluções de médio e longo prazo também têm sido buscadas pela equipe da SES-GO. Ismael Alexandrino contou que, inicialmente, o Governo de Goiás previa a construção de dois hospitais: um para tratamento de câncer e outro voltado para a cardiologia. Contudo, após a constatação da situação precária do HMI logo no primeiro dia de gestão de Ronaldo Caiado, os planos mudaram. “Dia 1º de janeiro estivemos no Materno Infantil, identificamos que esse seria prioridade em relação aos outros dois. Desde então, estamos trabalhando com a possibilidade de se construir um Materno Infantil robusto, pelo menos o dobro do que temos hoje.”

Ismael destacou ainda que é necessário reforçar a rede de atenção básica de Saúde. “Precisamos, em parceria com o município, fortalecer a atenção primária. Porque se existe um acompanhamento, existe uma atenção primária sólida, robusta, e só vão para o hospital aqueles casos mais graves, mais complexos”, argumentou o secretário.

Decisão midiática e irresponsável
O pedido de interdição do Hospital Materno Infantil foi duramente criticado pelo governador Ronaldo Caiado. Na última semana, Caiado classificou a determinação expedida por auditores fiscais da SRTE-GO como “midiática e irresponsável”, e ainda destacou que a medida, se aceita pela Justiça, poderia acarretar na demissão de cerca de 1,2 mil funcionários. “É tão inconsequente, que fico imaginando qual é o cuidado que essas pessoas têm com a vida de dezenas de crianças em estado grave. Chega a ser criminoso. É preciso que se entenda que não é possível criar uma equipe especializada para tratar de cada criança daquela, recém-nascida, num estado de tamanha gravidade. Dispersar dez pacientes em cada leito de um hospital A, B, C ou D é algo que eu qualifico como absurdo. Não há equipes, não há pessoas suficientes. Estamos tratando de vidas.”

O secretário de Estado de Saúde, Ismael Alexandrino, também tinha alertado do risco para a saúde pública que a interdição do HMI poderia causar em coletiva de imprensa concedida na quarta-feira (01/05). O hospital é o único de referência em pediatra, neonatal materno no Estado de Goiás, e fechá-lo é colocar em risco imediato as 159 pessoas que estão lá internadas e outros quatro mil pacientes assistidos na unidade todo mês. “Não negamos que a estrutura não é adequada, mas refutamos por completo a forma que foi tomada em relação à interdição. Consideramos uma medida totalmente desproporcional, que coloca em risco a vida das pessoas”, argumentou.

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“Vou entregar, ao final do meu mandato, um Entorno bem diferente do que recebi”, diz Caiado

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“Nós vivemos uma pandemia de corrupção generalizada, foi isso o que eu herdei”, afirmou o governador Ronaldo Caiado referindo-se ao Entorno do Distrito Federal, em entrevista remota, realizada, nesta quinta-feira (04/06), pelos integrantes da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno (ABBP). Essa realidade, no entanto, assegura Caiado, está prestes a mudar, graças às ações empreendidas pela gestão estadual para promover o desenvolvimento da região.

O Entorno do Distrito Federal foi a principal pauta do debate virtual, que reuniu vários repórteres de política da região e de Brasília, em mais de uma hora de entrevista. Na ocasião, o governador falou sobre o Hospital de Campanha de Águas Lindas, que será aberto oficialmente nesta sexta-feira, 5, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e vai atender casos confirmados e suspeitos de Covid-19.

“Vocês podem ter certeza absoluta de que vou entregar, ao final do meu mandato, um Entorno bem diferente do que recebi”, garantiu. As iniciativas tomadas, até o momento, já revelam um desenho em curso que se sustenta no tripé de atendimento à saúde nas cidades de Águas Lindas; Luziânia, que ganhou 40 leitos recentemente; e Formosa, para onde estão previstos um hospital estadual e uma policlínica, a exemplo da que foi implantada em Posse, no Nordeste do Estado.

Questionado pelos entrevistadores, Caiado falou também sobre a situação do Hospital Regional de Águas Lindas que, inclusive, já foi inaugurado por gestões anteriores sem nunca ter sido concluído. “Já realizaram show e inauguraram esse hospital, várias vezes, e nunca o concluíram. Você sabe que sou cauteloso com datas, mas até fevereiro do ano que vem, vamos estar com a unidade funcionando”, informou Caiado

O trabalho do governador para combater as desigualdades regionais extrapola a área da saúde. Ele comentou, por exemplo, sobre o fim do turno da fome nas escolas do Entorno; a estruturação da Rotam na região, visando mais segurança para a população; investimentos em cursos profissionalizantes e na implantação de pólos industriais (uma área em Santo Antônio do Descoberto vai sediar um dos maiores complexos do gênero no Estado); além do direcionamento dos incentivos fiscais para as localidades que apresentam os maiores índices de vulnerabilidade social.

Fundos Constitucionais

Durante a entrevista, o governador também destacou a importância de os governos de todas as esferas (federal, estadual e municipal) e de todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) trabalharem em convergência para benefício da população, não somente nesse período de pandemia, mas após a superação da crise.

Profundo conhecedor da legislação acerca dos fundos constitucionais, Caiado mais uma vez apontou a incongruência que há no recebimento de recursos entre Estados. “Os fundos constitucionais foram criados nas regiões (Centro-Oeste; Norte e Nordeste) que não tinham a mesma estrutura de logística e industrial de outras partes do País, e que, ainda, apresentavam um IDH e renda per capita baixos. Não é lógico Brasília, uma cidade administrativa, ter acesso a mais verba do que Goiás, que poderia investir esse dinheiro nas cidades do Entorno”, exemplificou.

