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Premiê britânico quer impedir entrada de variante brasileira do coronavírus no Reino Unido

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira que seu governo procura “maneiras de impedir” que uma variante do novo coronavírus encontrada no Brasil entre no Reino Unido.

“Estamos preocupados com a nova variante brasileira. E estamos tomando providências (para proteger o país) em relação à variante brasileira. Acho que é justo dizer que ainda temos muitas dúvidas sobre essa variante “, disse ele a um comitê parlamentar.

Trabalhos de sequenciamento genético do novo coronavírus conduzidos pela Fiocruz Amazônia indicam que esta nova linhagem do Sars-CoV-2, identificada em japoneses que estiveram no Amazonas, é inédita, tem origem no estado e pode ser mais infecciosa do que as demais que circulam no Brasil.

Em entrevista ao portal UOL, o pesquisador da instituição Felipe Naveca afirmou que a variante, identificada como B.1.1.28, sofreu uma série de mutações na chamada proteína spike, responsável pela infecção do patógeno nas células humanas.

De acordo com Naveca, as alterações identificadas no Japão foram comparadas com sequenciamentos de variantes identificadas no Amazonas entre abril e dezembro. A B.1.1.28 é a mais recorrente nesse período, identificada em 47% das amostras, mas há mudanças expressivas. O pesquisador afirma que há semelhanças com as variantes identificadas no Reino Unido e na África do Sul, mas sublinha que as mutações trazem indícios de que se trata de uma variação brasileira.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia relatou ainda que uma pesquisa independente conduzida pela parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Oxford (Reino Unido) chegou às mesmas conclusões “simultaneamente”. A definição em torno de uma nova variante brasileira, no entanto, depende de curadoria internacional e de estudos mais aprofundados, ainda segundo Naveca.

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EXTRA | Putin abandona acordo nuclear e pressiona Biden

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Trump é primeiro presidente dos EUA a sofrer dois impeachments; veja o que acontece agora

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Com a aprovação pela Câmara dos Representantes, Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. Mesmo assim ele continua no comando da Casa Branca.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment já quando o processo é aprovado na Câmara. Por isso que Trump pôde ter dois impeachments e ainda seguir presidente.

Mesmo derrotado na Câmara, ele segue como presidente até que ocorra o julgamento no Senado, que é o próximo passo do processo.

Na Casa ocorrerá um julgamento, com a Câmara selecionando parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente para os senadores.

Para que ele deixe o cargo é preciso que dois terços do Senado seja a favor do impeachment, ou seja, 67 votos a favor do processo.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Faltando apenas uma semana para a posse de Joe Biden como novo presidente do país, é bem difícil que o processo seja concluído antes disso. Isso porque o Senado só volta aos trabalhos após o dia 20, quando também passará a ser dividido com 50 democratas e 50 republicanos.

Apesar disso, a estratégia de parlamentares democratas – e dissidentes republicanos – não é necessariamente tirá-lo antes do fim do mandato, mas evitar que ele possa se candidatar novamente daqui quatro anos.

A questão agora é se haverá votos suficientes no Senado para confirmar o processo contra Trump. Diversos integrantes do partido Republicano defendem a saída do atual presidente, mas estão divididos se isso deve ocorrer via impeachment ou se ele apenas deve ser “esquecido” após deixar o cargo.

Nas últimas horas, a imprensa americana apontou que se o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, votar a favor do impeachment, provavelmente Trump será condenado por pelo menos 67 senadores. “Se Mitch for um voto sim, acabou”, disse um senador republicano para a CNN.

Ainda de acordo com a rede de notícias americana, McConnell estaria mais disposto a votar a favor do impeachment por não acreditar que Trump “desapareceria” do partido nos próximos anos e que seria necessária uma ação mais forte para garantir que ele não retorne em quatro anos.

O arrasto do processo de impeachment para depois da posse pode atrapalhar também os planos do novo governo de Joe Biden. Isso porque, nos EUA, os secretários (que têm cargos como de ministros no Brasil) precisam ter suas nomeações aprovadas pelo Senado.

Com o processo demorando para ser concluído, provavelmente haverá um atraso para a confirmação das nomeações feitas pelo democrata, que por sua vez pode ter dificuldades no início de governo para levar adiante projetos mais urgentes, como os de combate à pandemia do coronavírus.

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