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Maia sobre denúncia contra Greenwald: “Jornalismo não é crime”

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), publicou em sua conta do Twitter que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o jornalista Glenn Greenwald, é um “ataque à liberdade de imprensa”.

“A denúncia contra o jornalista @ggreenwald é uma ameaça à liberdade de imprensa. Jornalismo não é crime. Sem jornalismo livre não há democracia”, disse o presidente da Casa.
O MPF em Brasília denunciou o jornalista Glenn Greenwald e mais seis pessoas pelo crime de invasão de celulares de autoridades brasileiras. Entre os demais denunciados estão os hackers que são investigados pela Operação Spoofing por terem cedido ao The Intercept os diálogos realizados entre o ex-juiz Sergio Moro e membros da Operação Lava Jato que deram origem ao escândalo chamado de Vaza Jato.

Em nota divulgada nesta terça-feira (21), o MPF ainda afirma que não haveria um problema em o jornalista Glenn Greenwald publicar as mensagens obtidas pelos hackers. O problema neste caso, segundo o MPF, foi Glenn ter tentado ajudar os hackers para tentar dificultar as investigações sobre a invasão dos celulares. Veja o que o MPF diz sobre essa questão da liberdade de imprensa:

“Quando um jornalista recebe informações que são produtos de uma atividade ilícita e age para torná-las públicas, sem que tenha participado na obtenção do conteúdo ilegal, cumpre seu dever jornalístico. No entanto, os diálogos demonstraram que Glenn Greenwald foi além ao indicar ações para dificultar as investigações e reduzir a possibilidade de responsabilização penal.”

O documento do MPF também revela o esquema de atuação dos seis hackers que foram denunciados junto com Glenn, de acordo com a apuração do Ministério Público Federal. Entenda o esquema desenhado pelo MPF:

“Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos atuavam como mentores e líderes do grupo. Danilo Cristiano Marques era “testa-de-ferro” de Walter, proporcionando meios materiais para que o líder executasse os crimes. Gustavo Henrique Elias Santos era programador, desenvolveu técnicas que permitiram a invasão do Telegram e perpetrava fraudes bancárias. Suelen Oliveira, esposa de Gustavo, agia como laranja e “recrutava” nomes para participarem das falcatruas.

E, por fim, Luiz Molição invadia terminais informáticos, aconselhava Walter sobre condutas que deveriam ser adotadas e foi porta-voz do grupo nas conversas com Greenwald”.

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Brasil

ESTADO MAIOR | Bolsonaro perde força, General Braga Netto assume Brasil em acordo com militares

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Acordo das Forças Armadas coloca Braga Neto como “presidente operacional”

A deliberação dos militares já teria sido comunicada, “com os devidos cuidados”, aos ministros e às principais autoridades dos Três Poderes, diz o site. “Pelo menos enquanto a grave situação de crise perdurar, o general será o “presidente operacional” do Brasil.

O óbvio aconteceu. Oficialmente o general de Exército Braga Neto assumiu o comando do governo Bolsonaro em um cargo que os meios militares estão chamando de Estado-Maior do Planalto.

Segundo o site DefesaNet, porta-voz oficioso do meio militar, não foi uma simples indicação de Bolsonaro, mas resultado de reuniões complexas, um acordo “por cima”, envolvendo ministros e comandantes militares e o próprio Bolsonaro.

Segundo o site, ”sua “missão” busca reduzir a exposição do presidente, deixando-o “democraticamente” (Apud Paulo Guedes) se comportar como se não pertencesse ao seu próprio governo. O general passa a enfeixar as ações do Executivo na crise. Pode, inclusive, contrariar as declarações de Bolsonaro”.

Não apenas isso.
“Ocorre após uma semana em que proliferavam ataques e notícias falsas, incluindo de setoristas que cobrem as Forças Armadas, em Brasília, com notícias delirantes sobre crítica dos militares ao governo.
A imprensa ansiosa por uma crise institucional, junto às oligarquias estaduais, mais a oligarquia do Congresso, não é apoiada pelos empresários e especialmente pelo sistema financeiro.
Este brincou no início da crise especulando contra o Real e na Bolsa, porém agora percebe que o risco de um possível crash bancário, pela TOTAL insolvência dos clientes, não pode ser descartado”.

Segundo o site, a frase do Comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, de que “talvez seja a missão mais importante da nossa geração”, foi traduzida como a luta contra o COVID-19. “Para os mais atinados, a mensagem foi clara”. Outro sinal, segundo o site, foi a Ordem do Dia alusiva a 31 de março, assinada pelos Ministros da Defesa, Fernando Azevedo, e os três comandantes militares.

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Ministros do TSE discutem adiar eleições para fim do ano, mas descartam prorrogar mandatos

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