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Ministério do Meio Ambiente não gastou 1% sequer da verba para preservação

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O Ministério do Meio Ambiente, comandado pelo ministro Ricardo Salles, não gastou 1% sequer da verba destinada a programas de preservação entre janeiro e agosto deste ano. Os dados são do relatório do Observatório do Clima, publicado nesta semana.

Segundo levantamento, que usou dados públicos do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento, nos primeiros oito meses do ano, o ministério tinha em caixa mais de R$ 26,5 milhões livres para investir, mas usou pouco mais de R$ 105 mil, o que corresponde a 0,4% do total.

O dinheiro do Ministério do Meio Ambiente serve, por exemplo, para planejar ações de prevenção e combate aos desastres ambientais, desde o combate às queimadas, que destroem biomas brasileiros como o Pantanal e a Amazônia, até os lixos no mar e o desmatamento.

Para se ter ideia, o plano que trata de biodiversidade, por exemplo, tinha no orçamento mais de R$ 1,3 milhões. Mas, até o fim de agosto, o ministério gastou só R$ 50 mil. Ou seja, 3,6% do total.

Há ainda áreas em que o dinheiro sequer foi utilizado, como no fomento a estudos relacionados às mudanças no clima. Até o fim de agosto, mais de R$ 6 milhões estavam no papel, porém nada foi utilizado.

Segundo o Observatório do Clima, não foram consideradas no relatório as ações do Ibama e do ICMBio, que têm autonomia para decidir sobre gastos, apesar de ligados ao Ministério do Meio Ambiente.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou, nesta terça-feira (15), que irá repassar R$ 3,8 milhões para ações de combate a incêndios no Mato Grosso do Sul, com foco na região do Pantanal, que está sendo destruído pelas chamas. No entanto, a ausência de planos efetivos contra as queimadas por parte dos órgãos responsáveis pode significar, além da perda de um dos biomas mais importante do mundo, um desperdício de dinheiro.

“A gente vê isso na pratica, que a falta de planejamento e prevenção causa esse tipo de desastre e depois você precisaria de muito mais dinheiro para conseguir conter”, diz Carina Pensa, bióloga e doutora em ciências ambientais.

O MMA alega que transferiu para o Ibama e o ICMBio praticamente toda verba para fiscalização e que mais de 85% dos recursos já foram usados. A reportagem entrou em contato com a pasta solicitando um posicionamento e querendo saber os motivos de não utilizar a verba, mas não obteve resposta até a publicação.

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Sancionado por Covas às vésperas da eleição, auxílio de R$ 100 não começou

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Nenhum trabalhador recebeu o auxílio emergencial paulistano de R$ 100 até agora, segundo a Prefeitura de São Paulo. Ainda há uma série de regras indefinidas, como a previsão de datas de pagamento, a forma como o dinheiro será depositado e quantas pessoas terão direito a ele

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SAÚDE NA PANDEMIA | Chás para desinchar e desintoxicar: teoria faz sentido, mas qual o limite recomendado?

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De uns tempos para cá, esse tipo de produto virou figurinha carimbada nas redes sociais de blogueiras, lojas de produtos naturais e até mesmo nos supermercados. E a promessa é tentadora: basta tomar a mistura de ervas para ficar com a silhueta mais fina. De acordo com especialistas, é preciso cautela antes de acreditar cegamente nas promessas da bebida. “Muitas plantas podem de fato ajudar a desinchar, pois têm ação diurética”, afirma a nutricionista e fitoterapeuta Vanderli Marchiori, fundadora da Associação Paulista de Fitoterapia. “Alguns fitoquímicos contam com propriedade anti-inflamatória, o que também ajuda nesse caso, já que normalmente o acúmulo de líquidos está relaciona um estado inflamatório em alguma parte do corpo”, acrescenta a nutricionista Lícia D´Ávila, que fez curso de iniciação em fitoterapia na USP (Universidade de São Paulo)..

Entretanto, a concentração dessas substâncias nas infusões não é muito grande e, por isso, não é possível esperar resultados muito intensos, principalmente se pessoa tiver quadros que levem a um inchaço mais acentuado, alterações hormonais ou no funcionamento dos rins, por exemplo.

Sem falar que o consumo desses chás em excesso pode desencadear problemas. “A produção de urina em grande quantidade pode provocar desidratação e perda de eletrólitos no organismo, como potássio e sódio, acarretando em alterações na contração muscular, tontura, sensação de fraqueza e até desmaio”, alerta a nutricionista Clarissa Hiwatashi Fujiwara, membro do Departamento de Nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e coordenadora de nutrição da Liga de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Além disso, quem tem tendência à pressão baixa deve ter um cuidado redobrado, pois a bebida pode causar a piora do quadro. “O mesmo vale para quem tem histórico de problemas cardíacos ou renais, pois a cafeína em abundância presente em alguns chás, como o verde e o mate, não é indicado nesses casos”, acrescenta D´Ávila. De acordo com Marchiori, o ideal é tomar no mínimo 300 mililitros e no máximo 1 litro por dia.

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