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Inquérito aponta que 1% da população já teve Covid-19 em Goiânia

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Inquérito Sorológico, realizado pela Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), aponta que na capital goiana 10.855 pessoas já podem ter sido infectadas pelo novo coranavírus. O dado, que foi apresentado em live na tarde quinta-feira (4/6), faz parte de uma coletagem para testes rápidos que ocorreu no dia 30 de maio em 2,4 mil domicílios da cidade, sendo que 18 casos testaram positivo, com uma prevalência da infecção de 0,75%.

Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Yves Mauro Ternes, que coordenou a primeira etapa do Inquérito Sorológico, pesquisa para identificar a contaminação das pessoas pelo novo coronavírus (covid-19), os trabalhos foram realizados com amostra de soro sanguíneo. “Para isso, as equipes realizaram coletas por punção venosa”, explicou. Segundo ele, foi promovido um sorteio de imóveis registrados no município que abrangeu os sete distritos sanitários de todas as regiões da capital.

“As visitas foram feitas em um único dia por equipes formadas por técnicos de enfermagem, enfermeiros, biomédicos, farmacêuticos e agentes de endemias, que realizaram o preenchimento de um questionário e posteriormente a coleta de sangue”, pontuou Yves Mauro, acrescentando que a pasta disponibilizou mais de 400 profissionais para realizar a primeira etapa da atividade. “Todos estavam devidamente uniformizados, com equipamentos de proteção individual e identificação com crachás”, sublinhou.

Os dados do inquérito foram apresentados pelo médico epidemiologista da UFG João Bosco Siqueira Júnior e mostram que 1 em cada 100 pessoas de Goiânia já se infectou com o coronavírus. “Por isso, e levando em consideração as informações da primeira etapa, a quantidade pode chegar a 10.855 infectados”, salientou o médico da UFG, frisando que os 18 casos positivos apresentaram anticorpos para vírus e não apresentaram os sintomas. “Essas pessoas que testaram positivo já foram informadas e receberam as devidas orientações da equipe da SMS”.

O médico epidemiologista lembrou ainda durante a transmissão da live, que alcançou mais de 3,2 mil pessoas no Facebook e mais de 3,1 mil pessoas no Instagram, que o teste permite identificar pessoas que têm anticorpos para a Covid-19. “Para tanto, o resultado dessa amostragem reflete a situação epidemiológica de Goiânia de 15 a 20 dias atrás”. De acordo com ele, nas últimas duas semanas os casos aumentaram em Goiânia e isso é reflexo da mudança de comportamento da população quanto ao isolamento social e as medidas sanitárias, “como o uso da máscara e a utilização do álcool em gel”, alertou.

Ao responder os questionamentos dos internautas, Yves Mauro Ternes lembrou que os dados apresentados não fazem parte do informe epidemiológico Covid-19, divulgado diariamente pela SMS e que a prevalência de 0,75% representa o cenário de pelo menos 10 dias antes da realização do inquérito. “Até aquele momento, o comportamento das pessoas estava sendo efetivo no controle da circulação do novo coronavírus, porém, o que temos observado nos últimos dias é um aumento da circulação das pessoas e este fato pode se refletir daqui a 10 ou 15 dias”.

Além disso, Yves deixou claro que o inquérito é fundamental e auxilia a gestão, sobretudo o Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus, na tomada de decisões da Prefeitura de Goiânia. “Mais duas amostragens serão realizadas pela administração municipal, uma mais provável que seja no dia 20 de junho e outra em julho, quando esperamos que seja o pico da doença em Goiânia”, contou. No encerramento, ele reafirmou que vírus está circulando cada vez mais e que é preciso ficar em alerta. “Hoje, por exemplo, temos 2.410 casos confirmados e 75 óbitos por coronavírus em Goiânia. Portanto, quem puder, fique em casa”, concluiu.

Mauro Júnio, da Diretoria de Jornalismo

Foto: Kamilla Oliveira

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MP-GO recomenda à CMTC não fechar terminais de ônibus sem estudo técnico prévio

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O Ministério Público de Goiás (MP-GO), por intermédio da 70ª Promotoria de Justiça de Goiânia e da Área do Meio Ambiente e Consumidor do Centro de Apoio Operacional (CAO), expediu recomendação à Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) para que não feche terminais e só promova alteração operacional no sistema de transporte da Região Metropolitana de Goiânia após realizar estudo técnico.

De acordo com os promotores de Justiça Maria Cristina de Miranda e Delson Leone Júnior, a CMTC deverá observar que as ações para resguardar a saúde pública, em especial contra o contágio pelo novo coronavírus, devem ser pautadas em evidências científicas e análises sobre as informações estratégicas em saúde. “Diante da possibilidade de interdição dos terminais, o MP recomenda à CMTC maior garantia de segurança e saúde aos usuários do transporte coletivo”, afirma Miranda.

Foi recomendado que a CMTC se abstenha de fechar ou impedir a entrada, pelos usuários, nos terminais de ônibus da Região Metropolitana de Goiânia, sem que seja realizado o estudo prévio. Segundo o documento, deverão ser apontadas quais linhas serão implantadas, definidas as rotas, instalados abrigos e promovida ampla divulgação, indicando a garantia de saúde e segurança dos usuários, sob pena de responsabilidade pessoal do agente público que executar ato contrário ao interesse público, ou sem a devida fundamentação técnica.

O MP-GO recomendou também que a CMTC, para suas deliberações e execuções, apresente à Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) e ao Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE/SMS) estudo técnico que identifique as peculiaridades do transporte público coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, e as características específicas da mobilidade local, preferencialmente por meio de pesquisa de origem e destino. Foi dado prazo de 24 horas para o envio de informações sobre o acatamento da recomendação

Ao expedir a recomendação, os promotores de Justiça levaram em consideração o Código de Defesa do Consumidor, que define ser direito básico do consumidor a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral e que os fornecedores de serviços públicos devem obrigatoriamente prestar serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Observaram ainda que a Lei Federal nº 8.987/95 (Lei das Concessões) preconiza que toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de um serviço adequado ao pleno atendimento aos usuários, definindo como serviço adequado aquele que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. (Texto: João Carlos de Faria/Foto: João Sérgio – Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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UPDATE COVID | Confira último boletim da SME sobre a pandemia na capital

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Diariamente a Secretaria Municipal de Saúde divulga boletim atualizado da pandemia do Coronavírus

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