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Lula pede impeachment de Bolsonaro

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não tem “estatura psicológica” para o cargo e deveria renunciar ou passar por um processo de impeachment, uma vez que aposta no caos em meio à pandemia de coronavírus.

Acho que estamos em uma situação complicada porque acho que Bolsonaro não tem uma estatura psicológica para continuar governando o país. Ou esse cidadão renuncia ou se faz um impeachment, porque não é possível que alguém seja tão irresponsável de brincar com a vida de milhões de pessoas como ele está brincando”, disse Lula em vídeo de uma conversa com o ex-candidato a presidente pelo PT Fernando Haddad, na quarta-feira.

Lula criticou duramente o pronunciamento feito por Bolsonaro na terça-feira à noite, em que o presidente reclama das medidas de isolamento social e fechamento de comércio e empresas decretadas por Estados, e disse que Bolsonaro “não se preocupa com a verdade” e quer “criar o caos social”.

“Os governadores e a sociedade estão com mais responsabilidade que ele, então ele fica apostando na desgraça para depois dizer: ‘Tá vendo eu, não falei?’, ‘Tá vendo, eu não avisei?’. Nós teremos muito mais problemas, e eles serão muito mais graves quanto menos responsável for o presidente da República”, afirmou Lula. 

A posição de Lula a favor do impeachment de Bolsonaro é uma mudança no discurso do ex-presidente. Há menos de um mês, durante viagem a Europa, Lula afirmou que havia alertado o PT que era preciso ter paciência.

“Eu tenho alertado o PT a ter paciência, porque nós temos que esperar quatro anos. A não ser que ele (Bolsonaro) cometa um ato de insanidade, cometa um crime de responsabilidade, e a gente então possa fazer o impeachment dele, mas se não fizer isso, nós não podemos achar que nós podemos derrubar um presidente porque não gostamos dele. Não podemos”, disse em entrevista ao jornal francês Le Temps. 

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Ministros do TSE discutem adiar eleições para fim do ano, mas descartam prorrogar mandatos

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Bolsonaro diz que governadores que pregam isolamento têm ‘medinho’ do vírus

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar governadores que defendem políticas de distanciamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus. Bolsonaro disse hoje duvidar que eles sairiam às ruas, como o presidente fez, porque têm “medinho” da covid-19, que já matou quase 300 pessoas no Brasil.

“Eu fui em Ceilândia e Taguatinga no fim de semana passado e fui massacrado pela mídia. Duvido que um governador desses, Doria [João, de SP], Moisés [Carlos, de SC], vá no meio do povo. Vai nada. ‘Tá’ com medinho de pegar vírus?”, desafiou o presidente em conversa com pastores em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro também disse querer que o povo volte a trabalhar, reforçando que “vai morrer gente”, sim, mas que não tem como fugir da pandemia. “Não pode deixar de trabalhar. Vamos cuidar dos idosos — você cuida do seu pai, eu cuido da minha mãe, que está viva. Por quê? A segunda onda que vem em função do desemprego vai ser terrível”, disse.

Ele também voltou a duvidar das justificativas que levaram países em todo o mundo a adotar medidas de distanciamento social. Como já explicaram a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o próprio Ministério da Saúde, o isolamento é importante para segurar a expansão da epidemia e, assim, evitar o colapso dos hospitais.

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