“Além disso, querem negar atendimento à saúde dos goianos? Não é assim que se governa; eu não bloqueio a água do Rio Descoberto para o DF. É preciso parar de perpetuar essas desigualdades e de negar condições mínimas de sobrevivência e dignidade a uma população que tanto ajuda Brasília”, defendeu Caiado.

Sobre as ações de combate ao coronavírus, principalmente no Entorno, o governador lembrou que é imprescindível, além das iniciativas estaduais, a conscientização da população e o “braço forte” de autoridades locais. “Luziânia tem menos casos do que Valparaíso porque tem uma prefeita que se preocupa com a população. Você vai a Valparaíso e está tudo aberto, bar, boate, por isso, os registros aumentam”.

Por fim, Caiado ressaltou que, apesar da crise econômica que se avizinha, em função da pandemia, o Brasil e Goiás, entre outros Estados que estão sustentados no setor primário, vão ser os primeiros a superar a recessão, justamente porque o PIB tem um eixo muito forte na agropecuária.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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Governo de Goiás publica decreto com medidas de combate à crise hídrica em 2020

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Texto estabelece consumo humano e dessedentação de animais como prioridade pelos próximos 210 dias, quando o Estado enfrenta período de estiagem, além de elencar critérios para tomada de ações a fim de evitar qualquer espécie de racionamento no abastecimento da região metropolitana de Goiânia e de Anápolis

O Governo de Goiás publicou, na terça-feira (03/06), o decreto 9.670/2020, que declara situação de risco de emergência hídrica por 210 dias nas bacias hidrográficas do Alto Rio Meia Ponte e do Ribeirão Piancó e define as ações para garantir o uso prioritário da água. O principal objetivo é evitar qualquer tipo de racionamento no abastecimento da região metropolitana de Goiânia e Anápolis.

Em 2019, as ações intersetoriais comandadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) evitaram racionamento e rodízio em toda a região metropolitana, mesmo com a redução da vazão do Rio Meia Ponte a níveis críticos. Para este ano, as tratativas se iniciaram logo após o encerramento da operação de 2019, em novembro passado.

As primeiras medidas já tomadas pela Semad foram o levantamento completo das barragens da bacia e o estreitamento das relações com produtores rurais de toda a região, que foram essenciais em 2019, ao fornecer vazão ao rio com a abertura das descargas. “No ano passado, a abertura foi em regime emergencial, praticamente negociada caso a caso, uma vez que tivemos a pior estiagem em muitos anos. Para 2020, as medidas estão todas sendo planejadas, pré-estabelecidas com critérios e níveis, com a participação dos produtores e de entidades”, explica a secretária Andréa Vulcanis.

Outra medida, esta firmada junto à Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, possibilitou à Semad a instalação de sistemas de medição pelo modelo acústico doppler e de duas estações hidrológicas, uma em cada estação de captação de água nos municípios de Inhumas e Goiânia, que farão análise em tempo real da vazão da água.

Equipes técnicas realizaram a chamada batimetria, uma análise aprofundada do perfil do fundo do rio, essencial para os cálculos de vazão feitos pelo Cimehgo. Com as informações, o Gabinete de Crise Hídrica da Semad terá mais agilidade na tomada de decisões sobre a abertura de represas e outras ações.

As medições preliminares do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) apontam para uma redução ainda maior no regime de chuvas para 2020, uma sequência da queda que registrada desde 2017. O decreto estipula 30 dias para que os comitês das bacias hidrográficas do Meia Ponte e dos Rios Corumbá, Veríssimo e São Marcos definam as diretrizes, em acordo com a Semad, para o enfrentamento da crise hídrica.

O plano de ações foi dividido em três eixos principais. O primeiro, sob responsabilidade da Semad, fará a gestão da crise, definindo critérios de restrição de outorga, captação e, caso necessário, suspensão de abastecimento, estabelecerá a necessidade de instalação de sistemas de monitoramento telemétrico e de vazão, além de realizar comunicação com a sociedade e fiscalizar o cumprimento de medidas, entre outros.

O segundo eixo, sob comando da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), implementará medidas de apoio aos agricultores, visando a melhoria da eficiência de uso da água nas atividades agropecuárias, orientará os agricultores para o cumprimento da restrição de captação de água, adoção de sistema de monitoramento telemétrico e de vazão, conforme determinações da Semad e apoiará os produtores rurais na execução de ações de recuperação de pastagens degradadas na Bacia, dentre outras ações de conservação de solos e produção de água e realizar ações de estímulo à produção sustentável.

O terceiro eixo diz respeito a ações realizadas pela Saneago, que incluem a redução das perdas físicas de água na adução e rede de distribuição, apoio às medições telemétricas feitas em pontos de captação de água, aprimoramento dos mecanismos de barragens que possam ser utilizadas no escoamento com fins de reequilíbrio de vazão dos rios, realizar campanhas de educação e conscientização da população para economia de água, além do apoio aos programas de recuperação ambiental nas bacias hidrográficas promovidos pelo Governo de Goiás.

“A gestão ambiental do Estado começa o período de estiagem mais preparada do que nunca. Semad e demais setores do governo, com apoio das nossas forças de segurança, estão afinados no mesmo objetivo de manter a situação controlada mesmo com a redução dos níveis das bacias hidrográficas”

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) – Governo de Goiás

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