Conecte-se conosco

Mundo

Mortes por chuvas na Europa chegam a 170, e sobreviventes temem rompimento de diques

Publicado

em

A busca de sobreviventes das inundações provocadas pelas chuvas sem precedentes na Europa, ocorridas nos últimos dias, continuam neste sábado (17), enquanto o número de mortes na Alemanha e na Bélgica, os dois países mais atingidos, subiu para 170.

Ainda há centenas de desaparecidos, e o tom das autoridades alemãs é de lamento diante do pior desastre natural a atingir o país em mais de meio século. Ao menos 143 pessoas morreram na Alemanha, nos estados de Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado; outras 27 morreram na Bélgica.

Em Wassenberg, perto de Colônia, 700 pessoas tiveram que deixar suas casas na noite de sexta-feira (16) devido ao risco de rompimento de uma barragem. Segundo o prefeito da cidade, os níveis de água têm baixado, mas ainda é muito cedo para declarar que os moradores estão fora de perigo, motivo pelo qual ele classificou o trabalho das autoridades locais de “cautelosamente otimistas”.

No oeste do país, perto da fronteira com a Bélgica, a barragem Steinbachtal continua sob risco de rompimento, e cerca de 4.500 pessoas foram obrigadas a abandonar a região.

“Lamentamos com aqueles que perderam amigos, conhecidos, parentes”, disse o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, durante uma visita a Erfstadt, na Renânia do Norte-Vestfália, onde ao menos 43 pessoas morreram. Segundo ele, ainda levará semanas até que todos os danos causados pelas inundações sejam avaliados, o que deve demandar vários bilhões de euros.

Armin Laschet, premiê do estado e candidato à sucessão da primeira-ministra Angela Merkel, disse que deve iniciar nos próximos dias a articulação para viabilizar o apoio financeiro prometido aos afetados pela tragédia. Ele definiu o cenário como uma “catástrofe de magnitude histórica”. De volta de uma viagem aos EUA, a líder alemã deve visitar a região neste domingo (18).

Aos poucos, os moradores que tiveram que sair às pressas de suas casas ameaçadas pela água estão voltando, e muitos encontram um cenário desolador: casas destruídas, com paredes arrancadas pela força das enchentes, árvores caídas, veículos revirados, estradas e pontes intransitáveis e cortes no abastecimento de água potável e energia elétrica.

Na Bélgica, foram confirmadas ao menos 27 mortes, e cerca de 103 pessoas ainda estão desaparecidas ou incomunicáveis. “Infelizmente, temos que presumir que esse número continuará a aumentar nas próximas horas e dias”, disse o centro nacional de gerenciamento de crises por meio de um comunicado.

A Holanda também foi atingida pelas fortes chuvas, mas até este sábado as autoridades não registraram mortes. Os serviços de emergência, no entanto, continuam em alerta máximo, pois o transbordamento de rios ainda ameaça cidades e vilas, principalmente na província de Limburg, no sul do país.

Dezenas de milhares de moradores da região foram evacuados nos últimos dois dias, enquanto soldados, bombeiros e voluntários seguiram trabalhando freneticamente para reforçar diques e tentar conter, de alguma forma, as inundações.

Além da tragédia imediata, as chuvas sem precedentes dispararam um alerta sobre o perigo das mudanças climáticas. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, o aumento das temperaturas em nível global gera um acúmulo de energia na atmosfera que se dissipa por meio de eventos climáticos extremos, que tendem a se tornar cada vez mais poderosos e mais frequentes.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Vacinas contra covid podem render R$ 13 bilhões para Johnson & Johnson

Publicado

em

Por

Com a fabricação do imunizante contra o coronavírus, a companhia farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson planeja vender 2,5 bilhões de dólares (R$ 13 bilhões) em vacinas.

Conhecida por produzir a vacina de dose única, a empresa vende o antiviral a preço de custo. Apenas no segundo trimestre, foram arrecadados 164 milhões de dólares em distribuição do produto.

O imunizante foi aprovado em fevereiro com urgência nos Estados Unidos. Apesar da suspensão temporária após relatos de reações adversas em uma pequena parcela dos vacinados, o antiviral continuou a ser distribuído para a população americana e de outros países.

Além das vacinas, a companhia também lucrou com o aumento nas vendas de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal.

Continue Lendo

Mundo

VÍDEO | Após voo ao espaço, Bezos diz que ‘funcionários pagaram por tudo’. Declaração não pegou bem

Publicado

em

Por

  • A declaração não pegou muito bem
  • A Amazon vem saindo de forma negativa no noticiário quando se trata de funcionários
  • Em uma denúncia, colaboradores disseram que faziam xixi na própria estação de trabalho

Agradeço a cada funcionário da Amazon, a cada cliente. Vocês pagaram por isto tudo aqui”, disse o bilionário logo depois de voar com a New Shepard, da Blue Origin, empresa de exploração espacial fundada por ele em 2000.

A cápsula em que eles decolaram partiu de uma base no Texas para um voo que durou exatos 10 minutos e 22 segundos.

“Para mim, o momento de paz mais profunda foi olhar para a Terra, para a atmosfera. Todo astronauta, todos os que foram ao Espaço dizem isso, que se sentem pasmos e maravilhados de olhar para a Terra com toda sua beleza, mas também sua fragilidade. E eu assino embaixo”, disse. 

A cápsula em que eles decolaram partiu de uma base no Texas para um voo que durou exatos 10 minutos e 22 segundos.

“Para mim, o momento de paz mais profunda foi olhar para a Terra, para a atmosfera. Todo astronauta, todos os que foram ao Espaço dizem isso, que se sentem pasmos e maravilhados de olhar para a Terra com toda sua beleza, mas também sua fragilidade. E eu assino embaixo”, disse.

Xixi no trabalho e sindicatos

A Amazon não vem saindo bem no noticiário ultimamente. A empresa teve negar que os funcionários da companhia fizessem xixi e outras necessidades em sacos por não poderem parar para ir ao banheiro. Colaboradores confirmaram que fatos desse tipo aconteceram de verdade.

Em outro episódio, a companhia foi acusada de pressionar seus funcionários a votarem contra a formação de um sindicato.

Continue Lendo