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Semas Goiânia identifica indícios de fraude no Bolsa Família e aciona Polícia Federal

Primeiros levantamentos dão conta de que funcionários públicos estariam inserindo, indevidamente, dados de usuários no sistema de cadastro do Bolsa Família que, a princípio, não se enquadrariam no perfil dos beneficiários do programa social

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Investigação feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) encontrou indícios de fraudes no programa Bolsa Família em Goiânia. A apuração teve início a partir de denúncia de beneficiários que não estariam recebendo o benefício há vários meses, mesmo estando com a situação regular e cumprindo com todas as exigências do programa.

Após constatar as irregularidades, a diretoria da Semas acionou a Polícia Federal e forneceu toda a documentação levantada para o esclarecimento dos fatos e a punição dos responsáveis. O titular da Semas, Robson Azevedo, participará da coletiva que ocorrerá logo mais, às 10 horas, na sede da Polícia Federal.

Assim que recebeu as primeiras denúncias, a diretoria da Semas solicitou à Gerência de Benefícios Sociais o levantamento dos cadastros suspeitos e uma investigação interna técnica sobre as ações dos cadastradores lotados na secretaria e de beneficiários. Foi feita também o checagem de dados junto à Caixa Econômica Federal, responsável pelo sistema do Cadastro Único dos programas sociais.

Entre as irregularidades constatadas, havia usuários que por vários meses não recebiam seus benefícios e outros que não chegaram a receber seus cartões nos endereços fornecidos, mesmo tendo seu cadastro atualizado.

O trabalho de investigação da Semas verificou que vários cadastros foram atualizados sem a presença física do titular do Número de Identificação Social (NIS) e a ausência da assinatura exigida durante o cadastramento ou recadastramento. Também foi constatado o registro de cadastros de usuários no sistema via whatsapp, sem a presença do responsável familiar e também grupo familiar com mais de duas pessoas como titular beneficiário.

Além disso, foram encontrados vários grupos familiares registrados no mesmo endereço, sem residir no local.

Segundo a Semas, os indícios de fraudes envolvem servidores públicos e todos os fatos serão esclarecidos pela Polícia Federal, que abriu inquérito e desencadeou uma operação na secretaria, a pedido da própria Semas.

Fonte: Secom da Prefeitura de Goiânia

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EXTRA | Comunicado da AHPACEG afirma que 17 hospitais de alta complexidade em Goiânia não possuem mais leitos disponíveis. Confira lista

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COMUNICADO – AHPACEG

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), legítima representante em Goiânia dos hospitais abaixo relacionados, cumprindo a recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás, informa à Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e operadoras de planos de saúde na capital que:

*Hoje, 3 de julho de 2020, às 18 horas, os hospitais associados da Ahpaceg não dispõem de vagas em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para a internação de pacientes adultos com suspeita ou confirmação de Covid-19*.

Amanhã, voltaremos a informar a taxa de ocupação de nossos hospitais, mantendo a transparência que sempre pautou nosso trabalho e tem referenciado nossa atuação nesta pandemia.

AHPACEG

*Goiânia*

Hospital Amparo

Hospital Clínica do Esporte

Hospital do Coração de Goiás

Hospital do Coração Anis Rassi

Hospital da Criança

Hospital de Acidentados

Hospital Infantil de Campinas

Hospital Ortopédico de Goiânia

Hospital Premium

Hospital do Rim

Hospital Samaritano de Goiânia

Hospital Santa Bárbara

Hospital Santa Helena

Hospital São Francisco de Assis

Instituto de Neurologia de Goiânia

Instituto Ortopédico de Goiânia

Hemolabor

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Professor da Fiocruz apoia isolamento intercalado em Goiás: “Medida é extremamente correta

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Três professores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram nesta semana uma visita a Goiás, ocasião em que avaliaram todos os dados sobre a pandemia da Covid-19, bem como as estratégias adotadas pelo governo estadual para evitar colapso no sistema de saúde. Com a conclusão dos trabalhos, o professor, pesquisador e médico sanitarista Daniel Soranz disse aprovar 100% a estratégia de isolamento social intermitente adotada por força de decreto pelo governador Ronaldo Caiado. “É uma medida extremamente correta”, frisou.

Ao longo de dois dias, Daniel e as professoras Paula Travassos e Andara Moreira fizeram uma série de visitas, inclusive ao Hospital de Campanha (Hcamp) de Goiânia, estruturado pelo Governo de Goiás, e à Vigilância Epidemiológica. “Verificamos o andamento da coleta de dados, as estatísticas e chegamos à conclusão de que esses 14 dias de isolamento social serão muito importantes”, salientou.

O professor pesquisador informou que os estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e que têm norteado as ações no Estado, “são excelentes” e devem, sim, ser considerados por projetarem a realidade da pandemia. A partir do último estudo, o governador decretou uma quarentena intermitente, começando com 14 dias de regras mais rígidas quanto ao funcionamento do comércio, e depois 14 dias de flexibilização. A estratégia visa evitar o colapso no sistema de saúde. A projeção da UFG é que o método, associado a um rastreamento de contatos, possa salvar mais de 10 mil vidas até setembro.

Daniel acredita que a baixa taxa de mortalidade em Goiás, quando comparada a outros Estados, está diretamente relacionada às ações preventivas que Caiado já tomou até aqui. Uma delas, exemplificou, foi o isolamento social adotado tão logo foram registrados os primeiros casos locais de Covid-19, contribuindo com o achatamento da curva de contaminação. “Também destaco todo o investimento na saúde e assistência ao paciente”, reforçou.

O pesquisador da Fiocruz elogiou o empenho da equipe clínica que trabalha nos hospitais de campanha, e também a estruturação das unidades de saúde promovida pelo Governo de Goiás. “Vale ressaltar a importância disso: a maioria dos hospitais vai ficar de legado, ou seja, poderão ser utilizados pela população depois que a pandemia passar”, enfatizou. Considerando só as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Caiado já inaugurou mais de 100 leitos em cidades como Catalão, Luziânia, Trindade, Porangatu, Águas Lindas e Itumbiara.

Tal legado mencionado por Daniel é uma das marcas que Caiado tem trabalhado para deixar em Goiás. Antes mesmo da pandemia, o governador já estava promovendo a regionalização da saúde, levando estrutura permanente para atendimentos especializados a todas as regiões do Estado. A ideia é acabar com a chamada “ambulancioterapia”, quando o paciente era submetido a longas viagens em busca de tratamento nos hospitais de Goiânia.

A Fiocruz realiza esse apoio técnico e institucional em Goiás a pedido de Caiado, que tem buscado diálogo com comunidades científicas e médicas em busca das decisões mais assertivas para combater a pandemia. “Viemos para desenhar uma análise conjunta e propor alguma correção de rumo ou reestruturação, mas não foi nada disso que a gente viu. O Estado tomou todas as medidas no tempo correto”, observou Daniel. “A parceria vai continuar para análise dos dados”, completou.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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