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Um ano após primeira morte na China, OMS inicia investigação sobre origem do coronavirus

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A equipe de especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde) designada para investigar as origens da pandemia de Covid-19 chegará à China na próxima quinta-feira (14), confirmaram autoridades do país nesta segunda (11)

A falta de autorização de Pequim atrasou a chegada da aguardada missão, no que o ministro das Relações Exteriores da China chamou de “mal entendido”.

A Comissão Nacional de Saúde, que anunciou a data, havia postergado a chegada da equipe, marcada inicialmente para o início de janeiro, e não deu detalhes de qual será o itinerário da missão da OMS no país.

O diretor-geral da organização da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a notícia. “Estamos ansiosos para trabalhar juntos com os nossos pares [chineses] nesta missão importante para identificar a origem e sua introdução na população humana”, escreveu ele no Twitter.

Antes, quando os especialistas foram barrados de entrar no país, no início do mês, forçando dois membros da equipe a retornar, Tedros havia dito estar “muito desapontado”.

A China tem sido acusada de encobrir o atraso na reação inicial à pandemia, permitindo a disseminação do vírus, registrado pela primeira vez na cidade de Wuhan, no final de 2019.

Os EUA pedem uma investigação transparente liderada pela OMS e criticaram os termos da missão, que permitiu a participação de cientistas chineses na primeira fase da pesquisa preliminar.

Pequim tem buscado moldar a narrativa de quando e onde a pandemia começou. Um diplomata sênior, Wang Yi, por exemplo, afirma que “mais e mais estudos” mostram que o patógeno emergiu em diversas regiões.

Um especialista em saúde ligado à OMS disse que a expectativas de que a missão chegue a uma conclusão após a viagem à China devem ser “muito baixas”.

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EXTRA | Putin abandona acordo nuclear e pressiona Biden

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Trump é primeiro presidente dos EUA a sofrer dois impeachments; veja o que acontece agora

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Com a aprovação pela Câmara dos Representantes, Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. Mesmo assim ele continua no comando da Casa Branca.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment já quando o processo é aprovado na Câmara. Por isso que Trump pôde ter dois impeachments e ainda seguir presidente.

Mesmo derrotado na Câmara, ele segue como presidente até que ocorra o julgamento no Senado, que é o próximo passo do processo.

Na Casa ocorrerá um julgamento, com a Câmara selecionando parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente para os senadores.

Para que ele deixe o cargo é preciso que dois terços do Senado seja a favor do impeachment, ou seja, 67 votos a favor do processo.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Faltando apenas uma semana para a posse de Joe Biden como novo presidente do país, é bem difícil que o processo seja concluído antes disso. Isso porque o Senado só volta aos trabalhos após o dia 20, quando também passará a ser dividido com 50 democratas e 50 republicanos.

Apesar disso, a estratégia de parlamentares democratas – e dissidentes republicanos – não é necessariamente tirá-lo antes do fim do mandato, mas evitar que ele possa se candidatar novamente daqui quatro anos.

A questão agora é se haverá votos suficientes no Senado para confirmar o processo contra Trump. Diversos integrantes do partido Republicano defendem a saída do atual presidente, mas estão divididos se isso deve ocorrer via impeachment ou se ele apenas deve ser “esquecido” após deixar o cargo.

Nas últimas horas, a imprensa americana apontou que se o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, votar a favor do impeachment, provavelmente Trump será condenado por pelo menos 67 senadores. “Se Mitch for um voto sim, acabou”, disse um senador republicano para a CNN.

Ainda de acordo com a rede de notícias americana, McConnell estaria mais disposto a votar a favor do impeachment por não acreditar que Trump “desapareceria” do partido nos próximos anos e que seria necessária uma ação mais forte para garantir que ele não retorne em quatro anos.

O arrasto do processo de impeachment para depois da posse pode atrapalhar também os planos do novo governo de Joe Biden. Isso porque, nos EUA, os secretários (que têm cargos como de ministros no Brasil) precisam ter suas nomeações aprovadas pelo Senado.

Com o processo demorando para ser concluído, provavelmente haverá um atraso para a confirmação das nomeações feitas pelo democrata, que por sua vez pode ter dificuldades no início de governo para levar adiante projetos mais urgentes, como os de combate à pandemia do coronavírus.

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