Conecte-se conosco

Estado

Sinopse da política em Goiás

Análise dos fatos políticos. Por Cloves Reges

Publicado

em

À disposição

Médico ginecologista e vereador por Goiânia, Paulo Daher, do DEM, aliado de primeira hora do governador eleito Ronaldo Caiado, é um nome que desponta para ocupar uma secretaria na gestão do democrata. Daher é presidente da Comissão de Saúde da Câmara e foi o responsável por convocar o ex-governador Marconi Perillo para depor na CEI do legislativo municipal. Na oportunidade, o vereador fez vários questionamentos a Perillo sobre o que chamou de negligência do Estado em relação à saúde pública, como a não aplicação do índice constitucional na área, não implantação dos complexos reguladores nas diversas regiões do Estado e a falta de fiscalização dos serviços prestados pelas OSs da saúde.

 

Sabe das coisas

Paulo Daher tem demonstrado grande conhecimento da real situação do Estado de Goiás no que se refere as contas públicas. Inclusive, ele representou junto ao MP-GO pela responsabilização de Marconi Perillo devido ao não cumprimento da obrigação constitucional de aplicação de 12%, no mínimo, dos recursos próprios do Estado em ações e serviços públicos de saúde. Esse índice teria ficado abaixo do que manda a CF/88.

 

Acolhimento

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado, sancionou lei que cria, no âmbito do município, a figura da “Família Acolhedora”. Trata-se de programa que permite que crianças e adolescentes sejam acolhidos temporariamente por famílias em virtude do afastamento compulsório de seus respectivos lares. A Lei, de autoria do próprio executivo goianiense, atende disposições do artigo 227 da Constituição Federal como parte integrante da política de proteção social especial de atendimento à criança e ao adolescente, que tenham seus direitos ameaçados ou violados e que necessitem de proteção.

 

Caminho Inverso

Falando em Iris Rezende, enquanto o governo estadual sofre para pagar salários e outros fornecedores, dada a penúria de suas finanças, o prefeito de Goiânia apresentou números alviassareiros de sua gestão frente à Prefeitura. De acordo com dados apresentados ao vereadores, o superávit primário das contas do município atingiu mais de 33 vezes o definido na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). De R$ 11 milhões previstos, a economia que a Prefeitura fez, excluindo-se os chamados serviços da dívida, chegou a R$ 355 milhões.

 

Desafio é o fluxo de caixa

Apesar do cumprimento das metas exigidas pela LRF, o desafio da Prefeitura ainda é o fluxo de caixa, ou seja, a efetiva capacidade de pagamento. O rombo herdado da gestão anterior e o déficit mensal cavado pelos aportes junto ao IPSM, cessados agora pela reforma aprovada na Câmara, constituíram-se uma difícil equação. O prefeito acredita que de agora em diante as finanças do município assumirão uma crescente e será possível atender as demandas mais urgentes do município e também dos servidores. Nesses 20 meses de gestão, lembra, a folha tem sido paga rigorosamente em dia.

 

De volta à cela

Joesley Batista, dono da JBS, foi preso na manhã desta sexta-feira, 9. Dessa vez, o empresário é acusado de pagar propinas para políticos ligados ao Ministério da Agricultura em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo. Com ele, foram presos o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), e Ricardo Saud, ex-executivo da JBS.

 

Relembrando

Em 2014, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) concedeu à JBS um perdão fiscal de quase R$ 1 bilhão. A remissão concedida à JBS foi possível graças a aprovação, junto á Assembleia Legislativa de Goiás, da Lei 18.459 no apagar das luzes daquele ano. O diploma legal foi aprovado em 22 de dezembro e vigorou até o dia 29 do mesmo mês, apenas. A dívida da empresa, fundada em ICMS apurados e não pagos, era de cerca de R$ 1,32 bilhão. Com o benefício, caiu para pouco mais de R$ 300 milhões e foi parcelada em 60 vezes.

 

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado

Já esgotou todo e qualquer tipo de negociação com a Enel”, diz Caiado

Governador destaca que empresa tem provocado diversos prejuízos no Estado e não cumpre acordo assinado. Deputados estaduais também criticam inércia, destacando que produtores ficam sem energia por até 11 di

Publicado

em

Por

O governador Ronaldo Caiado voltou a criticar a qualidade do serviço prestado pela Enel, que não cumpre o plano de medidas que foi acordado para atender os consumidores goianos e tem causado prejuízos em todo o Estado por conta da falta de energia.

O governador destacou que irá “enfrentar o problema de frente”. “Vocês podem ter certeza, nós estamos aqui é para defender o Estado de Goiás”, afirmou. As queixas também partiram de deputados estaduais na Assembleia Legislativa, que compararam a empresa a um câncer.

