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Sinopse da política em Goiás

Análise dos fatos políticos. Por Cloves Reges

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O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), derrotado nas urnas para o senado em outubro próximo passado, passou rapidamente por Goiânia na última semana. Esteve reunido com o atual governador, José Eliton, em encontro reservado no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Segundo fontes próximas ao tucano, ele estaria “dando um tempo” em São Paulo, estado que será governado por seu amigo também tucano João Doria.

 

Alternativa

Fiasco nas urnas em Goiás, réu em ação penal por corrupção passiva e recentemente preso em operação do Ministério Público Federal, é possível, dizem nos bastidores, que Marconi Perillo possa ser aproveitado no governo do amigo João Doria ou até mesmo no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Essa segunda hipótese soa menos provável, mas…

 

Juntar os cacos ou moer de vez

O MDB goiano ainda não se “juntou” depois da eleição de outubro último. O partido, que caminhou dividido entre a candidatura de Ronaldo Caiado, o vencedor do pleito, e de Daniel Vilela, atual presidente da legenda, ainda não se definiu se será oposição ou situação em Goiás. Os processos de expulsão dos prefeitos que apoiaram Caiado continuam caminhando, o que é um indicativo de que prevalecem resquícios de mágoas. Para Daniel, o MDB saiu vencedor dessas eleições, condição contestada pela realidade. O partido tinha dois deputadores federais e quatro estaduais. Renovou apenas três cadeiras na Assembleia e em Brasília não tem mais ninguém.

 

Aplicação na saúde

Enquanto o Governo de Goiás e o ex-governador do Estado Marconi Perillo (PSDB) são acionados juridicamente pela não aplicação do mínimo constitucional nas ações e serviços públicos de saúde (12% da receita própria com impostos), o prefeito Iris Rezende e sua secretária de saúde, Fátima Mrue, vão além do que manda a Constituição Federal e Lei de Responsabilidade Fiscal. Nos primeiros oito meses de 2018, a Prefeitura de Goiânia aplicou 18,77% da receita própria em saúde, quase 4% a mais do que manda a lei. No ano passado, esse índice chegou a quase 21%.

 

Equilíbrio Fiscal

A gestão das contas públicas da Prefeitura de Goiânia tem merecido elogios dos vereadores da Capital. Quando assumiu, em janeiro de 2017, Iris Rezende encontrou um quadro de completo descalabro nas contas públicas. Havia um descompasso entre caixa e dívidas a pagar que superavam os R$ 600 milhões e mais a folha da saúde de dezembro de 2016 em aberto. Findo o primeiro ano de gestão, o prefeito havia pago mais de R$ 370 milhões dessas dívidas e reduzido o déficit mensal de R$ 30 milhões para coisa de R$ 22 milhões. O superávit primário, a economia feita pelo gestor, excluindo-se os pagamentos de juros e principal da dívida, foi de 92% maior do que o previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias. As estimativas para 2018 é que o déficit mensal dê lugar a superávit.

 

Competência

Homem forte das finanças do governo Iris Rezende, Alessandro Melo tem se destacado pela competência e capacidade de aglutinação da sua equipe. Melo tem se notabilizado pela capacidade de aumentar a receita própria do município de Goiânia, que, mesmo diante da crise que assola o país, cresceu cerca de 24% nos oito primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. E o método é simples: trabalho. A Secretaria Municipal de Finanças está sob o comando de Alessandro Melo desde agosto de 2017 e em setembro daquele ano foi lançado o Fisco em Ação, um programa que envolve trabalho em campo e inteligência fiscal, visando o combate à sonegação de impostos na Capital.

 

 

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EXTRA | Comunicado da AHPACEG afirma que a 17 hospitais de alta complexidade em Goiânia não possuem mais leitos disponíveis. Confira lista

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COMUNICADO – AHPACEG

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), legítima representante em Goiânia dos hospitais abaixo relacionados, cumprindo a recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás, informa à Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e operadoras de planos de saúde na capital que:

*Hoje, 3 de julho de 2020, às 18 horas, os hospitais associados da Ahpaceg não dispõem de vagas em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para a internação de pacientes adultos com suspeita ou confirmação de Covid-19*.

