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Brasil

Queiroga culpa Pazuello por falta de vacinas para segunda dose

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O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, culpou o anterior, Eduardo Pazuello, pela falta de vacinas

Seis capitais continuam com a vacinação interrompida por falta de doses

Pazuello havia liberado o uso de vacinas reservadas como segunda dose para serem aplicadas como primeira dose

Seis capitais ainda não retomaram a vacinação da segunda dose contra o coronavírus. O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, culpou a estratégia do anterior, Eduardo Pazuello, que liberou todo o estoque disponível como primeira dose.

Para Queiroga, o atraso “decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose”. “Logo que houver entrega da Coronavac, [o problema] será solucionado”, disse ele. A vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac dependem de duas doses aplicadas em 28 dias para a imunização completa.

As seis capitais que continuam sem vacinar são: Aracaju, Fortaleza, Porto Alegre, Porto Velho, Recife e Rio de Janeiro.

Em fevereiro, Pazuello orientou as prefeituras a usar todo o estoque para garantir a primeira dose sem se preocupar com a segunda dose. “Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação”, justificou.

Dias depois, o Ministério da Saúde voltou atrás e disse que os estados e municípios deveriam reservar a segunda dose da Coronavac. Após um mês, a pasta autorizou que todas as vacinas armazenadas pelos estados e municípios para garantir a 2ª dose fossem utilizadas imediatamente como 1ª dose.

O Ministério da Saúde não seguiu a recomendação dos especialistas, que determina que se deve guardar vacinas com prazo de validade relativamente curto e que exigem duas doses.

Em 26 de abril, o novo ministro, Marcelo Queiroga, foi ao Senado para dizer que a orientação mudou e que, agora, o Ministério pede para que os estados armazenem metade do estoque para usar na segunda dose.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que a distribuição das vacinas “depende da disponibilização dos imunizantes pelos laboratórios”.

A pasta afirma que publica informes técnicos semanalmente com base no número de doses da vacina entregues pelos laboratórios, e pede para que estados e municípios sigam o Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19.

O ministério recomendou que aqueles que não tomaram a segunda dose dentro do prazo “completem o ciclo vacinal com os imunizantes do mesmo laboratório assim que disponível”. Com informações do portal G1.

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Brasil

Engenheiro cria ambulância “alternativa” e salva vidas na pandemia

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Em várias cidades indianas, um paciente precisa desembolsar 10 mil rúpias indianas (aproximadamente R$ 730), por um trajeto curto, de mais ou menos 3 quilômetros.

O que esse engenheiro fez foi construir um protótipo e vem levando os pacientes gratuitamente, das casas até o hospital mais próximo.

Até o momento, só há uma ambulância construída, devido a falta de matéria-prima, mas o engenheiro está em busca de um financiamento para adaptar os veículos em massa e ajudar mais pessoas sem dinheiro para o transporte em uma ambulância convencional.

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Brasil

No Dia das Mães, Bolsonaro ignora regras sanitárias e gera aglomeração com motoqueiros em Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mobilizou neste domingo (9) centenas de motoqueiros para um passeio por Brasília, o que provocou aglomeração de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

O presidente e diversos simpatizantes não utilizavam máscaras. Ao final do passeio, Bolsonaro cumprimentou apoiadores ao lado da entrada da residência oficial, contrariando mais uma vez recomendações sanitárias para a contenção da Covid, que já matou mais de 420 mil brasileiros.

Bolsonaro afirmou que a carreata, que percorreu as principais vias do centro de Brasília por cerca de uma hora, era uma homenagem ao Dia das Mães. Ele disse ainda que espera fazer passeios semelhantes em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Desde o início da disseminação do novo coronavírus, Bolsonaro tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população. O presidente já usou as palavras histeria e fantasia para classificar a reação da população e da mídia à doença.

Além dos discursos, o presidente assinou decretos para driblar decisões estaduais e municipais, manteve contato com pessoas na rua e vetou o uso obrigatório de máscaras em escolas, igrejas e presídios —medida que acabou derrubada pelo Congresso.

No começo deste ano, quando os números já apontavam para novo avanço da Covid no país, Bolsonaro afirmou que o Brasil estava vivendo “um finalzinho de pandemia”. Ele tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população.

Bolsonaro também distribuiu remédios ineficazes contra a doença, incentivou aglomerações, atuou contra a compra de vacinas, espalhou informações falsas sobre a Covid e fez campanhas de desobediência a medidas de proteção, como o uso de máscaras.

O presidente é o principal alvo da CPI da Covid do Senado, que investiga ações e omissões do governo na pandemia, além do repasses de verbas federais para estados e municípios.

Neste domingo, tanto na partida quanto na chegada do Alvorada, havia uma banda militar para fazer a trilha sonora do passeio do presidente.

Ele foi recebido de volta à residência oficial da Presidência com a música tema da série de televisão Game of Thrones e pelo Tema da Vitória, canção instrumental utilizada na vitória de pilotos brasileiros de F1.

Num discurso a apoiadores, ao lado do general e ministro Braga Netto (Defesa), Bolsonaro voltou a usar a expressão “meu Exército” e disse que os militares não irão para as ruas cumprir ordens de distanciamento social de prefeitos e governadores -o que nem está em discussão em estados e municípios.

“Tivemos problema gravíssimo no passado, algo que ninguém esperava, a pandemia. Mas aos poucos vamos vencendo. Podem ter certeza, como chefe supremo das Forças Armadas, jamais o meu Exército irá às ruas para mantê-los dentro de casa”, discursou o presidente.

O ato com motoqueiros foi convocado pelo próprio presidente, que durante a semana disse esperar o comparecimento de mil motociclistas. A Polícia Militar do Distrito Federal não fez estimativa de público.

O recorrente uso da expressão “meu Exército” por Bolsonaro tem sido criticado porque indica uma politização das Forças Armadas.

No final de março, Bolsonaro demitiu o então ministro Fernando Azevedo (Defesa), que segundo relatos vinha resistindo à pressão de Bolsonaro por um maior apoio do meio militar ao governo durante as ações da pandemia.

Como resultado, os comandantes das três Forças também entregaram seus cargos, desencadeando a maior crise militar no país desde a redemocratização.

Nas últimas semanas, Bolsonaro tem disparado ameaças de que pode editar um decreto contra as políticas de distanciamento social impostas por governadores e prefeitos -como o fechamento de comércios- e já afirmou que pode acionar os militares para impedir restrições a atividades econômicas.

Em seu discurso neste domingo para os apoiadores aglomerados em frente ao Alvorada, o presidente afirmou que a manifestação dos motociclistas não era uma “demonstração política”, mas de “amor à pátria” de todos aqueles que querem “paz, tranquilidade e liberdade”.

Na fala, o presidente chamou os motoqueiros de “nosso Exército” e disse: “O que vocês determinarem, nós faremos”. Nesse momento, muitos dos presentes gritaram “eu autorizo”, lema usado por apoiadores que sugere anuência à adoção de medidas autoritárias pelo mandatário.

Bolsonaro também defendeu que, nas eleições de 2022, seja instituído uma modalidade de voto impresso no Brasil, outra bandeira do bolsonarismo.

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