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Trump reduz frente de Biden no registro de novos eleitores

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Republicanos diminuem vantagem dos democratas em três Estados e mostram que eleição está mais disputada do que parece 

WASHINGTON – Atrás nas pesquisas e enfrentando uma pandemia que já matou 220 mil americanos, Donald Trump tem tido poucas notícias boas na reta final de campanha. Por isso, os republicanos se encheram de esperança quando receberam os registros atualizados de novos eleitores em três Estados: Carolina do Norte, Flórida e Pensilvânia – em todos, a vantagem dos democratas diminuiu. 

Como o voto nos EUA não é obrigatório, os analistas se apegam a alguns dados que servem de termômetro para medir o entusiasmo dos eleitores. E o registro de novos eleitores é um sinal de alto comparecimento às urnas. Segundo estrategistas republicanos, a esperança é que os números de novos eleitores na Flórida, Carolina do Norte e Pensilvânia sejam suficientes para garantir a reeleição do presidente. “O enorme avanço no registro de eleitores pode fazer a diferença”, disse Dee Stewart, consultora republicana.

O entusiasmo é porque a eleição nos EUA é indireta, decidida por um colégio eleitoral de 538 votos distribuídos entre os Estados. Esta anomalia permite que um candidato vença mesmo com menos votos que o rival – como ocorreu com George W. Bush, em 2000, e Trump, em 2016. Atualmente, Biden mantém vantagem de 10 pontos porcentuais sobre Trump. No entanto, basta o presidente vencer em alguns Estados-chave – como Flórida, Carolina do Norte e Pensilvânia – para ser reeleito. E as sondagens mostram que a eleição nesses três Estados está bem mais apertada do que mostram as pesquisas nacionais.

Presidente Donald Trump dança durante comício em Prescott, no Arizona Foto: Alex Brandon/AP

A quantidade de novos eleitores por si só não determina o resultado. Na eleição de 2016, os democratas registraram mais eleitores que os republicanos em vários Estados que acabaram perdendo. Mas os números justificam certo otimismo da campanha de Trump, principalmente na Flórida, que tem 29 votos no colégio eleitoral.

As pesquisas mostram que Biden tem apenas 4 pontos de vantagem no Estado, onde Trump venceu por 113 mil votos em 2016. A Casa Branca acredita que o salto no número de eleitores registrados pode dar vantagem ao presidente. Segundo o governo da Flórida, os republicanos reduziram o abismo que os separava dos democratas para 134 mil de um total de 14,4 milhões de eleitores – menos de 1%. Em 2016, quando Hillary Clinton perdeu para Trump, os democratas tinham uma vantagem de 330 mil eleitores.

Mac Stevenson, consultor político republicano na Flórida, disse que o aumento no registro de eleitores é um sinal positivo. “É um presságio de que haverá aumento no comparecimento de republicanos às urnas. Mas é preciso equilibrar isso com o fato de que o comparecimento será maior de todos os lados”, disse. 

Aubrey Jewett, cientista político da Universidade da Flórida Central, disse que os números de registros na Flórida refletem a busca dos republicanos por novos eleitores. “Eles deixaram claro que, apesar da pandemia, bateriam de porta em porta para registrar novos eleitores”, afirmou.

Na Pensilvânia, onde Trump venceu por menos de 1 ponto porcentual em 2016, os republicanos também comemoram os novos eleitores. Biden lidera no Estado com 6 pontos de vantagem, segundo pesquisas. Nas últimas semanas, porém, a campanha do presidente foi de porta em porta e montou estandes em feiras de armas e supermercados. “Estávamos semeando os campos – e os democratas não”, disse Christopher Nicholas, consultor político republicano. “Os democratas não foram às ruas.”

Apesar de bons números na Pensilvânia, Nicholas diz que a demografia do Estado favorece os democratas. De acordo com ele, um grande número de eleitores está se registrando para votar sem declarar filiação partidária. Desde a última eleição, segundo dados oficiais da Pensilvânia, os republicanos ganharam 174 mil eleitores, enquanto os democratas perderam 31 mil.