Amanhã, voltaremos a informar a taxa de ocupação de nossos hospitais, mantendo a transparência que sempre pautou nosso trabalho e tem referenciado nossa atuação nesta pandemia.

AHPACEG

*Goiânia*

Hospital Amparo

Hospital Clínica do Esporte

Hospital do Coração de Goiás

Hospital do Coração Anis Rassi

Hospital da Criança

Hospital de Acidentados

Hospital Infantil de Campinas

Hospital Ortopédico de Goiânia

Hospital Premium

Hospital do Rim

Hospital Samaritano de Goiânia

Hospital Santa Bárbara

Hospital Santa Helena

Hospital São Francisco de Assis

Instituto de Neurologia de Goiânia

Instituto Ortopédico de Goiânia

Hemolabor

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Professor da Fiocruz apoia isolamento intercalado em Goiás: “Medida é extremamente correta

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Três professores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram nesta semana uma visita a Goiás, ocasião em que avaliaram todos os dados sobre a pandemia da Covid-19, bem como as estratégias adotadas pelo governo estadual para evitar colapso no sistema de saúde. Com a conclusão dos trabalhos, o professor, pesquisador e médico sanitarista Daniel Soranz disse aprovar 100% a estratégia de isolamento social intermitente adotada por força de decreto pelo governador Ronaldo Caiado. “É uma medida extremamente correta”, frisou.

Ao longo de dois dias, Daniel e as professoras Paula Travassos e Andara Moreira fizeram uma série de visitas, inclusive ao Hospital de Campanha (Hcamp) de Goiânia, estruturado pelo Governo de Goiás, e à Vigilância Epidemiológica. “Verificamos o andamento da coleta de dados, as estatísticas e chegamos à conclusão de que esses 14 dias de isolamento social serão muito importantes”, salientou.

O professor pesquisador informou que os estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e que têm norteado as ações no Estado, “são excelentes” e devem, sim, ser considerados por projetarem a realidade da pandemia. A partir do último estudo, o governador decretou uma quarentena intermitente, começando com 14 dias de regras mais rígidas quanto ao funcionamento do comércio, e depois 14 dias de flexibilização. A estratégia visa evitar o colapso no sistema de saúde. A projeção da UFG é que o método, associado a um rastreamento de contatos, possa salvar mais de 10 mil vidas até setembro.

Daniel acredita que a baixa taxa de mortalidade em Goiás, quando comparada a outros Estados, está diretamente relacionada às ações preventivas que Caiado já tomou até aqui. Uma delas, exemplificou, foi o isolamento social adotado tão logo foram registrados os primeiros casos locais de Covid-19, contribuindo com o achatamento da curva de contaminação. “Também destaco todo o investimento na saúde e assistência ao paciente”, reforçou.

O pesquisador da Fiocruz elogiou o empenho da equipe clínica que trabalha nos hospitais de campanha, e também a estruturação das unidades de saúde promovida pelo Governo de Goiás. “Vale ressaltar a importância disso: a maioria dos hospitais vai ficar de legado, ou seja, poderão ser utilizados pela população depois que a pandemia passar”, enfatizou. Considerando só as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Caiado já inaugurou mais de 100 leitos em cidades como Catalão, Luziânia, Trindade, Porangatu, Águas Lindas e Itumbiara.

Tal legado mencionado por Daniel é uma das marcas que Caiado tem trabalhado para deixar em Goiás. Antes mesmo da pandemia, o governador já estava promovendo a regionalização da saúde, levando estrutura permanente para atendimentos especializados a todas as regiões do Estado. A ideia é acabar com a chamada “ambulancioterapia”, quando o paciente era submetido a longas viagens em busca de tratamento nos hospitais de Goiânia.

A Fiocruz realiza esse apoio técnico e institucional em Goiás a pedido de Caiado, que tem buscado diálogo com comunidades científicas e médicas em busca das decisões mais assertivas para combater a pandemia. “Viemos para desenhar uma análise conjunta e propor alguma correção de rumo ou reestruturação, mas não foi nada disso que a gente viu. O Estado tomou todas as medidas no tempo correto”, observou Daniel. “A parceria vai continuar para análise dos dados”, completou.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

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