O sentimento de má prestação de serviço da Enel é geral. Até outubro de 2019, o Procon Goiás registrou aumento de quase 50% no número de reclamações contra a empresa. De acordo com Caiado, todos estão sofrendo com o problema. “É o produtor rural, o cidadão urbano, empresas pequenas, de médio e grande porte. Todo mundo está sofrendo duramente”, lembrou o governador. “A falta de energia é generalizada. Todo mundo está jogando mercadoria fora”, completou

Por conta dessa situação, o chefe do Executivo disse que pediu ajuda ao presidente Jair Bolsonaro, já que o setor elétrico é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Já esgotou todo e qualquer tipo de negociação do Estado com a Enel. Não tem mais como mantermos essa situação. Eles assinaram um documento conosco, com a presença do ministro [de Minas e Energia, Bento Albuquerque], e do presidente da Câmara, [Rodrigo Maia]. Todos os diretores de alto escalão da América Latina falando pela empresa e depois nada acontece. O processo agravou ainda mais do que era”, protestou.

O governador se refere ao plano de investimento e acordo que foi assinado em agosto deste ano, em que Enel se comprometeu a ampliar a capacidade da rede e distribuição de energia. Uma das principais ações da Enel, de curto prazo, previa a liberação de carga e possibilidade de novas ligações sem a troca de transformadores. Além disso, o documento estabeleceu a construção e ampliação de várias subestações de energia por todo o Estado. Mas, até agora o que se vê são reclamações de todos os lados. A falta de energia em alguns casos ultrapassa o prazo de uma semana, provocado prejuízo para produtores, consumidores em geral e empresários.

Um dos danos que podem ocorrer por conta da inércia da Enel, ressaltou Caiado, é com relação a vacinação contra a febre aftosa. Isso porque se as doses não forem mantidas em temperatura ideal, a imunização do rebanho não surte efeito, por conta da qualidade da vacina. “Veja bem o risco que corremos, a maneira irresponsável com que a energia elétrica está sendo tratada. Nós vamos enfrentar esse problema de frente. Vocês podem ter certeza: nós estamos aqui é para defender o Estado de Goiás”, sublinhou Ronaldo Caiado.

As queixas da Enel também vêm de representantes na Assembleia Legislativa. O deputado Amauri Ribeiro disse que produtores rurais de Piracanjuba, Caçu e Palminópolis, sem energia, estão tendo prejuízos. “Tem gente que chega a ficar 11 dias sem energia. São perdas diversas na produção de carnes, verduras, leites e outros produtos apodrecendo. Empresários e produtores rurais querem investir, gerar emprego e renda, mas não recebem a energia elétrica”, afirmou.

O deputado Alysson Lima disse que a “Enel é um câncer que tem que ser extirpado de Goiás. Chegamos ao ponto que não dá mais para conversar”. O parlamentar afirmou que representantes da Enel tentaram se reunir a portas fechadas na Alego, mas ele não recebeu ninguém. “A Enel vai perder espaço em Goiás”, prevê.

Humberto Aidar comparou a atuação da Enel em Goiás como um matrimônio malsucedido. “É um casamento que já se tentou de tudo, mas não dá certo. Não vejo outro caminho a não ser a intervenção. Romper esse contrato e buscar outra companhia”, afirmou o deputado, ressaltando que a empresa não cumpre o contratado e não tem seriedade.

O parlamentar Henrique Arantes disse que a Enel cobra taxas abusivas e prejudica os produtores rurais. Ele também criticou o programa Luz Solidária, da empresa, que permite aos interessados trocar equipamentos antigos por modelos novos, com o objetivo de economizar energia elétrica. “Eles inflacionam o preço do novo, então, no fim, não tem economia nenhuma. O que a Enel faz é uma fraude com o consumidor goiano, ela vende tudo pela metade do dobro”, destacou.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Continue Lendo

Estado

Santos bate Goiás no Serra Dourada por 3×0 e estaciona Verdão da Serrinha no BR-19

Goiás volta a campo dia 18 contra o Vasco em São Januário

Publicado

em

Por

O Santos não teve dificuldades para vencer o Goiás, por 3 a 0, na tarde deste sábado, no Serra Dourada, e chegar ao quarto triunfo consecutivo no Campeonato Brasileiro. O venezuelano Soteldo, duas vezes, e Marinho fizeram os gols da partida. O Peixe não perde há cinco jogos na competição. A última vez foi em 20 de outubro, quando levou 2 a 0 do Atlético-MG. Depois, empatou com o Corinthians (0 a 0) e venceu Bahia (1 a 0), Botafogo (4 a 1) e Avaí (2 a 1).

Esse resultado fez com que o Santos chegasse a 64 pontos no Brasileiro — está em terceiro lugar —, enquanto o Goiás fica com 42. A próxima partida do Peixe será o clássico com o São Paulo, no próximo sábado, dia 16, às 17 horas, na Vila Belmiro. Já o time esmeraldino voltará a campo no dia 18, segunda-feira, às 19h30, quando visitará o Vasco em São Januário.

Continue Lendo