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PF apreende dinheiro na cueca de vice-líder do governo Bolsonaro em operação sobre desvios em verba do Covid-19

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A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira uma operação para investigar desvios em aplicação de recursos de combate ao novo coronavírus envolvendo parlamentares e apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR).

Os investigadores que cumpriam busca e apreensão contra o senador, em sua residência em Roraima, encontraram notas de dinheiro que totalizaram cerca de R$ 30 mil escondidas em seu corpo. Parte das notas de dinheiro estaria dentro do seu ânus e entre suas nádegas. A PF registrou em fotos e vídeos o momento dessa apreensão.

Além disso, os investigadores encontraram outros R$ 10 mil em sua residência.

A operação foi deflagrada com autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso para investigar desvios milionários em recursos de combate à pandemia destinados por meio de emendas parlamentares à Secretaria de Saúde de Roraima.

O senador é membro da Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanha a execução de recursos relacionados ao combate ao coronavírus.

Procurada, a assessoria de Chico Rodrigues confirmou que houve busca e apreensão na sua residência, mas afirmou desconhecer a apreensão de dinheiro com o senador.

Em 4 de outubro de 2017, o deputado Eduardo Bolsonaro chamou José Guimarães (PT-CE) de “deputado do cuecão”, em referência ao episódio no qual um assessor do parlamentar foi flagrado com dinheiro na cueca. No ano passado, ele voltou a chamar Guimarães de “deputado do cuecão” ao reclamar da resistência da oposição para votar a reforma da previdência.

Em março de 2016, o presidente Jair Bolsonaro, então como deputado federal, fez um discurso contra o PT no plenário da Câmara.

– Quero dizer ao líder do PT, que há pouco passou por esta tribuna, que presidencialismo de coalisão não é vale-tudo, não. Não é jogar ministério para cima e enfiar dinheiro na cueca de assessor parlamentar, não – disse Bolsonaro.

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Anvisa autoriza importação de matéria-prima para fabricação da CoronaVac pelo Butantan

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta quarta-feira autorizar a importação da matéria-prima da Sinovac necessária para que o Instituto Butantan fabrique a vacina “CoronaVac” contra a Covid-19, informou o órgão regulador em comunicado.

A decisão da Anvisa de autorizar a importação do insumo foi tomada em caráter excepcional após alegação do Instituto Butantan de que estaria havendo demorado na liberação dessa etapa. Nesta quarta (28), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a demora na liberação provocaria um atraso no coronograma de produção da vacina, a qual deveria ter sido iniciada na segunda quinzena de outubro.

Por ora, entretanto, não há vacina autorizada contra a Covid-19 no país. A CoronaVac está atualmente na terceira fase de testes.

A vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac Biotech é alvo de disputa política envolvendo o Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a negociação para adquirir as 46 milhões de doses. Contrariado, Bolsonaro mandou cancelar a compra – e o ministério, por sua vez, divulgou novo posicionamento afirmando que não havia intenção de compra.

A decisão da Anvisa foi aprovada por Doria, que festejou a autorização em seu perfil no Twitter.

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Bolsonaro diz que vai revogar decreto sobre iniciativa privada no SUS

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (28) que vai revogar o decreto que inclui a política de atenção primária em saúde dentro do escopo de interesse do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), publicado na terça-feira (27).

Segundo Bolsonaro, nunca houve a ideia de privatização do SUS (Sistema Único de Saúde), mas sim de melhoria da gestão.

A medida, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, gerou reação de especialistas em saúde, que temem uma “privatização” na área, hoje um dos pilares do atendimento no sistema público.

Em uma rede social, o presidente alegou que a proposta do governo era de que o usuário pudesse “buscar a rede privada com despesas pagas pela União”.

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