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O telescópio capaz de ver coisas que ocorreram há 13 bilhões de anos

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Este observatório espacial é capaz de olhar para o ponto mais remoto do passado.

O Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), uma missão internacional das agências espaciais dos EUA (Nasa), Europa (ESA) e Canadá (CSA), está sendo construído há vários anos, a um custo bilhões de dólares acima do orçamento.

A previsão é que seja lançado em 2021 e fique posicionado a mais de um milhão de quilômetros da Terra.

De acordo com cientistas, ele será capaz de detectar qualquer galáxia no universo.

Mas uma peça chave do JWST é um instrumento construído por uma equipe de astrônomos e engenheiros de Edimburgo, na Escócia.

Trata-se do Miri (instrumento infravermelho médio), uma ferramenta projetada para medir a faixa de comprimento de onda de radiação infravermelha média.

O Miri, um dos quatro principais detectores do JWST, vai nos permitir olhar para o passado, para centenas de milhões de anos após o Big Bang, que teria ocorrido há mais de 13,5 bilhões de anos.

Como pode ver o passado?

A capacidade de olhar para trás no tempo é baseada no fato de que até mesmo a luz tem um limite de velocidade.

Ela percorre cerca de 300 mil quilômetros por segundo, o que significa que a luz do Sol leva mais de oito minutos para chegar à Terra.

Assim, devido ao tempo necessário para viajar pelo espaço, quanto mais distante um objeto estiver, mais longe vemos no tempo.

Assim, devido ao tempo necessário para viajar pelo espaço, quanto mais distante um objeto estiver, mais longe vemos no tempo.

O telescópio James Webb é perfeito para estudar mundos e planetas distantes que orbitam outros sóis — conhecidos como exoplanetas, porque existem fora do nosso sistema solar.

A existência do primeiro exoplaneta foi confirmada em 1995. E hoje sabemos que há mais de 4 mil deles.

O Miri vai permitir que os astrônomos observem eles com mais detalhes, incluindo suas atmosferas em busca de sinais de vida extraterrestre.

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Mundo

Listamos 40 países ou territórios que não foram atingidos pela pandemia Coronavírus. Fique por dentro e saiba mais

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O que o arquipélago deTuvalu, no Pacífico, e a antiga república soviética do Turcomenistão têm em comum? Ambas fazem parte de uma lista de nações e territórios que não declararam um único caso de coronavírus até 1º de abril.

Os últimos números oficiais compilados pela Universidade Johns Hopkins, dos EUA, mostram que a covid-19, doença causa pelo coronavírus, foi detectada em pelo menos 180 países e territórios, com o número global de infecções ultrapassando 956 mil.

Houve mais de 48 mil mortes, enquanto mais de 178 mil pessoas já se recuperaram.

Mas cerca de 40 locais em todo o mundo não registraram nenhuma infecção — pelo menos oficialmente.

Qual poderia ser a explicação para a ausência de casos confirmados nessas regiões?

A maioria dos casos é como o de Tuvalu: ilhas remotas com populações pequenas e sem um enorme fluxo de pessoas. Algumas delas: Samoa (Oceania), Micronésia (no Pacífico Ocidental), Santa Helena (Atlântico Sul), ilhas Mashall (Oceania).

egimes fechados

Em alguns lugares, a situação é um pouco mais complicada.

O Turcomenistão, um dos regimes mais repressivos do mundo, proibiu a palavra “coronavírus”.

Da mesma forma, há suspeitas sobre as informações oficiais que vêm da Coreia do Norte

O país está cercado por alguns dos países mais afetados, incluindo a China, onde a pandemia começou.

Mas o regime de Pyongyang ainda não declarou uma única incidência de Covid-19.

Guerra civil

Há temores de que um surto possa facilmente sobrecarregar o sistema de saúde norte-coreano, que foi severamente prejudicado por sanções internacionais por causa de seu programa de armas nucleares.

O Iêmen é outro caso.

A nação do Oriente Médio está em guerra, o que faz dos testes e registro de casos uma tarefa desafiadora.

A vizinha Arábia Saudita, em guerra contra os rebeldes houthis no Iêmen, anunciou no dia 31 de março que seu número de casos de coronavírus havia atingido 1.563.

E por fim, a Antártida. É o único continente livre de coronavírus.

Além de seu isolamento geográfico do resto do mundo, a Antártida também é um lugar muito pouco povoado, com presença humana restrita a estações de pesquisa internacionais.

Nações e territórios que ainda não têm ou divulgaram casos confirmados de coronavírus

Samoa Americana, Macau, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, Antártida, Malauí, Sudão do Sul, Países Baixos Caribenhos, Ilhas Marshall, Ilhas Spratly, Ilha Bouvet, Micronésia, Svalbard e Jan Mayen, Território Britânico do Oceano Índico, Nauru, Tadjiquistão, Ilha Christmas, Ilhas Cocos (Keeling), Ilha Norfolk, Tonga, Comores, Coreia do Norte, Turcomenistão, Ilhas Cook, Palau, Tuvalu, Ilhas Malvinas, Ilhas Pitcairn, Santa Helena, Vanuatu, Ilha Heard e Ilhas McDonald, Saint-Pierre e Miquelon, Wallis e Futuna, Kiribati, Samoa, Lesoto, Ilhas Salomão, Iêmen.

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EXTRA | Pandemia chega a 1 milhão de infectados com Coronavírus no mundo. Veja situação de Países

Os dados também mostram que 208 mil pessoas no mundo se recuperaram da doença, pouco mais de 20% do total.

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A pandemia global causada pelo novo coronavírus chegou nesta quinta-feira (2) ao patamar de 1 milhão de casos confirmados em todo mundo, com mais de 51 mil mortes nos mais de 170 países em territórios já atingidos pela doença.

É o que indica a última atualização do banco de dados da universidade Johns Hopkins, nos EUA, que faz a totalização dos casos e mortes mais cedo que a OMS e outros órgãos governamentais. Cinco países — EUA, Itália, Espanha, Alemanha e China — concentram mais de 60% dos contaminados.

Países com mais casos

Os EUA seguem como principal epicentro da covid-19 no mundo, com mais de 236mil casos, ou seja, 1 a cada 5 resultados positivos ocorreram no país. A mortalidade no país segue relativamente baixa, com 5,6 mil mortes.

A Itália, que tem 115 mil casos confirmados, o segundo maior número no mundo, segue com o maior número de óbitos: 14 mil, ou 27 % do total, o que significa que uma a cada quatro mortes por covid-19 aconteceram no país.

A Espanha está em segundo nesse quesito, com 10 mil mortos, e terceiro em número de casos, com mais de 110 mil.

Nos números desta quinta-feira, a Alemanha passou a China e agora tem o quarto maior número de casos do mundo, 85 mil. A mortalidade na Alemanha parece controlada, com pouco mais de mil óbitos.

Já a China, país onde a epidemia se originou, tem o quinto maior número de casos,  pouco mais de 82 mil. 

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