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Brasil

PT aciona STF para obrigar Bolsonaro a adotar isolamento social contra Covid

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O PT acionou o STF para obrigar o presidente Jair Bolsonaro a adotar medidas de isolamento social

Desde o início da pandemia, Bolsonaro critica restrições adotadas por governadores para conter a pandemia

A ação foi distribuída ao ministro Marco Aurélio Mello

O PT entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para obrigar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a adotar medidas de isolamento social para conter a disseminação do coronavírus.

Segundo o portal UOL, a ação do partido busca “corrigir a omissão inconstitucional decorrente da carência de medidas de caráter administrativa e da passividade atribuída ao presidente da República, autoridade competente para implantar, no plano federal e em coordenação com as demais unidades da Federação, as providências urgentes e inadiáveis necessárias para combater o coronavírus”.

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Engenheiro cria ambulância “alternativa” e salva vidas na pandemia

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Em várias cidades indianas, um paciente precisa desembolsar 10 mil rúpias indianas (aproximadamente R$ 730), por um trajeto curto, de mais ou menos 3 quilômetros.

O que esse engenheiro fez foi construir um protótipo e vem levando os pacientes gratuitamente, das casas até o hospital mais próximo.

Até o momento, só há uma ambulância construída, devido a falta de matéria-prima, mas o engenheiro está em busca de um financiamento para adaptar os veículos em massa e ajudar mais pessoas sem dinheiro para o transporte em uma ambulância convencional.

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Brasil

No Dia das Mães, Bolsonaro ignora regras sanitárias e gera aglomeração com motoqueiros em Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mobilizou neste domingo (9) centenas de motoqueiros para um passeio por Brasília, o que provocou aglomeração de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

O presidente e diversos simpatizantes não utilizavam máscaras. Ao final do passeio, Bolsonaro cumprimentou apoiadores ao lado da entrada da residência oficial, contrariando mais uma vez recomendações sanitárias para a contenção da Covid, que já matou mais de 420 mil brasileiros.

Bolsonaro afirmou que a carreata, que percorreu as principais vias do centro de Brasília por cerca de uma hora, era uma homenagem ao Dia das Mães. Ele disse ainda que espera fazer passeios semelhantes em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Desde o início da disseminação do novo coronavírus, Bolsonaro tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população. O presidente já usou as palavras histeria e fantasia para classificar a reação da população e da mídia à doença.

Além dos discursos, o presidente assinou decretos para driblar decisões estaduais e municipais, manteve contato com pessoas na rua e vetou o uso obrigatório de máscaras em escolas, igrejas e presídios —medida que acabou derrubada pelo Congresso.

No começo deste ano, quando os números já apontavam para novo avanço da Covid no país, Bolsonaro afirmou que o Brasil estava vivendo “um finalzinho de pandemia”. Ele tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população.

Bolsonaro também distribuiu remédios ineficazes contra a doença, incentivou aglomerações, atuou contra a compra de vacinas, espalhou informações falsas sobre a Covid e fez campanhas de desobediência a medidas de proteção, como o uso de máscaras.

O presidente é o principal alvo da CPI da Covid do Senado, que investiga ações e omissões do governo na pandemia, além do repasses de verbas federais para estados e municípios.

Neste domingo, tanto na partida quanto na chegada do Alvorada, havia uma banda militar para fazer a trilha sonora do passeio do presidente.

Ele foi recebido de volta à residência oficial da Presidência com a música tema da série de televisão Game of Thrones e pelo Tema da Vitória, canção instrumental utilizada na vitória de pilotos brasileiros de F1.

Num discurso a apoiadores, ao lado do general e ministro Braga Netto (Defesa), Bolsonaro voltou a usar a expressão “meu Exército” e disse que os militares não irão para as ruas cumprir ordens de distanciamento social de prefeitos e governadores -o que nem está em discussão em estados e municípios.

“Tivemos problema gravíssimo no passado, algo que ninguém esperava, a pandemia. Mas aos poucos vamos vencendo. Podem ter certeza, como chefe supremo das Forças Armadas, jamais o meu Exército irá às ruas para mantê-los dentro de casa”, discursou o presidente.

O ato com motoqueiros foi convocado pelo próprio presidente, que durante a semana disse esperar o comparecimento de mil motociclistas. A Polícia Militar do Distrito Federal não fez estimativa de público.

O recorrente uso da expressão “meu Exército” por Bolsonaro tem sido criticado porque indica uma politização das Forças Armadas.

No final de março, Bolsonaro demitiu o então ministro Fernando Azevedo (Defesa), que segundo relatos vinha resistindo à pressão de Bolsonaro por um maior apoio do meio militar ao governo durante as ações da pandemia.

Como resultado, os comandantes das três Forças também entregaram seus cargos, desencadeando a maior crise militar no país desde a redemocratização.

Nas últimas semanas, Bolsonaro tem disparado ameaças de que pode editar um decreto contra as políticas de distanciamento social impostas por governadores e prefeitos -como o fechamento de comércios- e já afirmou que pode acionar os militares para impedir restrições a atividades econômicas.

Em seu discurso neste domingo para os apoiadores aglomerados em frente ao Alvorada, o presidente afirmou que a manifestação dos motociclistas não era uma “demonstração política”, mas de “amor à pátria” de todos aqueles que querem “paz, tranquilidade e liberdade”.

Na fala, o presidente chamou os motoqueiros de “nosso Exército” e disse: “O que vocês determinarem, nós faremos”. Nesse momento, muitos dos presentes gritaram “eu autorizo”, lema usado por apoiadores que sugere anuência à adoção de medidas autoritárias pelo mandatário.

Bolsonaro também defendeu que, nas eleições de 2022, seja instituído uma modalidade de voto impresso no Brasil, outra bandeira do bolsonarismo.

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