A Carolina do Norte é outro motivo de otimismo. Em 2016, Trump venceu no Estado por cerca de 173 mil votos. Agora, segundo pesquisas, Biden lidera com 3 pontos de vantagem. Mas, nos últimos quatro anos, os democratas perderam 136 mil eleitores registrados, enquanto os republicanos ganharam 100 mil – embora os democratas ainda tenham, no total, 400 mil a mais. Para Tim Wigginton, porta-voz do Partido Republicano no Estado, os novos eleitores representam uma vantagem para o presidente. “Definitivamente é um sinal positivo”, disse. / NYT

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Trump diz que deixará a Casa Branca se Biden ganhar votação no Colégio Eleitoral

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WASHINGTON/REHOBOTH BEACH (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que deixará a Casa Branca se o Colégio Eleitoral votar a favor do presidente eleito Joe Biden, na declaração mais próxima de uma admissão de sua derrota nas eleições do dia 3 de novembro, apesar de o republicano continuar repetindo suas acusações infundadas de que houve fraude eleitoral generalizada.

Ao falar com jornalistas no feriado de Ação de Graças, Trump disse que se Biden –que deve tomar posse no dia 20 de janeiro– for confirmado como vencedor das eleições pelo Colégio Eleitoral, ele deixará a Casa Branca.

Mas Trump disse que seria difícil para ele admitir a derrota nas atuais circunstâncias, e se recusou a dizer se compareceria à posse de Biden.

“Essa eleição foi uma fraude”, insistiu Trump em um discurso por vezes incoerente na Casa Branca, no qual continuou sem oferecer evidências concretas da existência de irregularidades eleitorais generalizadas.

Biden venceu a eleição com 306 dos votos do Colégio Eleitoral –muitos mais que os 270 necessários para garantir a vitória–, contra 232 de Trump, e a reunião do Colégio Eleitoral está marcada para o dia 14 de dezembro para formalizar o resultado. Biden também lidera Trump por mais de 6 milhões de votos na contagem de votos populares.

Trump até agora se recusou a reconhecer completamente sua derrota, embora na última semana –com o aumento da pressão vinda de seu próprio Partido Republicano– ele tenha aceitado autorizar o início do processo oficial de transição de poder.

Perguntado se deixaria a Casa Branca se o Colégio Eleitoral votar por Biden, Trump disse: “Certamente, eu irei. Certamente irei. E vocês sabem disso”, declarou. “Mas eu acredito que muitas coisas vão acontecer entre agora e o dia 20 de janeiro. Muitas coisas”, disse. “Fraudes massivas foram descobertas. Somos como um país de Terceiro Mundo.”

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AÇÃO DE GRAÇAS | Trump perdoa o peru pela última vez em tradição americana desde Abraham Lincoln

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Corn (milho, em inglês) venceu enquete no site da Casa Branca, mas seu irmão Cob (espiga) também será poupado e ambos viverão o resto das vidas em universidade. Tradição de perdoar ave foi reativada por George H.W. Bush, mas remonta à época da presidência de Abraham Lincoln.

O presidente dos EUA, Donald Trump, perdoou nesta terça-feira (24) pela última vez um peru às vésperas do Dia de Ação de Graças, uma tradição de décadas no país. Este ano, o sortudo foi Corn (milho), que recebeu “perdão total” de Trump.

Isso não significa, porém, que a ave preterida, Cob (espiga), será sacrificada. Os dois perus irão juntos para a Iowa State University, onde viverão o resto de suas vidas em paz, sem correr o risco de virar refeição.

Corn e Cob foram criados por Ron Kardel, presidente da Federação Nacional de Perus e agricultor de sexta geração de Walcott, Iowa.

Antes da cerimônia de perdão, a Casa Branca apresentou os dois candidatos e criou uma enquete no Twitter, perguntando aos seguidores qual peru merecia receber a honra. Corn ficou à frente de Cob por quase oito pontos: 53,7% a 46,3%.

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