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Lula, em live, comemora a chegada da pandemia e ignora números de mortos: “Ainda bem que a natureza criou”

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Lula avalia positivamente o impacto do coronavírus sobre agenda liberal: ‘Ainda bem que a natureza criou’

Em transmissão ao vivo, ex-presidente destacou positivamente o efeito que a a Covid-19 teria sobre doutrina à qual o governo Bolsonaro se diz alinhado

RIO – Em transmissão ao vivo nesta terça-feira, o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o novo coronavírus tem como impacto positivo o enfraquecimento de teses defendidas por adeptos à agenda do liberalismo econômico, cuja pedra angular consiste em interferências quase nulas do Estado na economia de uma nação. Paulo Guedes, ministro da Economia do governo do presidente Jair Bolsonaro, é alinhado a essa doutrina. Lula chegou a afirmar que “ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus”. Nas últimas 24h, o Brasil registrou 1.179 mortes em decorrência da Covid-19 , doença causada pelo vírus.

— Eu, quando eu vejo os discursos dessas pessoas falando… Quando eu vejo essas pessoas acharem que tem que vender tudo que é público e que tudo que é público não presta nada… Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises — afirmou Lula, comparando o momento atual com aquele atravessado em 2008, com a crise financeira global.

A declaração do ex-presidente ocorreu durante uma iniciativa promovida pela revista “Carta Capital” por meio de videochamada, ainda nos primeiros minutos de transmissão.

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EXTRA | Brasil supera EUA e se consolida como epicentro mundial do Coronavírus

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Novos dados consolidam o Brasil como o novo epicentro da pandemia do coronavírus no mundo. Um levantamento publicado nesta sexta-feira pelo Centro Europeu para o Controle e Prevenção de Doenças aponta o país sul-americano como líder no número de novas contaminações nos últimos 14 dias. Os dados desse período são considerados relevantes, pois indicam a curva da pandemia pelo mundo, justamente durante o prazo considerado como sendo de incubação do vírus.

Pela primeira vez, os indicadores da agência oficial da UE revelam que o Brasil superou os EUA em números de novos casos registrados do coronavírus nas últimas duas semanas. No país, foram 304,8 mil casos em duas semanas.

No país, foram 304,8 mil casos em duas semanas. No total desde o começo da crise, foram 614 mil casos e 34 mil mortes. Metade, portanto, de todos os novos casos ocorreram apenas em duas semanas. Nesse mesmo período, os EUA registraram 295 mil novos casos, contra 123 mil na Rússia..

Nesse mesmo período, os EUA registraram 295 mil novos casos, contra 123 mil na Rússia. No mundo, os últimos 14 dias registraram 1,5 milhão de novos diagnósticos positivos. Ou seja, 20% de todos os novos casos no mundo ocorreram no Brasil. O país, porém, tem apenas 2,7% da população mundial. Em termos gerais, o maior número de casos da covid-19 continua sendo registrado nos EUA, com 1,8 milhão de pessoas infectadas e 108 mil mortos..

A OMS, ainda que tenha dados defasados, também aponta para uma situação crítica no Brasil. Pelas tabelas da entidade, o Brasil é hoje o terceiro país com maior número de mortes e segundo em termos de casos. Considerando apenas os últimos sete dias, o Brasil lidera no mundo, segundo os dados da própria OMS.

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UPDATE COVID | Número de mortes no Brasil passa o da Itália e chega a 34.021; país agora é o 3º do mundo com mais óbitos

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Número de mortes no Brasil passa o da Itália e chega a 34.021; país agora é o 3º do mundo com mais óbitos

Nas últimas 24 horas, foram 1.473 registros – o maior balanço diário pela terceira vez consecutiva; com isso, o país fica atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos

O Brasil superou a Itália em número de mortos por complicações da Covid-19 nesta quinta-feira (4). Com mais um recorde diário de mortes, o país acumula 34.021 vidas perdidas durante a pandemia e está atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde.

Os principais dados do ministério são:

34.021 mortes, eram 32.548 na quarta (3)

Foram 1.473 registros de morte incluídos em 24 horas

614.941 casos confirmados, eram 584.016 na quarta

Foram incluídos 30.925 casos em 24 horas

325.957 pacientes estão em acompanhamento (53 %)

259.963 pacientes estão recuperados (41,5 %)

O balanço da quinta-feira, que foi divulgado por volta das 22 horas, registrou também 366 mortes que aconteceram nos últimos 3 dias. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, há mais 4.159 suspeitas que estão sob investigação.

O Brasil chegou a terceiro país com mais mortes no mundo 79 dias depois do registro da primeira vítima da Covid-19, em 17 de março.

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