Conecte-se conosco

Agenda

Resultado das eleições municipais aponta para candidato “midiático” em 2022

Publicado

em

O resultado das eleições municipais deste ano no Brasil mostra um fortalecimento de partidos tradicionais do chamado Centrão. Deysi Cioccari, cientista política e pós-doutora em Comunicação, afirma que a pandemia causada pelo coronavírus foi um dos motivos para o sucesso de políticos já conhecidos.

Com a redução do tempo de propaganda eleitoral, com a pandemia e sem o boca a boca na campanha, os políticos que sairiam favorecidos seriam inevitavelmente do Centrão, ou seja, políticos mais conhecidos, antigos na política brasileira, com dinheiro e com histórico tanto familiar quanto político”.

Entre as legendas que tiveram maior crescimento nas eleições municipais deste ano, estão DEM, PP e PSD. MDB continua liderando no número de prefeitos e de vereadores, mas encolheu na comparação com 2016.

Enquanto o DEM teve um crescimento de mais de 70% no número de prefeituras conquistadas, o PP apresentou um aumento de 35,8% e o PSD registrou um número de prefeitos eleitos 18,7% maior neste ano. Os índices ainda podem aumentar, já que os três partidos disputam segundo turno em algumas cidades.

O fim das coligações na eleição proporcional – para as Câmaras municipais, no caso – também justifica o fortalecimento do Centrão.

“Os partidos mais fortes ficaram mais fortes. Partidos com mais dinheiro e mais poder se tornaram mais poderosos. E os líderes que têm legado. Ninguém presta atenção no nosso histórico político, mas esse tipo de decisão fortaleceu os mais fortes”, analisa Deysi Cioccari, que é professora da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

No número de vereadores eleitos, o PP passou a ocupar a segunda colocação entre os partidos com mais vereadores, com 6,3 mil eleitos. A legenda registrou aumento de 34% no comparativo com 2016, quando estava na terceira posição.

Já o PSD agora ficou em terceiro lugar, com 5,6 mil vereadores e um crescimento de 22% em relação ao último pleito municipal. Em 2016, o partido ocupava a quarta colocação no número de vereadores.

Apesar de estar na quinta posição, o DEM teve um aumento de quase 50% no número de vereadores eleitos neste ano.

BOLSONARO

A avaliação de Deysi Cioccari é de que o desempenho de aliados e apadrinhados do presidente Jair Bolsonaro nas eleições municipais não pode ser considerado como reflexo da popularidade dele nas urnas.

“Os estudos da ciência política mostram que a transferência de votos em eleição municipal é muito mais forte de governador para prefeito do que de presidente. São eleições muito diferentes. A pauta municipal é completamente outra”, declara.

Na opinião dela, a eleição municipal deste ano indica que, no pleito presidencial de 2022, teremos um “animal político midiático” como vencedor e cita como exemplo a disputa pela Prefeitura de São Paulo pelos candidatos Bruno Covas (PSDB), atual prefeito, e Guilherme Boulos (PSOL).

“A minha aposta é de que quem for mais midiático leva. As propostas são pertinentes, mas hoje votamos em personagens, e as eleições de São Paulo demonstram isso. De um lado, o legado político, votar no que já conhecemos, e do outro quem soube trabalhar a imagem com o devido respeito e espaço proporcionados pela esquerda”.

No entanto, a cientista política avalia que o resultado das eleições já pode ter uma influência no governo do presidente Bolsonaro, que se aliou aos partidos do Centrão.

“Bolsonaro deve rifar caro o seu governo com esse fortalecimento do Centrão”, aponta.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agenda

Sancionado por Covas às vésperas da eleição, auxílio de R$ 100 não começou

Publicado

em

Por

Nenhum trabalhador recebeu o auxílio emergencial paulistano de R$ 100 até agora, segundo a Prefeitura de São Paulo. Ainda há uma série de regras indefinidas, como a previsão de datas de pagamento, a forma como o dinheiro será depositado e quantas pessoas terão direito a ele

Continue Lendo

Agenda

SAÚDE NA PANDEMIA | Chás para desinchar e desintoxicar: teoria faz sentido, mas qual o limite recomendado?

Publicado

em

Por

De uns tempos para cá, esse tipo de produto virou figurinha carimbada nas redes sociais de blogueiras, lojas de produtos naturais e até mesmo nos supermercados. E a promessa é tentadora: basta tomar a mistura de ervas para ficar com a silhueta mais fina. De acordo com especialistas, é preciso cautela antes de acreditar cegamente nas promessas da bebida. “Muitas plantas podem de fato ajudar a desinchar, pois têm ação diurética”, afirma a nutricionista e fitoterapeuta Vanderli Marchiori, fundadora da Associação Paulista de Fitoterapia. “Alguns fitoquímicos contam com propriedade anti-inflamatória, o que também ajuda nesse caso, já que normalmente o acúmulo de líquidos está relaciona um estado inflamatório em alguma parte do corpo”, acrescenta a nutricionista Lícia D´Ávila, que fez curso de iniciação em fitoterapia na USP (Universidade de São Paulo)..

Entretanto, a concentração dessas substâncias nas infusões não é muito grande e, por isso, não é possível esperar resultados muito intensos, principalmente se pessoa tiver quadros que levem a um inchaço mais acentuado, alterações hormonais ou no funcionamento dos rins, por exemplo.

Sem falar que o consumo desses chás em excesso pode desencadear problemas. “A produção de urina em grande quantidade pode provocar desidratação e perda de eletrólitos no organismo, como potássio e sódio, acarretando em alterações na contração muscular, tontura, sensação de fraqueza e até desmaio”, alerta a nutricionista Clarissa Hiwatashi Fujiwara, membro do Departamento de Nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e coordenadora de nutrição da Liga de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Além disso, quem tem tendência à pressão baixa deve ter um cuidado redobrado, pois a bebida pode causar a piora do quadro. “O mesmo vale para quem tem histórico de problemas cardíacos ou renais, pois a cafeína em abundância presente em alguns chás, como o verde e o mate, não é indicado nesses casos”, acrescenta D´Ávila. De acordo com Marchiori, o ideal é tomar no mínimo 300 mililitros e no máximo 1 litro por dia.

Continue Lendo
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com